Coluna do Wilson Leite: Vamos falar um pouco mais sobre Cabo Mandu e a saudosa voz Santa Joana D’Arc
Com seu auto-falante lá nas alturas de uma palmeira ali na praça Melo Uchoa, nos anos 60, coincidindo com a explosão da Jovem Guarda, era o maior atrativo da moçada daquela geração, da qual fiz parte.

Coluna do Wilson Leite
(TB de 18set2026)
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Vamos falar um pouco mais sobre Cabo Mandu e a saudosa voz Santa Joana D’Arc, de sua propriedade.
Com seu auto-falante lá nas alturas de uma palmeira ali na praça Melo Uchoa, nos anos 60, coincidindo com a explosão da Jovem Guarda, era o maior atrativo da moçada daquela geração, da qual fiz parte.
A voz Santa Joana D’arc fez história e marcou época aqui na Barra com seus serviços de utilidade pública, especialmente para a moçada jovem com suas declarações de amor através das músicas oferecidas. “Com amor e carinho para o fulano(a)”.
E, dependendo da ocasião, oferecia-se música de deboche também, como 'doce de coco', de Wanderley Cardoso e outras do gênero.
A voz Santa Joana D’arc iniciava seus trabalhos com um prefixo musical, como que uma vinheta, que era um orquestrado espalhafatoso.
Tinha uma vizinha minha que odiava essa música, e quando a voz estralava lá das alturas da palmeira, na praça, ela já dizia gritando “A cachorra doida do Mandu já entrou no ar!” e danava a xingar. E lá de casa eu caía na risada.
Quando fui morar em São Luís Gonzaga, nos anos 80, encontrei uma história do Cabo Mandu, que havia trabalhado lá, e nesse tempo houve um confronto armado de dois partidos políticos que começou as quatro da tarde e terminou as nove da manhã do outro dia, e o Cabo Mandu foi quem administrou todo o tiroteio.
Foi fogo a noite toda, felizmente não morreu ninguém, só dois saíram baleados. Que Deus seja louvado.
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*Wilson Leite é historiador, mora no Sítio dos Ingleses em Barra do Corda (MA)
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