Artigo
Carta a um amigo
do tempo do carroselHeider Moraes escreve carta ao amigo Danilo Jorge,
que atualmente mora no céu, com certeza ao lado de Deus
Caríssimo Danilo Jorge,
Com as derrotas das seleções brasileiras e Argentina, nesta Copa da África do Sul, não me contive e resolvi te escrever.
Nada demais a te dizer, mas apenas constatar, caro Danilo, você que gostava tanto de futebol, que era o nosso assessor de Imprensa do barra-cordense time do Santos junto ao jornal O Pássaro, que como àquela Copa e esta africana são parecidas. Taí a primeira coincidência: Argentina e Brasil fora da Copa. E você lembra da explicação do Zagalo, técnico de então, que disse que tinha sido surpreendido pelo carrossel holandês?!...
Pois é, lembro que em 1974 no início éramos euforia só, acreditávamos muito na seleção brasileira, mesmo sabendo que era o time “B”. Dos grandes craques de 70 restavam apenas Rivelino e Jairzinho e um monte de jogadores reservas que se firmaram e foram alçados à condição de titular como o goleiro Leão e o boêmio Paulo César Caju e a revelação de craque chamado Marinho, lateral esquerdo do seu querido Botafogo, que jogava um bolão.
Dizia-se então que naquela Copa de 74 era a oportunidade do técnico Zagalo mostrar que era técnico de verdade. Afinal, em 70, corria à boca cheia que Zagalo apenas fazia de conta que era técnico, que inclusive quem escalava o time era os próprios jogadores, que estavam sob responsabilidade de Pelé, Gérson, Carlos Alberto e Tostão. Mas lembro muito bem que mesmo morando em Barra do Corda tínhamos conhecimento da novidade chamada “carrossel holandês”. E o técnico Zagalo, depois da então derrota por 2x0 para os holandeses disse que tinha se surpreendido... Até hoje não engulo àquela explicação.
Mas voltando à Copa de então, íamos para sua casa, no alto da Vila Kennedy, hoje hotel Realce, uma turma de 20 pessoas sentados em semicírculo ouvindo atentamente as narrações via rádio Globo de Waldir Amaral, no primeiro tempo, e Jorge Cury ou José Carlos Araújo, no segundo tempo. No meio do nosso semicírculo, um garrafão de vinho geladíssimo, colocado com antecedência na geladeira na noite anterior. Resumindo os escores, apenas pra refrescar a nossa memória, empatamos em 0x0 com Escócia e Iuguslávia, que hoje está dividida e um dos países é a Sérvia, e obtemos uma vitória contra Zaire, atual Congo, por 3x0.
Taí outra real coincidência: naquele grupo inicial do Brasil de 74 era pra saírmos com vitórias folgadas, afinal em 70 enfrentamos de cara seleções poderosas como Inglaterra, Tchecoslováquia e Romênia e fomos vencedores em todos os jogos. Tal qual agora na África do Sul, que tivemos dificuldades para ganhar da Coréia do Norte (2x1) e Costa do Marfim (3x1) e somente obtemos empate com Portugal (0x0).
Cá entre nós, caro Danilo, passar agora pelo Chile (3x0) foi bem mais fácil do que na época passarmos pela Alemanha Oriental (1x0) e ganharmos da Argentina (2x1). Mas naquele tempo, também tropeçamos na Holanda, um timaço muito forte, com futebol revolucionário, que marcou época e fomos derrotados por 2x0 e com aquela explicação choca do Zagalo, que tínhamos sido surpreendidos.
Se você permite, Danilo, quero chegar a conclusão que esses técnicos saem com cada uma. No caso do Zagalo, quando escalou o time perdeu. No caso de Dunga, ele dividiu com todos os jogadores a responsabilidade da derrota (2x1). Num caso e outro, a meu ver falta reconhecimento dos próprios técnicos que foram tragados pela incompetência. Ora, ora, o Brasil ganhava de 1x0 no primeiro tempo e bastou ir ao vestiário para Holanda reorganizar sua marcação e virar o placar para 2x1. Resumo: quando a seleção brasileira precisava de técnico, não teve técnico.
Afora essa vontade de te escrever para comentar esses pequenos detalhes futebolísticos, que então fazíamos antes de tomar banho no porto das Pedrinhas, volto minha memória àqueles encontros na tua casa, que guardo-os para sempre com a maior ternura.
Quer ver: Lembro que depois do jogo contra a então Holanda, quando fomos derrotados por 2x0, estávamos todos tristes, mas ainda faltavam saborearmos duas garrafas de champanhe, que eram guardadas especialmente para o jogo final. Depois da sua casa, em boa algazarra e cheios de alegria fomos todos para o campinho do Diocesano, que hoje é o estádio Frei Jesualdo, e jogamos como nunca naquele dia. Jogamos o jogo da amizade.
