Luiz Carlos Silva, professor e escritor
Em meio ao contexto da hipertecnologização e ao avanço vertiginoso da Inteligência Artificial (IA), a existência contemporânea é impulsionada por uma imperativa necessidade de reconfiguração e aprendizado contínuos.

Artigo
Luiz Carlos Silva, professor e escritor
Em meio ao contexto da hipertecnologização e ao avanço vertiginoso da Inteligência Artificial (IA), a existência contemporânea é impulsionada por uma imperativa necessidade de reconfiguração e aprendizado contínuos.
O cotidiano, atravessado por dinâmicas de transformação constante, exige do sujeito uma permanente plasticidade ontológica para interagir com os novos ecossistemas digitais, sob o risco de marginalização ou alienação frente às novas estruturas do saber-fazer.
Contudo, sob a ótica das continuidades existenciais, verifica-se um ponto inflexível nessa mediação cibernética: a essência do humano permanece intrinsecamente inalterada. Ainda que imersa em fluxos algorítmicos e arquiteturas de processamento de dados, a condição humana preserva sua matriz fundamental — balizada pelo afeto, pela vulnerabilidade, pela falibilidade e pelas dinâmicas do sentir.
Assim, contrapõe-se à precisão determinística e fria da máquina a irredutível complexidade da experiência existencial.
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*Luiz Carlos Rodrigues da Silva é professor, historiador, poeta e escritor
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