Folha destaca fraude
em Jenipapo
jornal Turma da Barra
O TB transcreve matéria do jornal Folha de São Paulo.
edição desta segunda 12, destacando a cidade de Jenipapo dos Vieiras
"Corrupção afeta pouco taxa de reeleição
Em cidades onde a CGU viu irregularidades desde 2005, reeleição foi de 62,5% no ano passado; taxa média nacional foi de 67%. Auditores falam de desvios, direcionamento de licitação e notas fiscais frias; em 22 casos, servidores recebiam Bolsa Família ilegalmente
Fernando Barros de Mello (da reportagem local)
Indícios de corrupção ou irregularidades graves nas gestões municipais não impediram que prefeitos brasileiros assumissem novamente o cargo no último dia 1º de janeiro. Mesmo em cidades com denúncias, a taxa de reeleição não sofreu grande alteração.
Levantamento feito pela Folha nas cidades em que auditorias da CGU (Controladoria Geral da União) apontaram indícios de corrupção e em que os prefeitos concorreram novamente ao cargo mostra que a reeleição foi de 62,5%. A taxa média em todo o país foi de 67%, segundo a Confederação Nacional dos Municípios.
Desde 2005, a CGU auditou 660 municípios com menos de 500 mil habitantes. Neles, 322 prefeitos concorreram à reeleição. Em 195 cidades, foi identificada pelo menos uma irregularidade grave ou indício de corrupção, principalmente direcionamento de licitação ou restrição à competitividade, não comprovação de gastos e de saques e uso de notas fiscais inidôneas (frias). Mesmo com apontamentos assim, 122 prefeitos foram reeleitos .
É o caso de Elson de Oliveira (PT), reeleito em Tanque Novo (BA). A auditoria descreve simulação de pagamento de R$ 56 mil para transporte escolar nas férias, o que foi negado pelos contratados. Segundo a CGU, houve indícios de simulação de licitação. Nossa votação mostrou que as coisas eram poucas. E nossa advogada já resolveu, diz Oliveira.
Em Jenipapo dos Vieiras (MA), a auditoria apontou fraude de R$ 35 mil na capacitação de professores. Nas entrevistas realizadas com os professores, eles foram categóricos em afirmar que tais cursos de capacitação não foram realizados.
A CGU também viu indício de fraude em licitação. Giancarlos Albuquerque (PP) foi reeleito.
Em Acopiara (CE), a auditoria analisou os R$ 15,9 mil que teriam sido usados para aquisição de merenda escolar em dezembro de 2006. A quantidade e o valor adquirido foram muito maiores que a média das aquisições de fevereiro a novembro de 2006, que foi de R$ 4,2 mil. Além disso, faltavam apenas 13 dias para o término do ano letivo. Há indícios de desvio de parte da aquisição, estimada em R$ 12,5 mil.Bolsa Família
Em 22 gestões reeleitas, servidores públicos e/ou parentes (inclusive a filha de um vice-prefeito e a própria responsável pelo cadastramento) recebiam Bolsa Família ilegalmente.
Em 2006, a CGU constatou que, dos 2.359 beneficiários do programa em Pau dos Ferros (RN), 94 eram servidores municipais. Constatou-se que a informação referente à renda dos funcionários da prefeitura, quando informada, foi inserida em valor inferior ao que de fato os funcionários recebem.
Leonardo Rego (DEM), reeleito em 2008, disse que as ilegalidades eram da gestão anterior, apesar de a análise ter sido feita nas contas de abril de 2006, um ano após sua posse.
Nós organizamos a baderna que era. O Bolsa Família hoje tem um número muito maior de beneficiários.
Em 73 cidades, prefeitos não se reelegeram após divulgação da CGU. Em Campo Formoso (BA), carimbos de empresas supostamente convidadas para as licitações foram encontrados na casa do secretário de Finanças. O prefeito, Dr. Chiquinho (PMDB), perdeu para Dra. Iracy (PR). Ela já havia vencido em 2004, mas foi cassada em 2005 pela Justiça Eleitoral e substituída pelo adversário.
Em Vitória do Jari (AP), Adelson Ferreira de Figueiredo (PT do B) não se reelegeu. Ele usou recursos do Programa de Atenção ao Idoso para compras da sua residência oficial.
Para o secretário-executivo da CGU, Luiz Navarro, a população está menos tolerante à corrupção. Mas um problema grave é a falta de controle, do Legislativo municipal, interno da própria prefeitura e controle social da imprensa local, diz."
(TB/13/jan/2009)
Carta do prefeito
Giancarlos Albuquerque
jornal Turma da Barra
O TB publica carta do prefeito de Jenipapo dos Vieiras, Giancarlos Oliveira Albuquerque,
em resposta a uma carta publicada no TB em 12 de março.
"AO JORNAL TURMA DA BARRA
Senhor redator,
Em atenção ao Povo de Jenipapo dos Vieiras, aos filhos dessa terra que se encontram fora do município, aos nossos amigos, admiradores e correligionários, solicitamos a vossa senhoria que mande publicar a presente carta em resposta á carta aberta publicada neste jornal, com referências a minha pessoa de meus familiares, certos da vossa prestigiosa atenção, antecipadamente agradecemos.
