Nota
Doenças bovinas
são afastadas de Barra do Corda
jornal Turma da Barra
A chefe da Unidade de Barra do Corda
da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão,
Daniela da Silva Alves, envia nota técnica ao TB
relatando focos de doença sanitárias encontradas no dia 13 de agosto
em gado da fazenda Giordânia, localizada em Barra do Corda,
bem como todas as providências tomadas
para debelar as doenças.
A nota técnica explica as duas doenças bovinas
conhecidas com BVD (Diarréia Viral Bovina) e Rinotraqueíte Bovina (IBR)
Sugerimos sua leitura:
NOTA TÉCNICA
ASSUNTO: Comunicação da ocorrência de foco de BVD e IBR no município de Barra do Corda MA.
DATA: 23 de outubro de 2009
Episódio no Município de Barra do Corda:
No dia 13 de agosto de 2009, a UVL de Barra do Corda foi comunicada pelo proprietário da Fazenda Giordânia, localizada S 05° 30 42,4 e W 45° 17 51,8, sobre uma ocorrência sanitária de diarréia e mortalidade de bezerros, sem resposta ao tratamento medicamentoso empregado.
O Serviço Veterinário Oficial Estadual (SVOE) deslocou-se até o estabelecimento, no dia 13 de agosto de 2009, e constatou que até o presente momento já tinham vindo a óbito 12 bezerros, estando somente um animal enfermo no qual foi realizado o exame clínico dos animais e detectado apatia, pelos arrepiados, anemia profunda, diarréia, hipertermia, infestação de ectoparasitos, tosse e secreção não purulenta nas narinas. Nesta oportunidade foi coletado sangue total e soro sanguíneo do animal enfermo e encaminhado ao laboratório Hermes Pardini.
No dia 01 de setembro de 2009 é enviado o resultado laboratorial da amostra coletada e constatado a positividade para Diarréia Viral Bovina (BVD) e Rinotraqueíte Bovina (IBR) através da técnica de soroneutralização.
Constatado o foco o SVOE realizou o rastreamento da área perifocal, percorrendo as propriedades num raio de 3km, não identificando nenhum animal doente nas mesmas. Entretanto, fazendo as visitas complementares de acompanhamento do episódio, nas entrevistas com o pecuarista, foi constatado que o criador enviou matrizes para outra propriedade, Fazenda Mariana, também no município de Barra do Corda, pois havia alugado pasto naquele local. Também foi identificada a possível origem do foco da enfermidade através da compra de bovinos da propriedade placa violão localizada no município de Tuntum, originários do Estado de Pernambuco. O trânsito intraestadual foi efetuado sem os documentos zoossanitários pertinentes, sendo o criador autuado pela infração cometida.
O SVOE da UVL de Barra do Corda solicitou, oficialmente, que o SVOE de Tuntum GTA o rastreamento epidemiológico na propriedade localizada sob aquela jurisdição, recebendo com resposta que a mesma não apresentava bovinos enfermos ou com sintomatologia clínica compatível durante a visita, nem em períodos anteriores.
Dando continuidade ao rastreamento e acompanhamento da ocorrência sanitária o SVOE de Barra do Corda foi até a propriedade Mariana, onde foi alugado pasto, constatou duas matrizes enfermas, foi coletado material e encaminhado ao Laboratório Instituto Biológico de São Paulo, apresentando com diagnóstico negatividade para BVD, através da análise imunoenzimática (ELISA) do sangue enviado.Foi enviado também amostra de mais um bezerro enfermo da propriedade foco ao mesmo laboratório dando negatividade para BVD.
Recomendações:
Alertam-se as demais UVLs do Estado a estarem vigilantes quanto ao ingresso de animais, nas suas respectivas jurisdições, oriundos da área onde está ocorrendo esta enfermidade, em constatando qualquer anormalidade, proceder a coleta de material para confirmação ou descarte da suspeita clínica, fazendo a comunicação dos episódios nos informes epidemiológicos pertinentes.
Informações gerais:Dispositivos legais: Lei Estadual n° 7.386 de 16 de junho de 1999 e decreto nº 20.036 de 10 de novembro de 2003.
