Pedro de Oliveira Barros (Ti Pedro) – O Artesão do Cerrado (Parte 2
Coluna do Renilton Barros Pedro de Oliveira Barros (Ti Pedro) – O Artesão do Cerrado (Parte 2
Coluna do Renilton Barros
(TB de 22abr2026)
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Pedro de Oliveira Barros (Ti Pedro) – O Artesão do Cerrado (Parte 2)
Veio para o DF ao encontro de suas duas filhas (Vasti Gomes e Iraceli Vilaris), e passou a residir na cidade Ocidental (GO), de onde tirava a matéria-prima para suas obras.
Lutando contra um câncer com 86 anos de idade, tio Pedro encontrou fartura de material em terras candangas.
Acordava de madrugada para se aventurar nas matas à procura de troncos, galhos e raízes esculpindo animais, árvores e figuras em geral. O cerrado, ora morto, retomava à vida por meio de suas mãos.
O DF soube reconhecer o seu talento e logo ele estava fazendo suas exposições na galeria do Senado Federal, Banco Central e Câmara dos Deputados.
Mas seu trabalho não se limitou ao DF, suas obras estão espalhadas em mais de 22 países, tais como: Alemanha (onde está sua obra Lampião e Maria Bonita), Dinamarca, Espanha, França, Portugal Noruega... países que tio Pedro nunca esteve pessoalmente, mas suas obras agora o representam.
E como bem disse Graciete Brasil:
- “Uma peça belíssima foi adquirida por minha irmã, Glória Brasil, que vive na França”
E como suas obras se tornaram conhecidas mundialmente?
Foi pelo encanto que elas produziam em diplomatas de passagens por Brasília.
Em sua casa na cidade Ocidental haviam várias peças, e ele contou certa vez que havia feito uma onça pintada e colocando-a no meio da garagem, e todos que passavam em frente levavam um susto com a visão daquela fera, pensavam ser real.
Risos certamente nunca faltaram fora ou dentro de sua casa, quer pelo ambiente familiar, como homem honrado, quer pela alegria de suas obras espalhadas mundo a fora.
No próximo dia 13 de junho completar-se-ão 21 anos desde que ascendeu ao céu.
Após sua partida, várias obras foram entregues a familiares e amigos que certamente guardam sobre uma estante, na mente e no coração as lembranças do barra-cordense que se tornou o artesão do cerrado e cidadão cosmopolita através de suas obras.
Até breve “Ti” Pedro.
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*Renilton Barros é escritor barra-cordense, mora no DF
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NR: Na ilustração, à esquerda, foto do artesão Pedro de Oliveira Barros (1918-2005) e da esposa Hosana; À direita, acima, as filhas Vasti e Iraceli;
Abaixo, colunista Renilton;
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