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Jhon Kennedy escreve

Em 3 de maio de 1835, às margens serenas e fecundas dos rios Corda e Mearim, o senhor Manoel de Melo Uchôa lançou os alicerces de uma nova história

Jhon Kennedy Guimarães é Contabilista, mora em Barra do Corda
Jhon Kennedy Guimarães é Contabilista, mora em Barra do Corda

Homenagem

Barra do Corda 191 anos

(TB de 1⁰mai2026)

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Jhon Kennedy escreve:

Em 3 de maio de 1835, às margens serenas e fecundas dos rios Corda e Mearim, o senhor Manoel de Melo Uchôa lançou os alicerces de uma nova história, escolhendo aquele chão abençoado para erguer uma vila que, com o passar dos anos, haveria de se transformar no belo, influente e histórico município de Barra do Corda.

Terra de encontros e esperanças, foi também destino escolhido por meus antepassados, oriundos do alto sertão maranhense, das matas bravias do velho Riachão — hoje Sucupira do Riachão — que, movidos pela coragem e pela busca de novas oportunidades, aqui decidiram continuar a vida, multiplicando a decência, cultivando valores e criando raízes profundas nas matas do Mearim.

Um município quase bicentenário, que ainda carrega em seus traços resquícios, partículas e marcas de um tempo arcaico e pacato, onde “quase” todos os cidadãos se conhecem, ou ao menos já ouviram falar uns dos outros. Um lugarzinho guardado no coração sertanejo do Maranhão, onde muitos dos seus munícipes são conhecidos por codinomes, ou trazem consigo, anexado ao nome, a história da família — o nome do pai, do avô — como quem carrega, com orgulho, a própria origem.

Nossa história vive e resiste. É destaque na poesia que encanta, na literatura que registra e, sobretudo, na cultura milenar dos povos que aqui permanecem firmes — indígenas e sertanejos — enfrentando as mudanças da era moderna sem abandonar suas raízes.

É um lugar bom de viver, bom de morar, bom de respirar. Como eu amo este meu dileto torrão, simples, mas cheio de significado. Aqui, a vida segue no ritmo do trabalho, da fé e da convivência. Hoje, sou contabilista e empresário; vivo do comércio, como muitos que constroem suas histórias com esforço e dignidade. Sinto, sim, falta de grandes negócios que impulsionem ainda mais a economia, mas não tenho do que reclamar da vida que levo neste chão.

Não escrevo críticas, e também não faço questionamentos sobre os assuntos administrativos, pois, no aniversário da minha terrinha, prefiro enaltecer minha gente, é bem dizer daquilo que temos a compartilhar: hospitalidade, companheirismo e respeito por meus conterrâneos. Não que os problemas sejam insignificantes, mas é porque, neste momento, temos muito a celebrar — história, vivências, memórias e saudades.

E hoje, faço esta homenagem ao meu dileto lugarejo, fincado nos rincões mais distantes do Maranhão, mas grande em história, identidade e pertencimento. Este lugar é meu, é nosso, é de todos os barracordenses — daqueles que aqui permanecem e também dos que, mesmo em terras longínquas, carregam no peito a saudade e o orgulho de sua origem.

E eu, Jhon Kennedy, sertanejo, filho desta terra, sigo minha jornada, honrando o legado dos que vieram antes de mim e contribuindo, com aquilo que sou e faço, para que essa história continue sendo escrita.

Viva Barra do Corda!

*Jhon Kennedy Guimarães é Contabilista, mora em Barra do Corda (MA)