A Rinotraqueite Infecciosa Bovina (IBR), é uma enfermidade vírica causada por um Herpesvirus, do gado bovino, caracterizada por lesoes bucais, transtornos respiratórios e reprodutivos, é uma enfermidade que afeta extensas áreas das Américas. Tem uma variedade de formas clínicas a uma infecção inaparente. Os sinais podem ser: respiratórios, digestivos, oculares, reprodutivos, nervosos ou dérmicos. O clássico quadro clínico é: temperatura de 40-42 ºC, caída brusca de a produção láctea, anorexia, depressão, dificuldade respiratória, dispnéia, tosse, hiperemia e corrimento nasal sero-mucoso ou muco purulento, erosão da cavidade nasal e bucal, crostras e corrimento ocular e salivação abundante. Eventualmente na mucosa nasal congestiva e hemorrágica podem formar-se focos necróticos epiteliais que podem ir até placas necróticas difteróides. Conjuntivites. O aborto pode ocorrer, o mais é a forma respiratória. Também foi isolado de quadros de encefalite ou meningoencefalite não supurada em bezerros de leite.
O material de eleição para o swab são amostras de secreção e lesões oculares, nasais, bucal, anal, vaginal e prepuciana acondicionadas em meio EAGLE com 10% de soro fetal e 2X de antibiótico. Fragmentos de órgãos do aparelho respiratório, amídalas, pulmão e gânglios linfáticos. Nos casos de aborto coletar amostras de fígado, pulmão baço, rins e cotilédones placentários. Também pode ser utilizado o soro sanguineo. Todas as amostras deverão ser refrigeradas à 4°C.
A Diarrea Viral Bovina/ Enfermedade das Mucosas (BVD), é uma enfermidade vírica causada por um Flavivirus/Pestivirus. Se conhecem cepas com efeito citopatogênico e não citopatogênico. Afeta o gado estando caracterizada por variadas formas clínicas das quais nos interessa a que se manifesta por estomatite erosiva (formação de úlceras) difusa com transtornos digestivos, (diarréia profusa, até quando podem cursar esta manifestação). Deshidratacao e problemas reprodutivos (teratogênia). A incubação pode variar de 1 a 3 semanas. Se observam úlceras na cavidade bucal e trato digestivo (esôfago, rúmen) e sistema linfático afetados (Leucopenia, neutropenia, linfopenia). Hipoplasia cerebelosa em bezerros, deformações congênitas, infertilidade, abortos.
Enviar para diagnóstico a partir de swabs nasais e oculares. O momento ideal para coletar as amostras é quando os animais apresentam secreções serosas (não mucopurulenta). Devem conter células epiteliais e/ou células brancas (monócitos). Utilizar meios Eagle com 10% de soro fetal bovino e 2x de antibiótico. Coletar soro, mas não congelar. Também pode ser enviado fragmentos de órgãos tais como: intestino delgado, placas de Peyer, esôfago, pulmão, adrenal gânglios linfáticos mesentéricos e tecidos fetais. Todas as amostras deverão ser refrigeradas à 4°C.
DANIELA DA SILVA ALVES
CHEFE DA UVL DE BARRA DO CORDA
Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão - AGEDTB/5/nov/2009
Artigo
Querer é poder
jornal Turma da Barra
*Indira Melo
Quase sempre no nosso cotidiano encontramos frases de efeito, mensagens religiosas, apelos publicitários ou filósofos de plantão que buscam induzir os menos atentos na crença de que se pode realizar tudo o que queira ou que em se tendo fé tudo se resolverá.
É a teoria do "eu quero eu posso". Do querer é poder. É o postulado da "força da fé".
Embora sejam parcialmente verdadeiras, as afirmações nestes termos são simplistas, incompletas, e até irresponsáveis. Os formuladores destes discursos pecam gravemente pela omissão das fortes condicionantes e dos pequenos detalhes que são inerentes a estas assertivas.
É certíssimo que quando queremos alguma coisa, e acreditamos nela, pouco importando a sua grandiosidade, singularidade, adversidade ou distância da realidade, é possível obtê-la.
Mas, não basta apenas querer e acreditar.
O querer deve ser interpretado como o ponto de partida, o instante em que se deslancha o processo de conquista e, a partir daquele momento para o futuro, a ordem é planejar, passo a passo, todas as ações que se deve empreender para atingir o objetivo.
Por isto, claro, é preciso querer, querer muito. Também é fundamental acreditar, e acreditar verdadeiramente, a ponto de se ter absoluta consciência de que, a partir daquele momento, depois da arrancada para a conquista de um objetivo, nada mais será como o fora até então.
O sucesso da empreitada, ao final, estará sempre condicionado à capacidade de cada um para se impor como um conquistador, o que implica no uso da coragem, da força de vontade e do senso de disciplina.
Só os conquistadores conseguem quebrar a monotonia do simplesmente existir e investir numa maratona de disputas com o mundo, seus medos e seus habitantes.
A fé apenas não basta.