Ao tomar conhecimento da carta aberta ao povo de Jenipapo dos Vieiras, publicada neste conceituado jornal Turma da Barra, inicialmente moveu-me a natural curiosidade, já que citava minha cidade, pela introdução, da malfadada carta aberta logo percebi tratar-se de engodo de um grupelho de irresponsáveis, visando atacar ao gestor municipal e sua família.
Pelas infâmias a mim ali assacadas, verifiquei a identificação dos autores, visto que os signatários expressam nas linhas seus recalques e suas maledicências, que tem como fruto interreses mesquinhos contrariados e desejos insatisfeitos e que afloram quando se aproxima o período eleitoral.
Com a aproximação do período eleitoral a nível municipal, os chacais tentam de todas as formas atacar quem esta no poder, com o intuito de desgastar sua imagem perante seus eleitores e nesta ânsia da busca do poder a qualquer preço, procuram atingir o que há de mais sagrado para o ser humano, que é a sua família, o que os signatários da carta não prezam, pois as suas famílias são uma bagunça só.
Em resposta as inverdades e irresponsabilidades contra mim e meus familiares ditas na carta aberta, esclareço que meu pai, o senhor Pedro Santos Albuquerque, morador a quase cinqüenta anos em Jenipapo dos Vieiras, construiu ao lado de minha mãe Dona Maria, trabalhando de sol a sol e com honestidade como faz até hoje, construiu um patrimônio material e moral inabalável, que transmite aos seus filhos e filhas e não será por causa da politicagem de alguns desocupados que o seu nome será manchado ou desabonado de qualquer forma.
Repetimos que a proximidade da política eleitoral assanha a sana dos politiqueiros que de qualquer modo querem aparecer, pois a luz das suas desafortunadas vidas nunca brilhou, logo tentam de qualquer maneira ofuscar o brilhantismo de quem verdadeiramente trata o povo de Jenipapo dos Vieiras de forma humana e respeitosa, sem discriminar ninguém, como o povo bem merece. O Povo de Jenipapo dos Vieiras, hoje realmente está feliz e na certeza de que seu voto sufragado em meu nome para Prefeito, nas eleições municipais de 2004, foi acertado e está sendo honrado.
Os autores da referida carta são pessoas sem nenhum crédito na comunidade, por isso se utilizam da boa fé deste diário, para de alguma forma espalharem mentiras e enganar quem estando distante e não conhece a realidade de Jenipapo dos Vieiras, porque por aqui eles não enganam mais ninguém. A vida pregressa dos signatários da carta aberta, não resiste a mínima consulta aos registros da polícia, do CERASA ou de qualquer organismo que controla a vida de trambiqueiros, caloteiros e malfeitores, enquanto que a minha e de minha família não existe qualquer mácula ou deslize de qualquer ordem.
O vereador Marcos, eleito a duras penas e sabe-se como, tentou dar um golpe durante a última eleição da mesa da Câmara, como não deu certo, bandeou-se para o lado da oposição e com os outros signatários tenta formar um bando oposicionista. O fazendeiro Benjamin provavelmente assim se considera por possuir alguns apêndices do boi, ou sua fazenda é nas ruas de Jenipapo os Vieiras, visto que o mesmo vive sentado pelas calçadas e de porta em porta. A temporária sindicalista Cleude, que é pseudoprofessora procura se esconder sob o manto sindical, para fugir as suas responsabilidades, pois odeia alunos e sala de aula. O João Chaves foi dispensado da Câmara de Vereadores com a posse da nova diretoria e não compreendeu que cargo de confiança é de livre nomeação e exoneração do gestor e não lembra também dos tempos de seu desempenho na Câmara, quando cometeu atos que desabonam sua conduta moral e infringiu gravemente as normas e condutas do serviço público e ainda se encontra passível de pena pelos seus atos irresponsáveis. De resto, desempregado em Jenipapo dos Vieiras o é ou por opção ou porque não quer trabalhar, visto que em nosso Município a maioria da população é composta de agropecuaristas e agricultores, os quais possuem milhares de hectares de pastos a serem roçados e centenas de quilômetros de cercas a serem conservadas.
Finalmente sentimo-nos perplexos que este prestigioso Jornal Turma da Barra não submeta ao menor critério ou análise prévia suas publicações, no afã da notícia, dando oportunidades que adversários, contrários ou politiqueiros desocupados venham denegrir e enodoar a imagem de pessoas honestas trabalhadoras que desempenham cargos públicos da mais elevada significação e responsabilidade, como é o meu caso como Prefeito de uma das mais importantes cidades da Estado do Maranhão, que é Jenipapo dos Vieiras, terra de mulheres e homens trabalhadores conscientes de suas responsabilidades.
