·2 min de leitura

Coluna da Giselle Pacheco: Quando os sobrenomes resolveram se casar

No dia 25 de julho, a belíssima chácara da família Perdigão, às margens do Rio Corda, foi palco de um casamento que, em Barra do Corda, foi quase uma reunião de genealogia!

Giselle Pacheco é professora e escritora, mora em São Luís (MA)
Giselle Pacheco é professora e escritora, mora em São Luís (MA)

Coluna da Giselle Pacheco

(TB de 16ago2026)

_____

Quando os sobrenomes resolveram se casar

No dia 25 de julho, a belíssima chácara da família Perdigão, às margens do Rio Corda, foi palco de um casamento que, em Barra do Corda, foi quase uma reunião de genealogia!

Ali, Alexandre e Iami disseram “sim”, e com eles disseram “sim” os antigos sobrenomes de duas famílias tradicionais e amigas.

De um lado, Alexandre, filho de Gilvan Pacheco e Lucilene Alves Queiroz, trazendo na bagagem os conhecidos Paturi, Mucuim, Mambira e Pacheco. Do outro, Iami, filha de Perdigão Freire e Evanda Freire, representando os Ananás e Perdigão.

Pronto! Estava feita a união de um casal, histórias, amizades e memórias que atravessam gerações.

Pacheco de um lado, Perdigão do outro; Paturi, Mucuim, Mambira, Ananás, Freire e Queiroz no meio. Se alguém abrisse um livro de genealogia, precisaria de uma bússola!

E, para garantir que ninguém faltasse, poderia acontecer uma chamada oficial:

— Mambira?

— Presente!

— Paturi?

— Presente!

— Mucuim?

— Presente!

— Pacheco?

— Presente!

— Perdigão?

— Presente!

— Ananás?

— Também presente!

Pronto! Genealogia completa, podia começar o casamento! Quem celebrou foi o pastor João Paulo, amigo de infância do noivo em Barra do Corda, até quem conduz o “sim” tem história com a família!

E que cenário: o Rio Corda ao lado da chácara, como se viesse prestigiar a união e testemunhar mais um capítulo das famílias cordinas.

Meu avô, Lorival Pacheco, tinha uma sabedoria muito prática: “Casa teu filho com o filho do teu vizinho.”

Pois olha aí, vô Lorival! Alexandre seguiu o conselho e encontrou uma família amiga e tradicional para ampliar essa roda de afetos.

Porque algumas famílias não carregam somente sobrenomes. Carregam memórias, histórias, amizades e a identidade de Barra do Corda.

Foi isso que celebramos: o amor de Alexandre e Iami e a união de famílias que há muito fazem parte da mesma história.

No fim, casamento bom é assim: duas pessoas dizem “sim” e uma cidade inteira de memórias responde: “Nós também!”

_____

*Giselle Pacheco é professora e escritora, mora em São Luís (MA)

_____

Siga jornal TB no Facebook e no Instagram.