Em alguns casos é imperioso renunciar a algumas atividades, se incompatíveis com o alcance da meta, em outros, é preciso adotar novos hábitos, se dedicar a estudos apropriados, mergulhar em pesquisas dirigidas, aprender técnicas desconhecidas e exercitar na prática os conhecimentos teóricos, sem falar em milhares de novos detalhes que farão parte do dia-a-dia e que mudarão efetivamente a vida de cada um.
O conquistador, aquele que elegeu um grande ideal a ser conquistado, deverá ter em mente que em nenhum momento, em nenhuma hipótese, nem nos sonhos, poderá se desligar do seu foco.
E mais, tudo deve ser planejado com critério, sem pressa e sem procurar pelos atalhos, quem verdadeiramente quer não pode conviver com a ansiedade.
É certo que os imprevistos sempre acontecem. Não se ganha todas as batalhas, mas, quando os erros brotam, o verdadeiro conquistador não chora, não lastima, não impreca e, muito menos perde a paciência. Ele sabe que é exatamente nos momentos de fracasso que se deve rever os passos, localizar os erros e reordenar as metas.
Portanto, se você pretende ser um conquistador não aceite como verdade absoluta aquilo que encerra apenas parte dela. Apenas querer não leva ao poder; não basta somente a fé para mover as montanhas; a sorte não é suficiente para conduzir ao sucesso e, afinal, é inquestionável, cada um constrói o seu futuro a cada minuto.
A figura do destino não existe.
Faça a sua parte, e a faça completa, com determinação, desprendimento e perseverança, só assim persistirá a chance de que você possa se tornar um conquistador, talvez um grande conquistador.
*Indira Melo, estudante do 10º período do curso de Direito, São Luís (MA)(TB/31/mai/2009)
Artigo
A extrema e inaceitável
presença do nepotismo
em Barra do Corda
jornal Turma da Barra
*Indira Melo
A prefeitura de Barra do Corda mantém em seus quadros, grande quantidade de parentes contratados sem concurso. É impressionante como estão fazendo da prefeitura municipal cabide de empregos para seus familiares consangüíneos e parentes.
Bom, talvez o Prefeito não saiba o que vem a ser NEPOTISMO. Pois bem, é uma forma de corrupção na qual um alto funcionário público utiliza de sua posição para entregar cargos públicos a pessoas ligadas a ele por laços familiares, de forma que outras, as quais possuem uma qualificação melhor, fiquem lesadas. Pior, talvez não saiba também que atualmente o nepotismo é amplamente condenado na esfera política mundial, sendo associado à corrupção e considerado um empecilho à democracia.
Os cidadãos de Barra do Corda não podem aceitar tamanho ato vergonhoso de braços cruzados. A cidade está um caos, repleta de buracos e lixo! A miséria está escancarada e vem a ser mascarada apenas em época de festa (carnaval, principalmente!)..e com isso eles, que estão no Poder , vão passando adiante.
A própria Constituição Federal, no seu art.37, obriga as administrações direta e indireta dos três poderes a seguir os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência na contratação de funcionários no serviço público. Por estar vedado na própria Constituição, não é preciso lei específica proibindo o nepotismo, o que não impede que municípios, câmaras e outras instituições adotem leis próprias para reforçar a determinação constitucional, estabelecendo outras restrições além daquelas recomendadas pelo Ministério Público.
O primeiro caso de sentença definitiva proferida no Maranhão foi do município de Igarapé Grande. A ação civil pública contra o nepotismo foi ajuizada pelo promotor de justiça Frederik Bacellar Ribeiro. Por sinal, aproveito e aqui deixo expresso meus parabéns! Julgou ser procedente ação proposta contra a contratação, sem concurso público, de parentes até terceiro grau nos órgãos públicos e na Câmara Municipal.
Enquanto outros municípios estão se desenvolvendo, a nossa cidade tende a piorar. E através deste meio (TB), desabafo com extrema indignidade a condição que está submetida a Prefeitura de Barra do Corda. E espero contar com a ajuda e apoio de todos com uma medida justa e benéfica para o bem da nossa cidade. Pelo menos, para a maioria dos barra-cordenses.
*Indira Melo, estudante do 10º período do curso de Direito, São Luís - MA(TB/28/mar/2009)
Artigo
Em busca da paz
jornal Turma da Barra
*Indira Melo
Perplexos e feridos meus pensamentos e meus sentimentos mergulham no infinito mar da tua misericórdia. É tua paz que eu procuro; paz que o mundo não sabe nem tem para me dar. O mundo me dá conforto, dinheiro e algum tipo de vitória e de sorriso, se eu me sujeitar às suas leis e às regras do seu jogo nem sempre honesto e decente. Mas, PAZ, ele mais tira do que dá.
