Fila da vergonha
jornal Turma da Barra
Fila do banco do Nordeste
O TB mostra o sofrimento dos cordinos, principalmente do homem do interior, ao enfrentar fila de tamanho sem igual nos bancos da cidade. Neste caso, a foto acima foi tirada em frente ao banco do Nordeste.
Imagine o sol, o calor, o tempo que cada pessoa fica à espera de atendimento.
Esta foto foi tirada às 8h da manhã de quarta-feira 4.
A foto revela que uma grande parte das pessoas estão acima de 50, 60 anos. E sem direito ao mínimo conforto.
Curioso é que o desconforto não é diferente nos outros bancos da cidade: Bradesco, Caixa Econômica e banco do Brasil.
Uma pergunta fica no ar: por que aqueles bancos não oferecem o mínimo conforto a essas pessoas que muitas vezes saem 2h da madrugada dos seus povoados e ainda enfrentam essa fila desumana?
Nem sequer têm direito a um tamborete para se sentar. Nem sequer têm um toldo para se proteger da insolação.
Por que bairros como a Tresidela, Altamira não têm suas próprias agências ou postos de serviços desses bancos?
São perguntas que teimam e ficam no ar.
O TB coloca-se ao lado desse povo sofrido e está a clamar por solução.
(Heider Moraes)
Papete será a atração principal do Encontro de Barra do Corda no DF, que acontece neste domingo 3 no Salão de Múltiplas Funções, situado ao lado da feira do Guará. Durante a festa haverá apresentação do bumba-meu-boi do Teodoro e Brilho da Barra. Danças como Cacuriá e Punga também podem ser apreciadas.Domingo tem Papete no Guará
jornal Turma da Barra
*Murlio Milhomem
Artigo
Mais marchinhas,
menos axé
jornal Turma da Barra
*Gilson Pacheco
Novamente a
Barra do Corda recebeu foliões de algumas partes do Brasil, principalmente
de Brasília, São Luís e cidades vizinhas, para quatro dias de muita
animação.
Este ano, porém, houve mudança de local, passando da praça Melo
Uchôa para a avenida Eliézer Moreira. Que a nosso ver se fez necessária,
porém, pecou pela desorganização em não prever o grande consumo de energia,
o que fez com que algumas barracas só tivessem energia no domingo à noite.
Também ficaram faltando locais onde as pessoas mais idosas,
crianças e famílias pudessem brincar sem transtornos. Pois, próximos ao Trio
Elétrico havia uma multidão, o que impossibilitava aos mesmos de ficarem por
ali. Então, tiveram que ficar afastados, o que foi um transtorno, pois o som
do Trio era muito ruim e a uns 30 metros de distância não se ouvia nada.
Outro fator negativo foram as bandas, de péssima qualidade e
tocando quase que somente axé, deixando as marchinhas de carnaval e músicas
dos compositores maranhenses na saudade.
Outro grande erro foi a prefeitura de Barra do Corda apadrinhar
um bloco, com isto, fazendo que os adversários criassem um outro bloco, onde
o que reinava era a disputa política e não a alegria e a irreverência
características dos carnavais.
De bom, nós tivemos a feliz iniciativa da prefeitura de
contratar a banda dos músicos cordinos, que fez grande apresentação, com as
consagradas marchinhas e os Caçulas do Forró, que deram uma chance às
músicas maranhenses.
Também temos a destacar o bloco Indígena, que trouxe a sua
cultura para a avenida. O bloco "Os Empoados" com um grande número de
foliões, levou a irreverência e a descontração embalado pelas marchinhas,
provando que este é o ritmo do carnaval maranhense.
Parabéns, também, para o bloco dos Cachacinhas que, como de
costume, sempre brilha no sábado de carnaval, juntamente com o bloco da
Porca Abusada e o afinadíssimo bloco do Lito.
De novidade, tivemos o bloco dos Capelobos, que saiu as duas da
manhã de segunda-feira, fazendo visagem a todos que acordaram aterrorizados
com tanta empolgação e animação.
Outra grata surpresa foi o Blocão do Louro, 83 anos dando no
couro, tendo como homenageado o folião mais antigo de Barra do Corda, que é
o Lourival Pacheco.
Todos esses blocos comprovam que a tradição cordina é de
carnaval de marchinha, inclusive com alguns novos liderados e com
participação de jovens.
Na saudade deste carnaval e na longa espera do próximo,
esperamos que a prefeitura de Barra do Corda, corrija os erros e que
incentive a criação de novos blocos de marchinhas, dando uma ajuda
financeira aos mesmos. São eles que abrilhantam o carnaval cordino.
Esperamos que os políticos cordinos descubram que estamos no Maranhão e
passem a incentivar e patrocinar a cultura maranhense em detrimento desses
blocos de músicas baianas, que viraram além de disputa política, interesse
econômico, pois seus líderes enchem seus bolsos com os lucros dos abadás,
propaganda e dinheiro de políticos.
Que eles sobrevivam e ocupem o seu espaço, mas com sua própria
capacidade e que não tenham patrocínio de prefeitura de Barra do Corda, como
fez a prefeitura de São Luís, que não os banca por entender que os mesmos
não terem nada a ver com a cultura maranhense.
Apesar de todos esses erros e falta de organização, o carnaval
cordino foi muito bom, sem violência, com alegria, animação e irreverência.
Corrigindo esses erros, no ano que vem teremos um carnaval sem
politicagem, com menos axé e muita marchinha no pé.
*Gilson Pacheco é empresário, mora no Guará - DF