Caro Danilo, bem sei que a seleção de 70 foi fenomenal. Mas a Copa que queríamos transformar em alegria suprema era a de 1974, que infortunadamente não foi ganha pela Holanda, que tinha aquele timaço com aquele tal carrossel, que ninguém marcava ninguém. Aquela Copa foi ganha pela Alemanha. Creio que agora, na África do Sul, os deuses presentearão os holandeses pela graça de um dia terem revolucionado o futebol.
A você, caríssimo Danilo, dizer que você sempre é lembrado em todas as copas, você que praticou futebol como o verbo da boa amizade. Se os holandeses inventaram o carrossel, você Danilo Jorge, marca sua passagem neste mundo, particularmente do futebol barra-cordense, como prática e transformação em amizade.
Danilo, finalizo esta mal traçadas linhas, deixando aquele abraço ao caríssimo amigo!...
*Heider Moraes é jornalista
(TB4jul2010)
Artigo
Fernando Falcão:
Uma relação carismática com eleitorado*por Heider Moraes
Qual o maior legado político que Fernando Falcão deixou para os barra-cordenses 30 anos após sua morte? A meu ver a relação direta, sem intermediários, que ele manteve com os diversos segmentos da população, tanto da área rural, que naqueles anos da década de 70 eram praticamente esquecidos, quanto à urbana, compostos de grupos familiares que exerciam forte, dura e permanente pressão política. Para isso, desenvolveu e cristalizou uma empatia toda particular, revelando um líder carismático e do povo.
Para se ter uma idéia da maestria política de Fernando Falcão, basta lembrar que ele não venceu um grupo político qualquer. Ele venceu em 1972 o grupo do professor Galeno Brandes (1965 a 1972), que tinha como então candidato um homem de bem, meu tio Carlos Augusto de Araújo Franco. Galeno Brandes tinha feito um governo extraordinário, juntamente com Lourival Pacheco na prefeitura cordina. É bom lembrar também que Galeno e Lourival tinham o apoio irrestrito do grupo Sarney, que naqueles anos começava a dominar, o qual se segue até hoje, o cenário político estadual com amplo apoio da ditadura militar de então instalada em Brasília.
Falcão venceu as eleições para prefeito nas hostes do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), como então era chamado o único partido de oposição existente no país. Naquele ano de 1972 costurou, juntou e liderou uma aliança política inimaginável e o resultado é que venceu as eleições para prefeito com votação esmagadora. Diga-se de passagem: venceu, convenceu e para bem governar o município barra-cordense passou a se apoiar não somente no MDB, também de uma certa forma estendeu-se seus tentáculos à Arena (Aliança Renovadora Nacional), partido do então governador maranhense Nunes Freire. Para o cenário barra-cordense, ele era MDB. Mas em São Luís, ele flertava e bem com a Arena.
Mas vencer na conjuntura de uma ampla aliança política talvez tenha sido a parte mais fácil. Difícil foi liderar e dividir o poder com os diversos entes interessados. Mais ainda: Fernando incluiu na salada da divisão do poder urbano o segmento do meio rural. Para isso, teve que se desdobrar 24h em viagens pelo interior barra-cordense. Desconhece-se qual outro político tenha viajado o município cordino tanto quanto Fernando percorreu. Naquele tempo os atuais municípios de Fernando Falcão e Jenipapo dos Vieiras eram parte da grande área municipal barra-cordense. De ponta a ponta, de um povoado extremo do sertão a um outro à beira do rio Grajaú, numa distância de 240 quilômetros, que eram percorridos com muita freqüência por Falcão em péssimas estradas de chão, como são até hoje.
Um outro exemplo singular de como esse tabuleiro político era difícil para Falcão administrar foi sua própria sucessão. A história registra como “pulo do gato” a artimanha que Falcão usou para impor na convenção partidária, na última hora, o nome de Alcione Guimarães. O efeito desses atritos entre aliados pode ser observado após a morte de Falcão na sucessão de Alcione Guimarães. Enquanto o birô central do grupo fernandista escolheria Nonato Cruz para candidato oficial a prefeito, outros dois nomes do grupo (Benedito Terceiro e Elizeu Freitas) rebelaram-se e estabeleceram o racha político.