Não é possível crer em Deus se não acreditamos na sua obra. Sem direitos humanos, igualdade, valores humanos, justiça para todos, sem um profundo respeito por cada vida e cada pessoa que passa por este mundo não se pode falar de paz.
Viver tornou-se uma aventura perigosa na maioria dos países do mundo. Já tivemos muito mais paz, já vivemos muito mais em paz e já acreditamos muito mais no valor da pessoa humana. Com a história nos deparamos que houve o tempo em que vizinhos eram fraternos, as pessoas se preocupavam umas com as outras, não havia cercas nem vigias eletrônicos, não era preciso por não haver tantos ladrões. Mesmo os pobres, eram mais ajudados e não caíam no crime. Aceitava-se a pobreza, porque havia uma certa dignidade na pobreza. Com o tempo, à medida que os ricos ficaram mais ricos, os pobres foram sendo isolados.
O dinheiro sem coração apossou-se do mundo e trabalho perdeu seu valor, a pessoa humana perdeu seu significado. Somos um mundo estéril. Produzindo idéias estéreas em favor de dinheiro histérico, o que dá hoje também uma pobreza revoltada histérica, e um fanatismo religioso e político também histéricos e com ganas de matar e destruir.
É a lei do cão, a lei do mais forte.
*Indira Melo, 23, é estudante de Direito em São Luís(TB/27/jan/2009)
A pequena diferença
jornal Turma da Barra
*Indira Melo
Não raros nos perguntamos: O mundo é ingrato? Alguns nascem com privilégios e continuam bem-aventurados, outros, nascem miseráveis e continuam marginalizados.
A vida é estranha? Alguns conquistam o sucesso e se tornam vencedores, outros, são vitimados pela desgraça e se tornam fracassados.
A morte é peremptória? Alguns fazem história e serão relembrados em glória, outros, vegetam como párias e serão esquecidos como se nunca tivessem existido.
O destino existe? Alguns saem do anonimato e alcançam a fama, outros, saem do paraíso e se despencam no esquecimento.
A cada momento em que nos defrontamos com o desengano e o sofrimento, nos quedamos a cismar sobre a imparcialidade da justiça universal.
Mas, certamente, não temos qualquer razão que justifique qualquer sentimento de indignação. O mundo, a vida, a morte e o destino, são construídos e desconstruídos por mãos humanas, apesar das aparências que, eventualmente, indiquem forças outras capazes de influenciar fatos, expectativas ou resultados.
Quase sempre temos notícia de valentes e destemidos jovens que renunciam ao prazer de suas amizades, ao conforto dos seus lares, ao carinho de suas famílias e abandonam a terra-mãe em busca do sucesso ambicionado.
Alguns voltam vencedores, coroados pelo êxito, reconhecidos como heróis e se tornam referências. Mas, outros, em número maior, voltam cansados, marcados, vencidos e se marginalizam.
Se buscarmos respostas para estes desencontros, aparentemente injustos, vamos encontrar, em algum cantinho das atitudes destes personagens, uma vontade, um fato ou uma opção, que podemos chamar de pequena diferença.
Há casos em que irmãos que nasceram dos mesmos pais, conviveram nos mesmos ambientes e tiveram as mesmas oportunidades, entretanto, no desfecho das conquistas terrenas, obtêm resultados totalmente diferentes. Não há que se imputar sorte ou azar a qualquer deles. Podemos ter certeza de que, em algum momento, de alguma forma, deliberadamente ou não, deram ensejo a uma pequena diferença.
Se um lutador vence a luta somente depois de longo equilíbrio na disputa, fazendo jus ao título de campeão, não se trata de acaso, sorte ou destino, mas, por certo, tornou-se mais apto por se dedicar alguns minutos extras ao treinamento e conseguir resistência para suportar com mais facilidade os últimos embates. Ou, talvez, o senso de disciplina lhe permitiu manter uma melhor técnica de luta, ou, ainda, quem sabe, até um cuidado mínimo com o corpo, com a saúde, ou mesmo com a auto-estima, lhe fortaleceram o menor dos músculos, então, fazendo surgir uma pequena diferença.
Quando nos deparamos com o orgulho do vencedor e a humildade do vencido, podemos ter certeza de que cada qual, de alguma forma e por algum motivo, por ação ou omissão, por coragem ou covardia, pela vontade ou pela indiferença, mereceu o resultado. Isto porque não há sorte, trata-se meramente da evidência da pequena diferença.
