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Coluna do Milne Freitas: O dia em conheci o Buraco Quente(2ª Parte)

Após minutos ali avaliando e pensando na menina da baliza e dos desfiles dos 7 de setembros passados, desisti do intuito pensado, não posso! Esta senhora tem mais idade que minha mãe.

Milne Freitas é cronista, mora em Palmas (TO)
Milne Freitas é cronista, mora em Palmas (TO)

Coluna do Milne Freitas

(TB 8jun2026)

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Colunista publica o desfecho da crônica: O dia em conheci o Buraco Quente(2ª Parte)

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Após minutos ali avaliando e pensando na menina da baliza e dos desfiles dos 7 de setembros passados, desisti do intuito pensado, não posso! Esta senhora tem mais idade que minha mãe.

Peguei o prato de tapioca de minha avó e dei a ela, nem lembrei de pedir o copo d’água. Senti um frio nas pernas que subia até o espinhaço, só de pensar, e se alguém me vir aqui?

Parti em disparada, fui bater na Bela Vista, parei na porta da minha avó com um palmo de língua do lado de fora, mas na cabeça o pensamento, quando será minha primeira vez?

Anos depois deixei meu Ipiranga e fui morar em Barra do Corda, logo que cheguei fui trabalhar na Usina Freitas, Altamira, lá conheci rapazes experientes, vividos, acostumados a boemia. Todas às segundas-feiras chegavam na usina contando das aventuras do final de semana, falavam de Marias, Luzias, de uma Toinha de Antão e, eu? Ouvia e aumentava meus desejos.

Um dia chamei Joaquim de Joca para um lado e fui logo pedindo segredo, não conte nada a Joel de Meru, ele é primo de minha mãe. Joaquim me passou todas as dicas e no primeiro domingo à frente, levantei-me cedo, tomei meu banho, passei meu Cashmere Bouquet [palco] e parti.

Onde fica o Buraco Quente?...

Perguntava a uns e outros, não conheço era a resposta, outros perguntavam se era o Cai N'Água que eu procurava.

Quando já estava quase desistindo cheguei na confluência da rua que entrara, passando pela Assembleia de Deus do Pastor Gabriel com a BR saindo da ponte Nova, ali vi um barzinho meio acabrunhado, uma mesa de sinuca, bêbados abusados.

Encostei e pedi uma Bidu bem gelada, quando a garçonete chegou com o refrigerante, perguntei o nome dela, baixou um pouco a cabeça e disse: Toinha de Antão...

E foi assim que conheci o Buraco Quente da década de 1970.

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Milne Freitas é cronista, mora em Palmas (TO)