O detalhe histórico é que tanto Benedito Terceiro, o qual Fernando cooptou em São Luís como engenheiro agrônomo para comandar o Incra cordino, quanto Elizeu Freitas que pertencia à tropa de choque de Fernando na Câmara Municipal, os dois racharam o grupo, portanto, dividindo os votos fernandistas. Naquela eleição, saíra vencedor o então Elizeu Freitas, que era empresário e vereador do povoado Ipiranga e passaria a sentar na cadeira de prefeito. Chamado de analfabeto, até então nenhuma liderança vinda do interior tinha vencido uma eleição para prefeito. Certamente efeito cascata da política de Falcão que estabeleceu voz e voto aos interioranos. O mais interesssante ainda é que com a eleição de Freitas a prefeito enterraria de vez o que seria chamado de grupo fernandista. Coisas do mundo político.
Afora os motivos que causariam a morte do grupo fernandista em 1982, Fernando não saiu do nada para o mundo político. Na sua própria família, por parte de pai, o seu avô Gerôncio Falcão tinha sido prefeito. Na linha da descendência da sua mãe, Aurora Falcão, consta José Leonil da Cunha Nava que fora três vezes prefeito cordino. Também é bom registrar o parentesco com Frederico Figueira, que foi deputado e governador do Maranhão, além do seu tio, o intelectual e professor Edison Falcão da Costa Gomes, que fora prefeito cordino no início dos anos 60.
No livro “Barra do Corda na história do Maranhão”, o professor Galeno Brandes sublinha que Fernando herdara dos familiares “o gosto pelos negócios e pela política”. E acrescenta que em torno de Fernando “surgiu mais que um simples carisma, uma espécie de auréola de fascinação, que atingia com especialidade as comunidades rurais.”
A parte empresarial, que viria do seu pai Alberto Falcão, foi a primeira atividade que Fernando herdaria ao voltar do Rio de Janeiro em 1965 quando cursou o segundo grau e “Humanidades”, num dos mais afamados colégios do país, o Pedro II. Na efervescência cultural e política do Rio Janeiro, onde morou de 1957 a 1965, ele pode observar ao mesmo tempo o carisma do presidente Juscelino Kubischek e seu forte opositor o então governador carioca Carlos Lacerda, intelectual e exímio orador. Nas hostes internacionais, Fernando acompanhou de perto a figura jovem e carismática de John Kennedy, presidente dos Estados Unidos, quando foi assassinado em 1963 quando visitava Dallas e era aplaudido pela população. Mas certamente exilado no Rio de Janeiro fez desenvolver um amor incomum a Barra do Corda e sua gente.
Mas o despertar para a carreira política parece ter começado quando Fernando assumiu a presidência do clube Guajajara no final dos anos 60 começo de 70. Ali ele teria feito uma administração que chamaria a atenção dos barra-cordenses, que o colocaria na linha de frente da política. Praticamente um ano antes das eleições de 1972, já se sabia que Falcão era o escolhido da oposição para candidato a prefeito.
Consta que ao reunir a oposição em torno da sua candidatura, Fernando não se preocupou apenas com o mundo dos políticos. A pé, passou a andar de casa em casa pela cidade barra-cordense para pedir apoio para seu pleito. Eu mesmo lembro do Fernando na casa dos meus pais num final de tarde do início dos anos de 1972. Nas lembranças a cena: minha mãe, Zelinda Araújo Moraes, em sua máquina de costura, Fernando esparramado numa cadeira de sofá a pedir: “Tia, preciso do apoio da senhora e do tio Manoel para minha candidatura a prefeito”. Fernando era íntimo da minha casa, foi amigo de infância de um dos meus irmãos, Ednan Moraes, e quando adolescente costumava dormir na nossa casa após festas na cidade.
Uma outra vertente da atuação de Fernando viria da simpatia com as donas de casa ao visitar uma casa seja na cidade ou no interior. Ele não ficava apenas restrito à sala nas conversas políticas com os homens. Ele ia até à cozinha e fazia questão de experimentar a comida, que naquela década de 70 eram principalmente feitas pelas donas de casa. Certamente isso trazia um ganho político incomum.
A questão do relacionamento do Fernando com os barra-cordenses era tão presente em sua prática do dia a dia, mesmo quando em viagem a trabalho a Brasília, ele fazia questão de visitar casas de conterrâneos, almoçava, jantava, ouvia sugestões e tomava uns tragos. Da mesma forma, quando desembarcava em São Paulo, se reunia com os conterrâneos e há registro de noites de bate-papos em apartamentos de barra-cordenses na capital paulista.
No plano das obras, o livro do professor Galeno Brandes afiança que Fernando “fez uma administração boa”. Cita a continuidade dos trabalhos de calçamento da cidade, construção de escolas rurais e a partilha e urbanização do bairro Tresidela, promovendo o assentamento de grande número de famílias do interior do município. É da época de Fernando também o funcionamento do colégio Cnec, na Tresidela, que há quase três anos deixou a cidade por falta de apoio institucional.
