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Coluna da Giselle Pacheco: Está na Hora de Mudar o Disco

Mais uma eleição se aproxima e, com ela, o desfile de promessas e discursos que parecem ter sido escritos no mesmo papel de sempre.

Foto do acervo da colunista
Foto do acervo da colunista

Coluna da Giselle Pacheco (TB de 30set2026)

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Está na Hora de Mudar o Disco

Mais uma eleição se aproxima e, com ela, o desfile de promessas e discursos que parecem ter sido escritos no mesmo papel de sempre.

Em Barra do Corda, em São Luís, no Maranhão e no Brasil, precisamos fazer uma pergunta incômoda: até quando vamos repetir as mesmas escolhas esperando resultados diferentes?

Experiência tem valor, mas precisa vir acompanhada de resultado, compromisso e prestação de contas.

O que não podemos aceitar é transformar a política em propriedade familiar ou em um círculo fechado, onde entram uns, saem outros, parentes se revezam e os mesmos grupos permanecem há anos no poder.

E enquanto isso, onde estão os novos nomes? Onde estão os jovens que têm ideias e querem apresentar um projeto diferente para suas cidades, para o Maranhão e para o Brasil?

Também precisamos olhar para nós mesmos. Muitas vezes, o voto acaba condicionado à amizade, ao parentesco, à promessa ou à expectativa de manter um cargo.

Mas emprego público deve ser fruto de regra, mérito e interesse público, não moeda de gratidão política. O voto não pode ser um recibo de favor.

Deputados de Barra do Corda, de São Luís e de todo o Maranhão: não importa apenas quantos mandatos acumulam. Importa o que fizeram com eles. Quantas vidas melhoraram? Quais projetos defenderam? Que resultados deixaram?

A mesma pergunta vale para quem ocupa o poder em Brasília: o que está sendo feito pelo Maranhão e pelo Brasil?

Está na hora de parar de votar no automático: pesquisar, comparar e cobrar resultados. Chega de tocar o mesmo disco esperando uma música diferente.

Talvez seja hora de dar oportunidade ao novo. Não porque todo candidato novo será melhor, mas porque democracia também é renovação, alternância e oportunidade.

O poder está nas nossas mãos. No dia da urna, ninguém vota por nós.

Que o voto seja consciência, não favor; escolha, não obrigação. Futuro de Barra do Corda, Maranhão e Brasil não pode ficar preso ao passado. Está na hora de mudar o disco!

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*Giselle Pacheco é professora e escritora, mora em São Luís (MA) _____

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