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Coluna do Américo Ribeiro: Como era a Pensão da Didi Pureza na W3-Sul

No jargão brasiliense recebe título de candango, aqueles trabalhadores pioneiros, que enfrentaram poeira, lamaçal, misturada às vezes com falta de saúde, um tanto de violência, saudade da terra natal, mas carregam muitas aventuras no currículo

Américo Ribeiro é escritor, mora em Cocalzinho (GO)
Américo Ribeiro é escritor, mora em Cocalzinho (GO)

Coluna do Américo Ribeiro

(TB 25ago2026)

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Nosso colunista Américo migrou para Brasília bem jovem antes da inauguração em 1960.

No jargão brasiliense recebe título de candango, aqueles trabalhadores pioneiros, que enfrentaram poeira, lamaçal, misturada às vezes com falta de saúde, um tanto de violência, saudade da terra natal, mas carregam muitas aventuras no currículo.

Nesta crônica, Américo relata como foi uma das suas moradias. Sugerimos leitura:

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Como era a Pensão da Didi Pureza na W3-Sul

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A pensão da Didi ficava na Quadra 707 Sul do Plano Piloto, que por lâ vivi uns bons anos na década de 60, convivi com pessoas que nos enriquecem, entre elas o Pedro Correa Dias, fomos companheiros de quarto e também de sala aula no colégio Elefante Branco.

Entre o pessoal do Cartório que pegava refeições ali estava o goiano Lindomar Castilho, que se tornou depois cantor romântico, brega.

Mas reavaliando o que éramos: um bando de jovens vindos dos mais diversos recantos para nos encontrar em Brasilia. Tinhamos em comum a juventude e a coragem, o mais ficaria por conta do destino.

O Mazinho, capixaba, aos domingos pegava a sua motocicleta Harley-Davidson e, sem camisa, ia brincar de ser feliz na grande avenida Eixão, onde acelerava e acelerava.

As irmãs da Didi eram muito ligadas ao mundo da moda. Certo dia trouxeram para a Pensão uma linda moça, a Anísia Fonseca, que permaneceu conosco um bom tempo, depois ganhou a coroa de Miss Brasília 1967.

Nos anos 80, o Pedro já tinha se formado. Tinha sua empresa Lateliê Móveis, houvera sido diretor da Associação Comercial do DF, estava bem posicionado.

Foi quando eu descia do Gama na minha velha Kombi e ele me reconheceu. Buzinou, descemos dos carros e trocamos aquele abraço de décadas de ausência. Beijou meus lindos galeguinhos, depois pegou seu belo Mercedes Benz azul e nunca mais nos vimos.

A vida tem dessas ironias. Aproxima pessoas, entrelaça destinos e, sem pedir licença, volta a separá-las. Somos como estrelas errantes, que cruzam suas trajetória por um breve instante, depois cada um segue seu destino, desenhando no infinito sua rota particular.

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*Américo Ribeiro é escritor, mora em Cocalzinho (GO)