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Osmar Monte escreve: 30 anos do adeus do poeta e escritor Olímpio Cruz (1909-1996)

Em 11 junho de 1996 a providência divina chamou o poeta Olímpio Cruz para nova missão no Reino dos Céus. Restou a lembrança, a saudade e as boas obras realizadas por ele

30 anos do adeus do poeta e escritor Olímpio Cruz (1909-1996)
30 anos do adeus do poeta e escritor Olímpio Cruz (1909-1996)

Homenagem Especial

(TB de 10jun2026)

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30 anos do adeus do poeta e escritor Olímpio Cruz (1909-1996)

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Osmar Monte escreve:

Em 11 junho de 1996 a providência divina chamou o poeta Olímpio Cruz para nova missão no Reino dos Céus. Restou a lembrança, a saudade e as boas obras realizadas por ele. A cultura, a literatura e a população maranhense sentem o vazio pela sua partida. É grande o legado deixado por ele: poesias, prosas, antologias, ensinamentos, estudos sobre os indígenas e discípulos da arte poética.

A sua biografia é robusta. Como indigenista trabalhou por mais de três décadas coordenando ações do antigo Serviço de Proteção aos Índios (SPI), em aldeias no município de Barra do Corda.

O poeta Olímpio Cruz foi o meu professor e mestre, quando comecei escrever poesias; naquela ocasião eu era estudante do Ginásio Diocesano Nossa Senhora de Fátima e fui conduzido pela minha colega de turma, Iris Clóris Amorim; e ele me acolheu e prestou os primeiros ensinamentos sobre métrica poética.

Eu segui para Brasília e ele posteriormente mudou-se para a capital da República e nos tornamos amigos e partícipes de trabalhos literários. Participamos de publicações: Anuário de Poetas do Brasil (Coletânea, Poesias) 1977; Anuário de Poetas do Brasil (Coletânea, Poesias) 1980; Nossa Mensagem (Coletânea, Prosas) 1977; Escritores do Brasil (Coletânea, Prosas) 1980. Todas essas Antologias foram organizadas pelo poeta, escritor e jornalista Aparício Fernandes (falecido). Integramos como membros da Casa do Poeta Brasileiro (em Brasília) e participamos da coletânea Versos Diversos (Em Parceria, Poesias) 1979.

Ele é o meu padrinho na Academia de Letras de Barra do Corda, juntamente com o professor Nonato Silva (os dois me indicaram e me avalizaram). Por ele tenho gratidão. Dele tenho saudade. Para ele tenho o reconhecimento de um poeta e escritor cheio de inspiração e sensibilidade pelas causas humanas.

Olímpio Cruz é fundador da Academia Barra-Cordense de Letras – ABCL; e como tributo a ele, consegui indicá-lo para ser patrono de uma cadeira na Academia de Letras e Artes do Rio de Janeiro – ALARJ (em janeiro de 2025), na qual sou membro fundador. Também indiquei o professor Nonato Silva para ser patrono de uma cadeira na ALARJ; e finalmente, Olímpio Cruz é o meu patrono e Nonato Silva é o patrono da poetisa Cláudia Rocha (minha afilhada literária).

Acredito que a sua passagem para o mundo espiritual em 11 de junho de 1996, proporcionou o encontro dele com muitos barra-cordenses (Maranhão Sobrinho, Galeno Brandes, Pedro Braga, Sydney Milhomem, Wolney Milhomem, Moisés da Providência, e outros...); suponho que até o Cacique Caiuré Imana (João Caburé), o Cacique Jauarauhu e Perpetinha Moreira foram prestar homenagem ao poeta e escritor indigenista.

Para homenagear Olímpio Cruz e Nonato Silva, eu escrevi um soneto com o título Soneto de Luz. Lembrando que um Acadêmico Literário não morre, porque o seu nome fica gravado com a sua obra para a eternidade.

Soneto de Luz

Osmar Monte


A minha vontade é poder homenagear

Os poetas que vivem no Mundo Espiritual

Eles são exemplares na fala e no prosear

São benfeitores do nosso Pai Celestial.


Os maranhenses são perfeitos na poesia

Os barra-cordenses são hábeis prosadores

Em cada verso escrito um manto de alegria

Arte por toda parte e sinfonia de amores.


Quero enviar uma mensagem de amor fraterno

E com licença de Deus Pai Onipotente

Saudar Maranhão Sobrinho esse ícone eterno;


Aplaudir Nonato Silva e Olímpio Cruz

Com versos de emoção e alegria comovente,

Quero escrever pra eles um Soneto de Luz.

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*Osmar Monte é poeta, escritor e professor universitário.

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NR: Na quinta-feira (11), poeta Rubem Milhomem, sobrinho do Olímpio Cruz, escreve sobre o poeta maior de Barra do Corda.