Coluna do André Cunha: Do rio Corda ao Caburé
O jovem André Cunha, que mora em BDC, estreia coluna no TB. Entre outras qualificações, é tradutor e intérprete de Libras (língua brasileira de sinais). Curte história, literatura e as belezas de Barra do Corda.

Coluna do André Cunha
(TB de 12ago2026)
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Do rio Corda ao Caburé
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O jovem André Cunha, que mora em BDC, estreia coluna no TB. Entre outras qualificações, é tradutor e intérprete de Libras (língua brasileira de sinais). Curte história, literatura e as belezas de Barra do Corda.
Sua crônica é sobre viagem recente aos Lençóis Maranhenses e visitou a praia do Caburé e o mar. Ficou em êxtase. Bem-vindo, André!
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Eu, barra-cordense raiz, tive meu primeiro contato com o mar, e posso dizer que foi uma das experiências mais incríveis da minha vida.
Para muitos conterrâneos, visitar a praia é algo trivial, quase rotineiro. Para mim, porém, foi um feito inédito e profundamente marcante.
Durante anos, conheci o mar apenas por meio de filmes, séries e das descrições presentes nos livros. De tanto vê-lo retratado de forma grandiosa e encantadora, nutri em mim a frustração de nunca ter tido a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente.
O mais próximo que estive do mar foi em uma viagem a São Luís em 2024. Estava tudo planejado para um banho de mar, mas, por contratempos, isso não se concretizou. O máximo que consegui foi contemplá-lo da Avenida Litorânea.
Ainda assim, aquela visão me marcou profundamente, uma imensidão infindável de água salgada. Ao mesmo tempo em que me causou certo temor, despertou um enorme fascínio. Me despedi da capital, trazendo comigo um desejo ainda mais latente de viver essa experiência.
Nestas férias de julho, quis fazer algo inédito: viajar para qualquer lugar que tivesse praia. Foi assim que conheci os Lençóis Maranhenses, um dos lugares mais belos do mundo e um destino que todo maranhense deveria visitar ao menos uma vez na vida.
Atravessei dunas de areia (branquíssimas), mergulhei em lagoas cristalinas, conheci os atrevidos macacos de Vassouras, subi ao imponente Farol de Mandacaru e visitei Atins, que superou todas as minhas expectativas com sua beleza paradisíaca.
Por fim, cheguei à praia do Caburé e fiquei frente a frente com o mar. Fiquei em êxtase. Desta vez, ele não me pareceu assustador; ao contrário, revelou-se majestoso e acolhedor.
Caminhei entre conchas esparramadas na areia, senti a força do vento e mergulhei em suas águas (clímax supremo), descobrindo que era diferente de tudo o que eu havia imaginado.
Voltei dessa viagem com a certeza de que ultrapassei meus próprios limites e transformei um antigo sonho em uma lembrança inesquecível.
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*André Alves Cunha mora em Barra do Corda (MA)