Não se trata de injustiça divina quando a pesta, o flagelo e o caos, alcançam milhares de favelados, enquanto a saúde, o sucesso e a alegria, permanecem lado a lado com os favorecidos pela fortuna. É que, em algum pedaço da existência, alguns fraquejaram enquanto outros resistiram; alguns buscaram a conquista de seus sonhos enquanto outros optaram por consumir momentos. Então, claro, numa ou noutra geração, manifestou-se o reflexo da pequena diferença.
A pequena diferença pode ocorrer na força de acreditar ou não na sua própria capacidade; na atitude de ousar ou de se conformar; na coragem de avançar ou de recuar; no ímpeto de vencer ou de se sentir vencido; de se dedicar ou de se negligenciar;
O grave em tudo isso é que a pequena diferença pode ter sido provocada em uma determinada época, e os resultados, positivos ou negativos, imprimirem sequelas que continuam se manifestando no tempo, atingindo gerações posteriores. Portanto, os reflexos podem se constituir de uma herança recebida, mas, claro, tambpem podem se traduzir no patrimônio maior que vamos deixar para os nossos sucessores.
Portanto, só nos resta um caminho: idealizar o nosso sonho; definir o nosso objetivo; estabelecer as nossas metas e começar a nossa luta, imediatamente. É preciso construir ou desconstruir a nossa pequena diferença, enquanto é tempo. Não é prudente acreditar no acaso; não podemos esperar pela sorte; não devemos confiar no destino. A única certeza que nos acompanha é a de que a razão universal é indiferente às promessas, aos lamentos e às lágrimas e, o pior, o tempo, sem qualquer dúvida, não perdoa, nao espera, não pára. É absolutamente surdo, insensível e implacável.*Indira Melo, 23, é estudante de Direito em São Luís
(TB/13/jan/2009)
Carnaval na Eliézer Moreira
é mais seguro
jornal Turma da Barra
por Heider Moraes
O comandante da Polícia Militar na Barra, tenente-coronel Luiz Carlos Quaresma Vale, disse ao jornal Turma da Barra que do ponto de vista da segurança do folião, o carnaval na avenida Eliézer Moreira Filho, onde foi realizado este ano de 2007, é mais seguro.
Explicou que na avenida Eliézer Moreira Filho são apenas três pontos de acessos, facilitando o trabalho de segurança. "É possível revistar todos os foliões, verificar se portam armas brancas (facas, canivetes) e armas de fogo (revólveres).
Sobre a avenida Roseana Sarney, na Tresidela, disse que são várias ruas que dão acessos aos foliões, além do tráfego na BR-226, que não pode ser obstruído. "Local com muitos acessos, facilita a fuga", explicou.
Quanto ao carnaval ao carnaval de 2007, ele classifica como "nota dez", porque não houve nenhuma ocorrência grave, nenhum assassinato. Salientou que alguns familiares acharam o carnaval muito bom e seguro. "Foi muito descontraído e os turistas saíram encantados."
O comandante Quaresma disse ainda que até o momento não foi procurado pela prefeitura para opinar sobre segurança. Mas observou, porém, que o prefeito e sua equipe têm seus motivos para sugerir um outro local. Informou que no carnaval deste ano contou com um efetivo de 60 policiais e 40 seguranças, divididos em dois turnos. Calcula, porém, que em 2008, caso seja na Tresidela, vai ser preciso no mínimo a prefeitura ceder 100 seguranças.
Entre os possíveis locais ventilados para a festa carnavalesca, disse que a praça Melo Uchoa também tem vários acessos e problemas ambientais. Na Altamira e no Litorio há também o mesmo problema de muitas entradas e saídas, dificultando o trabalho policial. Assim, em questão de segurança, o melhor local é na avenida Eliézer Moreira Filho, onde foi realizado o carnaval de 2006 e 2007.
Artigo
Carnaval na Tresidela?
Isso não existe
jornal Turma da Barra
*João Paulo de Oliveira Bezerra
Caros amigos:
Temos convivido nestes últimos anos, com tropeços e incertezas da administração pública de Barra do Corda, pois, não sabemos ao certo, quem administra, quem é secretário de Cultura, enfim, de onde vem as idéias transformadas em peripécias, que anualmente tem mudado nosso carnaval de lugar. Não sabemos os critérios, quais são as pessoas que são ouvidas para concretização de tais idéias, sabemos apenas, que as tradições culturais de nossa querida cidade, têm perdido seus valores.
O carnaval que outrora se realizava na praça Melo Uchoa (lugar de onde nunca deveria ter mudado), a qualquer momento pode estar sendo realizado em uma de nossas respeitáveis vilas: Nair ou Miguelzinho, ou então, dentro de pouco tempo estará fazendo um percurso itinerante, visitando povoado por povoado.