Após o trabalho como prefeito, que se prolongou com seu aliado Alcione Guimarães, Fernando ainda administraria o Incra de Barra do Corda, quando faz manutenção nas estradas vicinais que liga os povoados cordinos e incrementa assentamentos de colonos. Dali pula para a Assembléia Legislativa, quando em pleno mandato de deputado estadual é acometido na capital paulista por uma parada cardíaca, vindo a falecer.
Depois do falecimento em São Paulo, que ocorrera em um sábado, seu corpo chega a Barra no dia seguinte para um dia inteiro de velório, quando se formaram filas para despedidas no Salão Paroquial Pio XI. No dia seguinte, bem cedo, foi rezada uma missa na igreja Matriz apinhada de gente. Era 11 de fevereiro de 1980. Após a missa, uma multidão leva o corpo para o cemitério Campo da Paz. Daquele dia guardo na memória a figura e os discursos de amigos de Fernando e de políticos presentes, mas principalmente o carinho do povo a levá-lo a caminho do cemitério, um povo que não arredava pé à beira do túmulo.
30 anos se passaram. Consta que muita gente, principalmente do interior guarda objetos como pratos, talheres e colheres, que Fernando teria utilizado quando fazia refeição em alguma casa. Em seu túmulo, as letras que compõem frases de despedidas, algumas delas foram levadas como lembranças. No lendário popular correm notícias de que muita gente ainda não crer até hoje em sua morte.
Nas homenagens prestadas em frente ao busto de Fernando na praça Melo Uchoa por ocasião da passagem dos 30 anos da sua morte, foi unânime o registro que naquele tempo era possível fazer oposição pelo prazer de fazer política. Também que depois de Fernando ainda não surgiu outro líder igual. Do meu lado, fica a constatação que entre 1965, quando Galeno Brandes e seu grupo chegaram à prefeitura, depois em 1973 quando Fernando e seu grupo lideraram os barra-cordenses, cada qual com sete anos de domínio, nunca mais os deuses agraciaram Barra do Corda com graça igual. Penso que é chegada à hora.
*Heider Moraes é jornalista
(TB5mar2010)
Artigo
TB: 20 anos
A ficha não caiu
por Heider Moraes
Sobre os 20 anos do TB, como se diz nos dias atuais, a ficha ainda não caiu. Tudo parece tão recente, faz crer que o tempo não passou. Talvez porque numa redação de jornal a novidade maior ainda está por vir.
Ao lembrar destes anos todos, um fato não podemos esquecer que estamos em pleno processo de fazer jornal, que a notícia tem de estar lado a lado do tempo real, e além da notícia, trabalharmos para oferecer um serviço de qualidade e estar atento aos processos de mudanças que ocorrem a todo momento. Viver é sobretudo estar atento as mudanças.
Nesse contentamento pelo jornal atingir 20 anos, apenas superado em Barra do Corda pelo jornal ‘O Norte’, que durou 50 anos, do final do século 19 até a década de 30, dos mestres Isaac Martins e Frederico Figueira, chegamos a constatação que somos filhos da influência daquele jornal.
O Norte de modo parecido também mirou na valorização de talentos barra-cordenses, sem esquecer áreas cruciais como a educação e a cultura. Chegamos a conclusão que a história de Barra do Corda não existe sem o jornal O Norte. Há muito ainda a ser revelado quanto ao papel desempenhado por aquele grande jornal. Obra para os historiadores.
Mas o nosso verbo destes 20 anos é a palavra agradecer. Queremos agradecer a todos, dos leitores mais assíduos, que nos acompanham durante todos estes anos, aos que estão nos lendo recentemente, e ao nosso leque de colaboradores da redação: os cronistas, os articulistas, os repórteres e àqueles que escrevem e-mails e antigamente as cartas. Todos colaboram voluntariamente, prestando um serviço de incalculável valor.
De modo especial, queremos primeiramente registrar nomes dos nossos diletos colaboradores que já partiram para o outro mundo. Danilo Jorge, Adilson Araújo de Sousa, Paulo Irineu e Galeno Brandes.
Danilo Jorge, que se foi num acidente automobilístico em São Luís em outubro de 1995, devo a ele o impulso inicial, ainda adolescente, ao me incumbir de fazer artigos esportivos para o então jornal O Pássaro, que aproveito para saudá-lo, que por quase dez anos também deixou sua marca no jornalismo cordino.
