Memória

Forquilha:
Um craque que se foi


Águia do Futebol 
(14 de outubro de 1973)
Em pé: Chico Rosa (Técnico), Americano, Demóstenes, Luís Fernando, Cláudio, Carlos, Zé Rui e Milne
Agachados: Padin, FORQUILHA, Bernardo, Avanir, Pilé, Riba Dentão e Valdinar (mascote)


 

*por Álvaro Braga


            Quem não lembra do Forquilha, craque de bola, meia direita, ou ponta de lança dos bons, que defendeu vários times de Barra do Corda, pelas décadas de 60 e 70? Fazemos aqui nossa homenagem a este querido amigo que se foi.
            Raimundo Nonato Costa, o Forquilha, era membro das tradicionais famílias barra-cordenses Costa e Miranda, tio do Sérgio e Mauro Miranda, e irmão do Dona Zezé, viúva de Ovídio César de Miranda.
            Desde muito novinho, afirma dona Zezé, o Furquilha era viciado em futebol. Tanto assim que ele pegava duas forquilhas, colocava debaixo dos braços e ia sozinho para um campinho minúsculo que tinha ali pelo Sítio, fincava as forquilhas no chão e ficava horas chutando a bola entre as forquilhas, sozinho, para aprimorar o seu futebol, daí o seu bem apropriado apelido, dado por seu pai.
            Nasceu em 18.01.1953 e faleceu em 11.07.2009, tendo portanto, 56 anos. Deixa cinco filhos. Morava na rua Fortunato Fialho, próximo ao Antonio Cordeiro. Faleceu de cirrose hepática, depois de complicações por haver fugido do hospital Lobão, dias depois de ter feito uma drenagem. Deixa saudades na comunidade barra-cordense, por sua figura carismática e por ter sido um craque de bola do passado, estilo clássico,quando defendeu diversos clubes, entre os quais, VASCO, SANTOS e ÁGUIA, nos anos 60 e 70. Também era um excelente barbeiro. Tinha clientes fiéis, que não cortavam o cabelo com outra pessoa que não ele.

*Álvaro Braga é membro do Instituto Histórico e Geográfico de Barra do Corda


(TB/20ago/2009)