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Coluna do Renilton Barros: “Minhas férias, pula uma linha, parágrafo”

O título desta crônica é de um livro infantil escrito pela brasileira Christiane Gribel.

Coluna do Renilton Barros
Coluna do Renilton Barros

Coluna do Renilton Barros

(TB de 14ago2026)

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“Minhas férias, pula uma linha, parágrafo”

O título desta crônica é de um livro infantil escrito pela brasileira Christiane Gribel.

Faço essa referência, não para resumir aqui o livro, mas sim pelo fato de que, após o período das férias escolares, era o tema usado pela professora para fazermos uma redação logo no primeiro dia de aula, isso lá nos tempos das séries inicias (1ª à 4ª série EF 8 anos).

Era o terror dos alunos, especialmente para aqueles que não tinham muito domínio na articulação das palavras, juntá-las numa frase, no final ainda fazer sentido e o pior, utilizar, no mínimo, 30 linhas.

Mês de julho passou, bem como os poucos dias de férias (10 no total), que por conta do trabalho não dá mais do que isso por mês. Como sempre os preparativos iniciais, malas, revisão no carro, o repertório musical, expectativas no percurso da estrada... afinal são mais de 1.500 km entre Ceilândia e BDC.

Algumas pessoas acham cansativa essa viagem, mas pra mim ainda é uma terapia para sair do corre-corre do dia-a-dia, e espairecer corpo e mente. Saímos ao amanhecer com parada prevista para o pernoite em Araguaína (TO).

No dia seguinte o restante do percurso, com chegada por volta de meio dia. Estranhamos quando passamos por Porto Franco e o tempo estava nublado. Normalmente o sol já aguarda os viajantes com uma temperatura em torno dos 30º (na sombra), mas foi uma boa mudança.

Estranhamos também a vegetação ainda verde (a que ainda existe, com exceção dos eucaliptos), em anos anteriores, podíamos ver uma vegetação mais seca e quase sem folhas.

Por fim chegamos à cidade. Recepcionados pela prima Jordânia, que nos presenteou com um belo almoço maranhense (misturado de arroz com abóbora, carne de panela, guaraná Jesus e acompanhamentos). Nada esdrúxulo ou exótico, o trivial mesmo. Puro e simples como deveria ser.

Quem me dera ter a capacidade de hoje nos tempos da escola, em articular palavras e no final ainda fazer sentido; mas tudo nesta vida é processual, inclusive o aperfeiçoamento na arte da escrita.

Haverá mais registros dos acontecimentos na cidade, pois 30 linhas agora é pouco para registrar tudo o que foi vivido. Então até a próxima.

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Renilton Barros é escritor