Coluna do Renilton Barros: Maria do Espírito Santo Silva Santos - Maria Pretinha - Cidadã barra-cordense
Maria do Espírito Santo Silva Santos, nasceu no dia 8 de novembro de 1925, e conforme citado na primeira parte desta crônica, viveu na fazenda Mandi antes de se mudar para Barra do Corda.

Coluna do Renilton Barros
(TB de 3jun2026)
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Maria do Espírito Santo Silva Santos - Maria Pretinha - Cidadã barra-cordense. Da vida dura pela sobrevivência ao doce sabor das bananas fritas.
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Segunda e última parte
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Maria do Espírito Santo Silva Santos, nasceu no dia 8 de novembro de 1925, e conforme citado na primeira parte desta crônica, viveu na fazenda Mandi antes de se mudar para Barra do Corda.
Sua mãe se chamava Raimunda (pai desconhecido), além dela havia ainda mais quatro irmãos: Sebastião, Raimunda, Maria Olívia e Leriano.
Não chegou a concluir o ensino fundamental. Legítima filha de Barra do Corda e obteve o seu codinome de “Maria Pretinha” dado por ninguém menos que Fernando Falcão [prefeito 1973-1976]
Em que contexto esta forma carinhosa lhe foi dada, não me foi dito (ainda), se alguém souber estejam à vontade para fazer os acréscimos.
Casou-se com Manoel Saraiva e tiveram quatro filhos: Maria da Paz (64 anos), José de Arimatéia (63 anos), Creuza (62 anos) e Hélio (57 anos).
Começou vendendo carvão e atuou no ofício de vender bananas fritas por mais de duas décadas, de onde tirava o sustento da família.
Em época que não tinha nenhum auxílio das esferas federais, estaduais ou municipais, ousou romper a sina que lhe fora imposta pelo destino e lutou pela própria sobrevivência e de sua família a não depender apenas da boa vontade de ninguém.
Quem comprou as suas bananas fritas certamente a ajudou sim, mas para que ela se orgulhasse (não no sentido negativo) do seu próprio suor para sobreviver de forma digna.
Maria Pretinha, portanto, é o verdadeiro exemplo de uma história de superação e com certeza um referencial para os que se encontram em contexto social semelhante, em não se acomodar apenas com a ajuda de benefícios governamentais, mas buscar, pelos próprios esforços, melhorias financeiras para viver com dignidade.
Faleceu no dia 22 de dezembro de 1993, após completar 68 anos de idade. Há uma praça no bairro Altamira batizada com seu nome.
Todos os dados foram obtidos por meio sua filha Creuza Coutinho, a quem agradeço pela colaboração.
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*Renilton Barros é escritor barra-cordense, mora no DF
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Notas da Redação:
- No mosaico, praça acima;
Abaixo filhos da Maria Pretinha (da esquerda para direita): Creuza com a camisa do Flamengo; José Arimatéia de azul-amarelo; Maria da Paz;
Helio de camisa azul com listras.