Adilson Sousa foi um amigo de infância da turma do Mercado Público. Uma amizade que cultivávamos como se fôssemos irmãos, procurou estar sempre conosco, mesmo morando na distante Europa, pelos lados da Inglaterra e Noruega. Foi nosso primeiro correspondente internacional, escrevia artigos preocupado em colaborar com Barra do Corda.
Paulo Irineu fez muito pela integração dos cordinos no Distrito Federal. Mesmo depois de acidente automobilístico em que se tornou deficiente visual, ajudava a congregar a colônia e depois de mais de dez anos da sua morte, faz falta, muita falta. Era um repórter nato.
O professor Galeno Brandes, que em julho fez 15 anos da sua partida, era um apaixonado por jornais e incentivador dos talentos que Barra do Corda produzia em todas as áreas. Enquanto vivo, nos deu total apoio, que agora prossegue com amizade e a obra cultural magnífica da sua esposa, dona Alda Brandes, que fundou e mantém uma casa cultural.
Queremos também agradecer a todos da redação, que na contagem geral são mais de 20 pessoas. Começo pelo Murilo Milhomem, Gilson Pacheco e os irmãos Mandi e Bita Brasil. Com eles foi fundado o TB em 1989 e nos fortalecemos na amizade.
Da mesma forma, os nomes do Urias Matos, Cezar Braga, Luciana Martins, Angélica Alencar, Humberto Madeira, Mário Helder, Robson Barbosa e de Mauro Miranda que ajudaram Barra do Corda a criar a Arcádia Barra-Cordense. A propósito, Luciana Martins e Urias Matos ultrapassaram a marca das 100 crônicas. Cezar Braga está prestes a atingir um recorde: 300 crônicas.
Também nomes como de Raphael Castro, Janderson Araújo, Pablo Oliveira, Natanael Maninho, Renilton Barros, Eduardo Galvão, Allan Kardec Filho, Álvaro Braga, Allander Passinho, Fagner Barbosa, Guilherme Martins, Artur Arruda, Francisco Rosa, Yuri Heider, Wennes Mota e Alex Macedo, os três últimos são os mais novos colaboradores do TB, entre 19 a 21 anos.
Nomes como de Robert Meneses, Márcio Martins, Marcos Pacheco, Antonio Soares e do professor Luiz Carlos Rodrigues, que também colaboram com o jornal, notadamente nos aspectos do mundo político, filosófico e do direito.
Ficam também os agradecimentos ao Wilson Silva, Nonato Medeiros, Ivan Silva, Ednar Lira, Railton Albuquerque e dona Alda Brandes, para citar os que recentemente nos enviaram mensagens eletrônicas cumprimentando pelos 20 anos do jornal.
Aos caros Enio Pacheco, Francisco Brito e Antonio Martins Filho, o Tonhão, nosso obrigado também, sempre estiveram conosco estes anos todos. Enio nos remete para o lado do mundo da ecologia. Brito sempre presente com a poesia que é sempre necessária e Tonhão, a nos explicar o mundo político, pelo qual foi três vezes prefeito pelo lado de Roraima.
Todos que citamos são caros leitores e colaboradores que representam um mundo de outros leitores e colaboradores que também nos acompanham cotidianamente e que não cansamos de dizer muito obrigado.
Mas não poderia deixar de citar o nosso decano, o professor Nonato Silva, com quase 91 anos de idade, é o nosso colaborador maior. Um exemplo do gosto pelas coisas jornalísticas, mais ainda, por Barra do Corda. Em nome de todos que fazem o TB, agradecemos a participação do professor Nonato Silva.
Nosso muito obrigado também ao Raphael Castro, que puxou toda essas homenagens, esses artigos referentes aos 20 anos do TB e que ainda este ano torna-se bacharel em Ciências Sociais.
Os 20 anos prosseguem pelos anos amém. O TB como jornal é um processo e a cada dia, a cada hora, precisa ser renovado e atualizado no mundo dos fatos e das circunstâncias. O nosso sonho de manchete é publicar que uma universidade federal pública, gratuita e de qualidade se instalará em território barra-cordense, porque afinal é o melhor lugar do Maranhão para comportar um projeto dessa magnitude, a começar pelo aspecto geográfico, por estar Barra do Corda no centro do Maranhão.
Mas o TB também é renovação de tecnologia e humana. Estes dias deverá contar com um novo projeto tecnológico. E logo logo o editor atual dará lugar a um novo editor, porque naturalmente mudar de geração é continuar com o jornalismo, com a vida. Enquanto isso, uma saudação a todos, o nosso muito obrigado, porque a ficha dos 20 anos ainda não caiu.
*Heider Moraes é editor do Turma da Barra
(TB/2ago/2009)