A administração pública está obrigada a sempre escolher os melhores meios para satisfazer o interesse público e não pode arriscar, devem escolher a melhor maneira para a prática de tais atos.
Apesar de a legislação pátria permitir a mudança em questão, em conformidade com o direito discricionário, que segundo as palavras de Flávia Martins André da Silva, é um poder que o direito concede à administração, de modo explícito ou implícito, para a prática de atos administrativos, com a liberdade na escolha segundo os critérios de conveniência, oportunidade e justiça, próprios da autoridade, observando sempre os limites estabelecidos em lei, pois estes critérios não estão definidos em lei, é preciso, neste diapasão, analisarmos os conceitos de conveniência, oportunidade e justiça. Assim, é conveniente retirar o carnaval de seu local habitual, nascedouro, onde a cultura cordina prima por sua realização? Seria oportuna tal atitude?
Talvez ao colocar a preservação da praça como atenuante, seria, como vem sendo a única saída. Mas, é de bom saber que em todos os locais em que se dispuser à realização de uma grande festa como o carnaval, haverá sujeira, depredação etc. Seria justa a atitude de contrariar a vontade maior, a vontade da maioria dos foliões?
Deveria o administrador usar os dois princípios básicos para o uso da discricionariedade: realidade e razoabilidade. O princípio da realidade disciplina a convivência real entre os homens e seus atos devem ser sustentados por uma norma. E a administração deve apresentar condições mínimas para cumprir a finalidade de satisfação do interesse público. O princípio da razoabilidade confere que, a administração deve atuar de modo racional e afeiçoar ao senso comum das pessoas, tendo em vista a competência recebida para tal prática. Aplica-se a todas as situações administrativas para que sejam tomadas decisões equilibradas, refletidas e com avaliação adequada da relação custo-benefício.
Apesar do amparo legal da decisão tomada pela administração pública de Barra do Corda, torna-se ela imoral, ao contrariar os anseios dos interessados.
Seria de bom alvitre, que se fizesse uma consulta, pesquisa, sei lá! Acho que agindo com bom sendo, prudência e equilíbrio estariam se fazendo a opção certa.
Acredito que, a preocupação do ilustríssimo senhor prefeito, intelectual, sábio e profundo conhecedor da cultura cordina, Manoel Mariano de Sousa (Nenzinho), não tem sentido algum, pois, a quantidade de pessoas que em seu pensamento, lhe atribuem culpa pelo barulho e aborrecimentos que traz o carnaval, será a mesma em qualquer lugar (bairro, rua) onde o mesmo seja realizado, mudando somente o perfil dos insatisfeitos, ao invés de serem indivíduos detentores de maior poder aquisitivo, tratar-se-á agora de um povo mais humilde, que no pensamento do senhor Mariano, possui menos valor moral e político.
Entendo que, o que nossos governantes deveriam estar estudando, e lendo cotidianamente, seria nossa Constituição Federal, ao invés, de O Príncipe de Nicolau Maquiavel (1469-1527) - manual político de alguns conterrâneos (que infelizmente tem lhes dado resultado) - e com certeza perceberiam em seu artigo primeiro, que: o poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido. Isso mesmo! Povo, com inicial maiúscula, de onde emana a faculdade de impor obediência, etc.
Se isso fosse feito, com certeza nossa população seria consultada, quando se pretendesse fazer, reformar e/ou transformar algo de interesse popular, e, não tomariam como base, cartilhas ditatoriais, tomando-se decisões arbitrárias, impondo ao povo o que a esse não foi lhe dado direito de opinião.
Nada contra o prefeito, mas a favor da cultura e do nosso povo, deixo aqui, expressada em poucas palavras, minha insatisfação quanto à falta de compromisso, interpretação e bom senso da, ou das autoridades que promovem a cultura cordina, que não sei ao certo delinear: primeira dama, secretário de finanças, prefeito ou secretário de cultura, respectivamente. Acho que nosso carnaval deveria continuar sendo realizado na praça Melo Uchoa.
Nada contra o bairro Tresidela, muito pelo contrário, este bairro, onde reside minha família e passo férias e feriados, é merecedor de receber festas populares, culturais, folclóricas, como o faz no São João, mas é de bom alvitre preservar aquilo que vinha dando certo.
O importante na oportunidade é solicitar, ao menos, bom senso das autoridades supra mencionadas, com isso, pelo menos, assuntos que envolvam a cultura cordina (interesses da população), serão tratados com maior cuidado.
Entendam, esta manifestação como uso pragmático das prerrogativas permitidas pelo regime democrático de direito em que vivemos.
