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Leitura de domingo: Aviões da Votec na história da aviação barra-cordense

A cidade de Barra do Corda, depois dos aviões Avros, da Varig, passou a receber voos regulares da Votec, entre 1976 a 1986.

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Leitura de domingo

(TB de 31mai2026)

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Aviões da Votec na história da aviação barra-cordense

A cidade de Barra do Corda, depois dos aviões Avros, da Varig, passou a receber voos regulares da Votec, entre 1976 a 1986.

O barra-cordense Lucídio Brandes lembra na rota de ida da Votec estavam os aeroportos de São Luís - Barra do Corda – Balsas - Carolina (três vezes por semana). As escalas na Barra aconteciam pela manhã e a tarde, quando do retorno a São Luís.

Também traz detalhes do acidente fatídico em Imperatriz entre duas aeronaves da Votec

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Por Lucídio Brandes

Os serviços da Votec começaram 1976 com o estabelecimento pelo governo federal do Sistema Integrado de Transporte Aéreo Regional (SITAR), com uma frota de oito aviões Embraer 110 Bandeirante, três Fokker 27-200 e dois Islander.

A sua área de atuação compreendia os estados de Goiás, Distrito Federal, Pará, Maranhão, Minas Gerais além de serviços de conexão para o Rio de Janeiro e de São Paulo.

Em 17 de fevereiro de 1976, a identidade de Votec Táxi Aéreo foi mudada para Votec Serviços Aéreos Regionais S A, uma empresa aérea regional autorizada a operar serviços regulares.

A Votec cresceu rapidamente e em 1978 serviu dezenas de cidades e operava voos fretados para empresas estatais como Petrobras (com helicópteros, na Bacia de Campos no Rio de Janeiro) e aos Correios.

Em BDC

Em Barra do Corda, o despachante foi meu pai, senhor Carlile Brandes, o trecho operado pelo avião Britten-Norman Islander, era São Luís - Barra do Corda – Balsas - Carolina, três vezes por semana, as escalas na Barra aconteciam pela manhã e a tarde quando do retorno a São Luís.

A aeronave tinha capacidade para dois tripulantes mais nove passageiros.

Observação: A Votec, nos Islander, por não ser obrigatório (bimotor a pistão), não existia a figura do co-piloto, assim era comum na falta de vaga, voarmos nesse assento.

Só para se ter uma idéia do quanto era importante a aviação regional, já naquela época, décadas de 70 e 80, se emitia bilhete internacional a partir de Barra do Corda.

O padre Bruno voou para Roma, ida e volta: Barra do Corda/São Luís/São Paulo/Roma (Itália), obviamente o trecho a partir de São Luís era feito em parceria com a Varig.

Em um segundo momento, passou a ser o despachante o Célio Pacheco, agora a Votec já operava com o Embraer (EMB 110 – Bandeirante): Avião turbo-hélice com capacidade para 21 passageiros.

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Acidente em Imperatriz

Em 1983 começaram os problemas de administração, o que levou à redução da frota, culminando ainda com o fatídico acidente do dia 18 de abril de 1984, quando o avião EMB-110 Bandeirante PT-GJZ, procedente de São Luís colidiu com outro Embraer EMB-110 Bandeirante, PT-GKL que decolara cedo de Belém, ambos da Votec, durante aproximação para pouso na cidade de Imperatriz.

O avião Bandeirantes PT-GJZ caiu e matou os dezoito ocupantes. O PT-GKL ainda conseguiu pousar forçado no rio Tocantins e apenas um passageiro morreu dentre os 18 ocupantes.

Em janeiro de 1986, foi o fim dos serviços regulares da Votec. Em junho de 1986, a TAM (Transportes Aéreos Regionais) adquiriu a Votec, que foi então renomeada Brasil Central Linhas Aéreas.

*Lucídio Brandes, barra-cordense, mora em São Luís (MA)

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NR: Este artigo foi publicado pelo TB em 31 março de 2013

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