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Lu Mota lança livro e luxo

Lu Mota desliza suave pelas ruas de Birigui como as águas mansas e cristalinas dos pequenos riachos que vazavam por entre os coqueirais do Centro Velho dos Oliveira, meu torrão natal.

A foto mostra a capa do livro, incluindo foto da Lu Mota
A foto mostra a capa do livro, incluindo foto da Lu Mota

Livro /lançamento

(TB de 7set2026)

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Em resenha especial, Wan Lucena escreve sobre novo livro da poetisa Lu Mota, que se chama 'Birigui - Histórias que formam a cidade pérola'

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Lu Mota lança livro e luxo

Lu Mota desliza suave pelas ruas de Birigui como as águas mansas e cristalinas dos pequenos riachos que vazavam por entre os coqueirais do Centro Velho dos Oliveira, meu torrão natal. Ela passa e perpassa pelas mesmas ruas da cidade na qual vive. O passeio é proposital e requer olhar mais apurado e ouvidos muito acurados. Vê as mesmas cenas, as mesmas ruas, as mesmas gentes, enquanto se volta para a gênese da pérola, sua atual morada, Birigui, no Estado de São Paulo. Birigui se reinventou várias vezes desde sua emancipação, em 1944.

Ela acaba de lançar a obra 'Birigui - Histórias que formam a cidade pérola'. A edição é de luxo e tem apoio do mais alto quilate, por meio da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura. A obra é uma realização da Altamira Editorial.

A busca incessante de Lu Mota pelas origens da cidade de Birigui logo se sedimenta nos cafezais que avançaram para a intensa indústria de calçados e para a agroindústria. O povo originário Kaingang, extinto, não foi esquecido.

Muitas são as fotos estampadas que enriquecem o livro. Elas mostram, em preto e branco, uma vila que em muito se assemelha àquelas da nossa Barra do Corda.

Na sua peregrinação, colhe depoimentos de testemunhas da história enquanto redescobre a cidade e tudo o mais que sua visão poética captou. Ela sente o brutalismo visto em suas andanças na mesma intensidade que sente a beleza da flor brejeira. Extrai impressões das impressionantes histórias de entrevistados que vão desde a primeira prefeita eleita na cidade ao palhaço de um circo, passando pelo ator Reynaldo Gianecchini, filho da cidade pérola.

A poesia sensível da nossa imortal de sorriso fácil, emoldurado por cabelos sempre vermelhos, faz o leitor deslizar em uma leitura suave, com momentos reflexivos sobre ecologia, povos originários e a industrialização que chega com o progresso e a tudo apaga, sem respeitar a memória, tal qual se percebe em Barra do Corda.

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NR: A poetisa barra-cordense Lu Mota mora há décadas na cidade de Birigui a cerca de 550 km da capital paulista;

A foto mostra a capa do livro, incluindo foto da Lu Mota;

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