Montagem de doceiras dos anos 50 e 60 e Wilson Leite
Montagem de doceiras dos anos 50 e 60 e Wilson Leite

As inesquecíveis profissionais dos doces de tacho

Coluna do Wilson Leite As inesquecíveis profissionais dos doces de tacho

Coluna do Wilson Leite

(TB de 21abr2026)

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As inesquecíveis profissionais dos doces de tacho

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Vamos relembrar e homenagear as profissionais do tacho, as doceiras dos anos 50 e 60.

Dona Rosa Mandioca, Donana (mãe do Oscar); Dona Penha (mãe do Azevedo), dona Lionete Pitiba, que fazia rabuçada e o delicioso suspiro; Dona Chicuta, dona Salu e dona Lídia, que fazia pirulito — mãe do Cabiroró, da rua do Ferro-velho. Também dona Arsenia, mãe do poeta Nicanor Azevedo e Antonio Azevedo, que fez história como gerente das Casas Pernambucanas.

Das doceiras atuais, temos dona Francisca - conhecida como Chica do Loiola, mora ali no beco do Salomão; Edmilson Bé, no beco do Pedro Bé; e a cocada fica por conta de dona Matilde, ali no Cai N'água.

Falando em rabuçada, certa vez, lá em casa, me deram uma nota de cinco cruzeiros para eu ir comprar toucinho. Era de tarde. Logo fiz meus planos: compro quatro cruzeiros de toucinho e, com o troco, compro uma rabuçada — e depois deixo chamarem o açougueiro de ladrão!

Passei na quitanda da dona Clores e comprei logo a rabuçada pra garantir. Tereza do Zé Preto, que era a caixa, me deu os quatro cruzeiros de troco, e saí feliz da vida, degustando a deliciosa rabuçada.

Andei até o último açougue, que era o de seu Damião, pai do Bombardo, mas não encontrei toucinho nenhum. Que tal!?

E agora? Só não levei uma grande surra porque Mamãe [Joana Bé] tinha ido para o Barro Branco, e quem ficou tomando conta da casa foi minha madrinha Delzuita. Mas levei uma reprimenda daquelas!

Que Deus seja louvado!

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*Wilson Leite é historiador, mora no Sítio dos Ingleses em Barra do Corda (MA)

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