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Coluna do Renilton Barros: Maria do Espírito Santo Silva Santos - “Maria Pretinha”.(Parte 1)

Da vida dura pela sobrevivência ao doce sabor das bananas fritas

Foto ilustrativa feita a partir de um desenho da internet e modificada por IA
Foto ilustrativa feita a partir de um desenho da internet e modificada por IA

Coluna do Renilton Barros

(TB de 20mai2026)

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Maria do Espírito Santo Silva Santos - “Maria Pretinha”.(Parte 1)

Da vida dura pela sobrevivência ao doce sabor das bananas fritas

Na crônica do Wilson Leite do dia 21 de abril de 2026, em que ele destacou as profissionais dos doces de tachos, teci um comentário sobre uma senhora que, na década de 80, vendia bananas fritas pelas ruas da cidade e com a participação de José Remi, soube que se tratava de Maria Pretinha.

Em contato com o “setor de relações públicas” da família (Jordânia Barros), fui informado que ela sabia quem era Maria Pretinha, e após alguns contatos, onde seus filhos atualmente moravam.

Pedi que, se possível, coletasse alguns dados para a elaboração/concretização desta crônica. O que aconteceu de pronto.

Mas antes de entrar no mérito deste assunto, há de se registrar que na década de 50 para 60, os caminhos desta senhora se cruzaram com os caminhos de um ramo de minha família.

Ela (Maria Pretinha) com seu esposo Manoel Saraiva, viveram na fazenda Mandi, de propriedade de Tio Manoel Dodô, antes dela se mudar para Barra do Corda.

Meu contato (mesmo que só de vista) com essa senhora se deu na década de 80, quando morávamos em frente à rodoviária (Altamira).

Ela passava equilibrando um prato de bananas fritas sobre sua cabeça com a mesma destreza das mulheres maranhenses no carregar de cofos, cabaças, bacias ou outros utensílios.

Diariamente ela passava em frente de casa vendendo suas bananas fritas, e eu, ao sentir o doce cheiro daquelas bananas com cobertura de açúcar, a boca enchia-se de água, mas dadas as condições financeiras, nunca tive o prazer de degustar aquela fina iguaria.

Hoje sempre que minha esposa frita bananas, a mente me reporta automaticamente àquela época, e como que um toque de nostalgia, fecho os olhos a imaginar se seria o mesmo sabor das bananas fritas que Maria Pretinha vendia.

Algo me diz que não, não seria o mesmo sabor. Não pelas bananas em si, mas pelo contexto sócio/financeiro distinto aos dias hoje.

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*Renilton Barros é escritor barra-cordense, mora no DF

Nota da Redação: Foto ilustrativa feita a partir de um desenho da internet e modificada por IA.