Quanto a erros gramaticais, desculpa! Como dizia o eterno e saudoso professor Rui Barbosa: aquilo que se fala, se escreve e se entende, aceite-o.
Abraço fraterno!
*João Paulo de Oliveira Bezerra é estudante de Direito em São Luís, foi candidato a vereador na Barra em 2004 e é funcionário público estadual do poder judiciário
Manifesto de repúdio e indignação
Carta aberta à população cordina
jornal Turma da Barra
O TB publica carta aberta
assinada pelo Vice-Presidente da Federação das Associações Empresariais do Maranhão,
José de Arimatea Pereira Vilanova (Vilar)
"CARTA ABERTA À POPULAÇÃO CORDINA
Manifesto de repúdio e indignação
Caros barra-cordenses,
Venho a público, como cidadão, manifestar minha indignação aos recentes problemas que têm afetado nossa cidade e que demonstram a ausência de autoridade e liderança do poder executivo, além da falta de sensibilidade perante o sofrimento da comunidade, a saber, alguns:
1º - BR-226, trecho Barra do Corda/Grajaú, interditado pela comunidade indígena, o que ocorre com bastante freqüência, da última vez, quase provocou o desabastecimento de gêneros alimentícios na cidade, diante da omissão do executivo municipal, que sempre aponta a FUNAI como culpada, e nada faz sequer para intermediar uma solução, para a resolução do problema, foi necessário uma mobilização de outros setores organizados da comunidade que através de uma audiência pública buscou solução para o impasse.
3º BR-226, trecho Barra do Corda/Presidente Dutra, intrafegável pela falta de manutenção asfáltica, o Poder Municipal apenas aponta o Governo Federal como culpado, entretanto, não faz sequer uma ingerência junto a este, ou mesmo junto aos Deputados e Senadores que diz ter ligação para tentar resolver o problema, ou seja, novamente falta empenho e boa vontade da autoridade municipal local, e a população continua sofrendo com a conduta omissiva.
3º - As queimadas nos arredores do município que têm causado imensos danos ao meio ambiente e à saúde da população, nenhuma atitude, nem mesmo de conscientização da população no sentido de pelo menos minimizar esse grave problema, tem sido tomada pelo executivo de Barra do Corda.
4º - O desabastecimento de água potável, um dos problemas mais graves que uma população pode sofrer, já nos atinge a vários dias, a única atitude do chefe do executivo municipal, é culpar a CAEMA, sem entretanto, fazer ingerência junto a essa empresa ou junto ao Governo Estadual, para resolução do problema. Imaginem o que seria desta comunidade se não tivéssemos os rios Corda e Mearim?
Os problemas mencionados afetam todos os setores da sociedade.
Como de vê, a postura do Poder Executivo Municipal é apenas uma: apontar culpados!
No entanto, este não é o momento de encontrarmos culpados, mas sim de encontrarmos SOLUÇÕES!
A população espera do Poder Executivo, ATITUDES concretas, pois, esses e outros problemas estão afetando de forma direta a comunidade que o elegeu para administrar este município e não para se omitir diante de situações tão graves.
José de Arimatea Pereira Vilanova (Vilar)
Vice-Presidente da Federação das Associações Empresariais do Maranhão."
Nota Oficial
Prefeitura ignora situação
de estiagem na agricultura
jornal Turma da Barra
O TB publica nota oficial do O Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais de Barra do Corda,
o qual denuncia que a prefeitura barra-cordense ignora a situação de estiagem por que passa a agricultura
no município barra-cordense
"NOTA DE ESCLARECIMENTO
O Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais STTR de Barra do Corda vem à publico esclarecer a sociedade barra-cordense e em especial aos seus associados, a posição da entidade referente a estiagem ocorrida em nosso município no último inverno, que ocasionou graves prejuízos à agricultura com a perda de muitas lavouras.
No final do mês de maio a Diretoria do STTR deliberou sobre a necessidade de se buscar alternativas para amenizar os prejuízos dos agricultores;
Após vários contatos com autoridades estaduais e federais fomos informados que qualquer ajuda por parte do poder público somente seria possível após a prefeitura Decretar o Estado de Emergência no município;
Estivemos, por várias vezes, reunidos com funcionários da Secretaria Municipal de Agricultura quando notificamos a situação de calamidade vivida pelos agricultores e tentamos sensibilizá-los sobre a necessidade de Decretar o Estado de Emergência devido à seca;
Mesmo tendo sido notificado e após ouvir o relato da situação pelos próprios agricultores, a Prefeitura se negou a Decretar Estado de Emergência alegando desconhecimento situação em seu próprio município;
O STTR, continuará sua LUTA em busca de soluções para o problema que consideramos da maior gravidade, mesmo diante das dificuldades encontradas e do descaso da Prefeitura Municipal.
