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Coluna do Renilton Barros: Um passeio quase frustrado

Dentre as opções que temos de laser durante as férias na nossa cidade, uma me chamou a atenção pela particularidade dos eventos desencadeados.

Renilton Barros é escritor barra-cordense, mora no DF
Renilton Barros é escritor barra-cordense, mora no DF

Coluna do Renilton Barros

(TB de 11set2026)

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Um passeio quase frustrado

Dentre as opções que temos de laser durante as férias na nossa cidade, uma me chamou a atenção pela particularidade dos eventos desencadeados.

Conforme relatei numa crônica anterior, ao passar por Porto Franco o céu estava bem nublado para esta época do ano, com ares de chuva mesmo.

Pois bem, recebi o convite para um passeio ao balneário na cidade de Fernando Falcão distante de Barra uns 100 km.

Relutei em aceitar o convite tendo em vista o longo percurso da viagem anterior, e, águas por águas, as do rio Corda eram melhores e bem mais perto.

Mas pela insistência de quem me fez o convite e meio contrariado, aceitei. Me informaram que lá durante a semana era menos movimentado do que nos finais de semana.

Pois bem, os preparativos para o passeio estavam prontos. Amanheceu o dia, olhei para os céus e de repente aquela sensação de que o “mar não estava pra peixe”, nuvens pesadas fechavam os céus. Pensei: - lá o céu deve estar aberto e sem nuvens.

À medida que íamos andando de carro parecia que o tempo se fechava mais ainda. Mas deixando a preocupação um pouco de lado, aproveitamos pra curtir a paisagem, ver/passar por lugares que há tempos não víamos, e constatar como é exuberante a vegetação do nosso Estado.

E quanto mais andávamos, mais aquela sensação de que os planos não sairiam como planejado. Ao chegarmos à cidade fomos recebidos por uma garoa que não demorou muito e se transformou numa chuva muito forte.

Aquela sensação de que algo sairia errado deu lugar à realidade. Chuva forte e nós ficamos estacionado próximo ao balneário, apenas olhando o rio ao lado que aos poucos as águas límpidas foram dando lugar às águas barrentas.

Esperamos a chuva passar, mas foi inútil. Decidimos voltar e parecia que a natureza queria me ensinar uma lição para não fazer planos a contragosto.

Ao retornarmos pudemos ver o contrate no céu. Atrás o tempo fechado e escuro, à frente as nuvens se dissipando e sol em seu esplendor e contemplando o mesmo céu sob dois enfoques diferentes.

Apesar do contratempo o passeio foi um espetáculo à parte.

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*Renilton Barros é escritor barra-cordense, mora no DF