Carta
Jornalista Antonio Carlos
explica pedido de demissão
jornal Turma da Barra
O TB publica na íntegra o e-mail
do jornalista Antonio Carlos Gomes Lima,
sobre seu pedido de demissão do ministério de Minas e Energia.
Veja abaixo:
Meu caro Heider Moraes,
Em respeito a você e seus leitores, gostaria de comentar notícia que você postou no “Turma da Barra”. Ao informar que pedi demissão do cargo de Assessor de Comunicação do Ministério de Minas e Energia, o que é correto, você se referiu também a reportagem que, sobre o assunto, publicou o jornal “O Estado de São Paulo”, como se sabe, um jornal empenhado numa campanha odiosa de perseguição contra o presidente do Senado Federal, senador José Sarney e quem possa ser considerado seu familiar ou amigo.
Antes, uma explicação sobre a saída do cargo. Em decisão pessoal, comunicada ao ministro Edison Lobão há cerca de dois meses, decidi pedir exoneração do cargo em comissão que exercia no Ministério de Minas e Energia, como Assessor Especial de Comunicação. Entre outras razões, para evitar a perda de direitos trabalhistas e previdenciários no estado do Maranhão, de onde sou servidor efetivo, como técnico de nível superior (TNS). A pedido do Ministro, porém, não deixo o Ministério, uma vez que estarei lotado no Conselho Administrativo da Eletrobras, presidido pelo Secretário Executivo do MME, colaborando com o ministro no limite de minhas atribuições e responsabilidades. Portanto, minha saída não tem a menor relação com a Fundação José Sarney.
Diferentemente do que diz o jornal paulista, meu nome não é citado em nenhum fato relacionado com o processo da Fundação José Sarney. E nem poderia, simplesmente porque não tenho qualquer participação nessa instituição(de cujo Conselho fui membro, com muita honra, até 1999), não trabalho na Petrobrás, que patrocinou o projeto, não tenho nem represento empresas prestadoras de serviços ou quaisquer outras empresas, e, à época dos fatos mencionados(2006), eu não exercia qualquer cargo no Ministério de Minas e Energia. O Ministro Edison Lobão, como se sabe, tomou posse em janeiro de 2008, e, somente em março daquele ano, passei a integrar sua assessoria. Portanto, nem como “assessor do Ministro”, que não o era na época, nem como simples cidadão, pessoa física, eu poderia ser relacionado entre os que “aparecem” no suposto episódio.
Mesmo com o conhecimento desses fatos, o jornal paulistano publicou a notícia de minha exoneração com o único propósito de estabelecer, de maneira perversa e irresponsável, uma relação inexistente com fatos nos quais não tenho a menor participação ou responsabilidade.
Você, meu caro Heider, me conhece desde criança. Sabe dos valores que cultivo e prezo, como a amizade, a sinceridade e a honestidade. Vindo do interior, oriundo de família modesta, tenho, com justo orgulho mas sem nunca perder a humildade, ocupado cargos e funções importantes na vida pública e na iniciativa privada, e nunca tive meu nome associado a qualquer desvio de conduta ou qualquer irregularidade. Esse é o meu patrimônio, que valorizo.
Mais uma vez, parabéns pela manutenção de sua página. E recomendação a todos os amigos.
Antonio Carlos Lima
Brasília – DF(TB16agos/09)