A DIRETORIA
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra do Corda
ROTEIRO PARA SE DECRETAR ESTADO DE EMERGÊNCIA
Criar, através de Decreto Municipal, a Coordenação Municipal de Defesa Civil, nomeando conseqüentemente os seus membros;
Preenchimento do AVADAN Relatório de Avaliação de Danos. É a descrição minuciosa da situação: quantos agricultores foram atingidos; em quais povoados estão; qual o percentual de perda......etc, etc, etc; É UM DOSSIÊ
Edição do Decreto Municipal OBVIAMENTE ASSINADO PELO Senhor Prefeito;
Encaminhamento do Decreto, juntamente com o Dossiê, à Defesa Civil do Estado que vai emitir um PARECER.
O PARECER é submetido ao Governador do Estado para homologação (RECONHECIMENTO);
Caso seja RECONHECIDO pelo Governador, o Dossiê (PROCESSO) é encaminhado à Secretaria Nacional de DEFESA CIVIL para análise e manifestação.
Se a DEFESA CIVIL reconhecer o Estado de Emergência, os agricultores terão seus prejuízos reparados através do SEGURO SAFRA.
Como se vê não é tão difícil com um pouco de vontade..."
(TB/14/set/2007)
Artigo
Vozes que se calam no deserto
jornal Turma da Barra
*Luiz Coelho Batista Junior
*Luiz Coelho Batista Junior é natural de Tuntum, morou dez anos em Barra do Corda, mas atualmente está em São Luís
Todos conhecem a história bíblica de João Batista, homenageado em todo dia 24 de junho, como o profeta que veio para anunciar a vinda do Salvador. João, porquanto, era uma voz que clamava no deserto, não só a tão esperada vinda do Salvador do mundo, o filho de Deus, aquele que viria ao mundo com a missão de remir a humanidade de seus pecados, mas, também, a corrupção, a escravidão e toda forma de a injustiça daquela época.
Assim como João, que teve sua cabeça cortada, outras vozes foram caladas. Jesus Cristo e os primeiros cristãos lograram o mesmo êxito, pois como dizia o profeta Paulo em uma de suas cartas, morrer era lucro. O que importava mesmo era o anúncio do amor de Deus para toda a humanidade.
Hodiernamente, na sociedade moderna as coisas não são diferentes, haja vista ainda existirem pessoas que dão sua própria vida em nome de causa maior. E, como na idade antiga, hoje, também existem pessoas que tudo fazem com a finalidade de preservarem seus interesses políticos e econômicos e, para isso, são capazes de realizarem qualquer coisa.
No Brasil, quem não se lembra de casos como do Seringueiro Chico Mendes, que em defesa da Amazônia ceifaram sua própria vida; do Padre Jósimo, no Bico do Papagaio e por último, da missionária americana irmã Doroth, que seu assassinato chocou o país.
Em Barra do Corda, há registrado o assassinato de um lavrador, Miguelzinho, que também deu sua vida por causa que não era só sua. Quem olha para a Vila, que deveria levar seu nome, não deve esquecer que alguém deu sua própria vida para que outras pessoas tivessem direito a um lote de terra.
Hoje, embora ainda existem casos de barbárie, a política partidária vem utilizando-se de instrumentos bem mais sagazes que os utilizados outrora. Os métodos são, agora, de acordo os interesses do capital, ou seja, tudo é válido na seara da política para a preservação dos interesses políticos de uma elite no poder.
Tem se tornado corriqueiro, mormente no nordeste, um vereador, uma liderança rural ou urbana serem cooptados para fazerem parte do grupo político da elite que está no poder. São casos que atentam contra o princípio da dignidade humana tão fortemente presente em nosso Estado Democrático de Direito, pois as pessoas, segundo o artigo 14 da Carta Magna, são soberanamente livres para o exercício do sufrágio universal. E, quando os nossos representantes não dão o legítimo exemplo, dói profundamente.
A sociedade atual vive, sem sombra de dúvidas, uma crise de valores que jamais se viu. Há ainda, aqueles que resistem a duras penas as tentações desse modelo perverso e vil, mas até quando? Será que os interesses dos poderosos irão vencer definitivamente os interesses comuns da sociedade.
Finalizo consternando minha indignação e pesar em saber que uma voz é calada no deserto.Entretanto, renovo-me de esperanças que a chama das mudanças jamais se apagará, que sempre existirão sonhadores e idealizadores de uma sociedade justa e desenvolvida e que consigamos extirpar, definitivamente, a corrupção da nossa sociedade brasileira.