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Coluna do Wilson Leite: Lugares da Barra populares nas décadas de 50 a 70, que mudaram de nomes

O nosso editor do TB, Heider Moraes, sugeriu que devo explicar alguns pormenores de minhas histórias, coisas que existiram e não existem mais

Wilson Leite é historiador, mora no Sítio dos Ingleses em Barra do Corda (MA)
Wilson Leite é historiador, mora no Sítio dos Ingleses em Barra do Corda (MA)

Coluna do Wilson Leite

(TB de 3set2026)

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Lugares da Barra populares nas décadas de 50 a 70, que mudaram de nomes

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O nosso editor do TB, Heider Moraes, sugeriu que devo explicar alguns pormenores de minhas histórias, coisas que existiram e não existem mais.

Por exemplo: Depois do cemitério do Cai N'água, rio Mearim abaixo, havia o Alto dos Bodes, a ladeira do Folguedo e a Baixa do Seu Zé Lopes, só então é que vinha o Belorizonte.

Hoje tudo é só bairro Belorizonte.

O Alto dos Bodes era uma pequena chácara do Machadim [dono de farmácia e padaria]; Folguedo era do Gregório Ananás; Belorizonte de Ismael Salomão [dono de farmácia]; Em frente ao Seu Zé Lopes e seguindo eram Luizim Ananás, Luís Rosa, Miguel Ananás, Chico Rôla, caseiro do Antônio Martins e Zé Camilo.

Do outro lado do rio Mearim, atualmente Cerâmica havia Antônio Ananás.

Já voltando para Barra havia Zé Barbosa, na Cerâmica; Vacaria do Benedito Pitiba etc.

Lembro que no Alto dos Bodes, o Machadim criava uma ema, e a bicha com seu pescoço muito comprido pegou uma casa de marimbondo lá nas alturas e engoliu e morreu engasgada e, naturalmente por causa das ferroadas também.

Já a ladeira do Folguedo era “mal-asombrada”, aparecia uma grande porca de um peito só que corria atrás dos meninos, botando aquele único peito do bicão pra eles mamarem.

Eu mesmo não cheguei ver tão esquisito animal, mas dei bonitas carreiras na ladeira do Folguedo pra não mamar no peito da tal porca.

Na Baixa do Seu Zé Lopes tinha um grande pé de guabiraba, quando era tempo delas a gente fazia a festa.

Havia também um enorme pau d'arco [hoje conhecido como ipê], certa vez um lenhador e seu jumento estavam se protegendo de uma chuva debaixo da árvore e foram atingidos por um corisco [raio]. O homem morreu e o jumento escapou ileso.

Que Deus seja louvado!

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*Wilson Leite é historiador, mora no Sítio dos Ingleses em Barra do Corda (MA)

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