30 anos do adeus do poeta e escritor Olímpio Cruz (1909-1996)
O TB traz capas dos livros, também três poesias do poeta maior barra-cordense

Homenagem Especial
(TB de 9jun2026)
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30 anos do adeus do poeta e escritor Olímpio Cruz (1909-1996)
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O TB traz capas dos livros, também três poesias do poeta maior barra-cordense
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*Terra Cordina
Ó minha terra-berço tão querida,
Que te embalas feliz, adormecida,
Ao doce marulhar
De tuas águas puras, cristalinas,
Cantando nas encostas das colinas,
Em noites de luar!
És a gleba de mágicas bonanças,
A remirar num céu só de esperanças
As fases do porvir;
- Harmonia dos evos, lá distante
Do presente - num vaso transbordante
De glórias a espargir...
Ninho risonho pelo sol beijado,
De vírides montanhas contornado,
Relembras com carinho
- Longe do mar, perdido nos sertões.
Os descantes das dúlcidas canções
De Maranhão Sobrinho!
Barra do Corda, amor de minha vida;
És tudo para mim, terra querida,
Meu róseo coração!
Tens no teu seio um mundo de poesia.
Tens o aroma da selva, tens magia
Princesa do sertão!
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Regressando ao Mearim
... E aquele é o Mearim dos navegantes,
o mais fecundo jorro das searas, de itaipavas bravias, espumantes,
meigo e eternal buril das pedras raras.
É o caudal dos remansos marulhantes,
o tão famoso Isô dos Guajajaras,
o Mearim das lendas palpitantes
que nos conduz ao reino das iaras!...
E eu chego... Vejo o rio e a nova ponte,
e não vejo iara alguma que me conte sonhos de amor, de luz e novidades.
Mas, as águas, gemendo sobre o leito, sentem a velha angústia do meu peito
e me falam de amor e de saudades!
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O Amor da Fazenda
Vamos, meu filho, em busca da cidade, disse meu pai, mostrando-me o caminho.
— Terás que penetrar na sociedade e ir às aulas, ganhar um pergaminho.
Num adeus à fazenda "Soledade", abracei minha prima e meu padrinho,
depois parti, morrendo de saudade do terno amor do meu primeiro ninho.
Fiquei a sós, ao longo da jornada, e como quem conselhos nunca toma, nunca estudei, nem mesmo um curso, nada...
Perdão, meu pai...
No Céu, por Deus me entenda: podem valer meus versos um diploma, mas, nunca o amor da moça da fazenda!...
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Nota da Redação:
*Terra Cordina, do livro Canção do Abandono, foi musicado pelo maestro Moisés da Providência e mudou para Canção Cordina.
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