Cordialmente,
Giancarlos Oliveira Albuquerque
Prefeito Municipal de Jenipapo dos Vieiras"Saiba mais:
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Assalto acaba em mortes
jornal Turma da Barra
O TB transcreve matérias de três jornais
sobre o assalto e morte de índios
O Progresso
Índio é morto e outro fica ferido em assalto a ônibus na BR-226Um assalto a um ônibus da empresa São Geraldo ocorrido por volta das 3h40 da madrugada de ontem deixou o saldo de um índio morto e duas pessoas feridas - outro índio e um passageiro.
O ônibus, que estava com 29 passageiros e fazia a linha Teresina-Marabá, teve que parar, porque o motorista, cujo nome não foi informado, observou que o leito da rodovia estava coberto com paus e pedras.
Quando o motorista parou, o ônibus foi invadido por vários índios encapuzados, armados de espingardas tipo por fora, revólveres e facas.
Segundo informações do delegado Jalyson Alan Freire, os índios, da etnia Guajajara, entraram no ônibus depois de obrigar o motorista a abrir a porta, apontando-lhe armas.
Os índios roubaram todos os 29 passageiros, levando dinheiro, celulares, roupas, sapatos, anéis, cordões e outros objetos.
Depois de roubarem os passageiros, os índios perguntaram quem era o policial que, de acordo com a lista de passageiros, estava viajando no ônibus. O policial, cujo nome está sendo mantido em sigilo, vendo que poderia ser morto, sacou de sua arma e abriu fogo contra os assaltantes. O índio Ornilo Serafim Guajajaras morreu no confronto, enquanto um outro, não identificado, ficou ferido, como também o passageiro Anacleto Alves dos Santos, que foi alvejado na perna, com o chumbo das espingardas dos índios.
O índio Ornilo Guajajaras ficou estendido no ônibus e os outros fugiram levando o índio baleado, para a aldeia Nova Barreirinhas, localizada no município de Jenipapo dos Vieiras.
Desde que vários índios foram presos acusados de assaltar o ônibus da Banda Cia. do Calypso, fato ocorrido em julho do ano passado, os mesmos tinham dado uma trégua na onda de assaltos praticados na Rodovia BR-226, notadamente entre os municípios de Grajaú e Barra do Corda, onde existem várias aldeias. Alguns já estão em liberdade, mas outros ainda se encontram presos em delegacias de São Luís.
O delegado Jalyson Alan Freire, da delegacia de Grajaú, disse que está investigando o caso e que todos os passageiros foram até a delegacia daquela cidade e registraram ocorrência, inclusive o policial militar, que estava à paisana.
Folha de São Paulo
Dois índios são mortos ao tentarem assaltar ônibus no MA
SÍLVIA FREIRE (da Agência Folha)
Dois irmãos índios foram mortos na madrugada desta sexta-feira ao assaltarem um ônibus de passageiros na BR-226, entre os municípios de Grajaú e Barra do Corda, no Maranhão. A estrada passa dentro da reserva indígena Cana Brava/Guajajara.
Segundo a Polícia Militar em Grajaú, um policial militar armado que viajava no ônibus reagiu ao assalto e baleou os índios. O restante da quadrilha conseguiu escapar, levando um índio ferido, que morreu no hospital. O outro índio baleado morreu no local e o corpo ficou dentro do ônibus.
Pela tarde, cinco índios guajajara suspeitos de terem realizado o assalto foram apresentados na delegacia de Barra do Corda por um grupo de lideranças indígenas da região.
O delegado de Barra do Corda, Afonso Carvalho, disse que os suspeitos confirmaram a participação no assalto. Dois dos índios apresentados têm menos de 18 anos. Os demais foram presos em flagrante e serão indiciados por roubo, segundo Carvalho.
Após a apresentação dos suspeitos, a Polícia Civil fez uma operação na área da reserva e localizou espingardas e revólveres que, segundo o delegado, foram usados no assalto. A reportagem não conseguiu falar com representantes dos índios suspeitos.
Segundo informação da Polícia Militar, logo depois do assalto o ônibus seguiu para a delegacia de Grajaú, onde foi aberto inquérito policial.
Os passageiros prestaram depoimento à Polícia Civil, entre eles o autor dos tiros, e foram liberados para seguir viagem. O ônibus na saiu de Teresina (PI) na noite de quinta-feira com destino a Marabá (PA).
Segundo o delegado de Barra do Corda, os assaltos a ônibus são freqüentes no trecho entre os dois municípios, próximo à reserva indígena. Em média, são registrados três assaltos a ônibus por mês na região.
Estado Maranhão
Policial mata índio durante assaltoSÃO LUÍS - Os índios Guajajaras assaltaram ônibus da empresa Guanabara, linha Teresina(PI)/Marabá(PA). O crime ocorreu na madrugada desta sexta-feira, mais precisamente por volta das 3h40, próximo ao município de Grajaú.
A polícia informa que os bandidos fecharam a estrada com paus e pedras para cometer o assalto. Encapuzados e armados de facas, espingarda e revólveres, eles invadiram o ônibus e levaram objetos pessoais e dinheiro dos 29 passageiros. O paraense Anacleto Alves dos Santos foi baleado com chumbo de espingarda. Ele sofreu ferimentos leves e não corre risco de morte.
Segundo a polícia, os índios entraram no ônibus perguntando sobre um policial que estava na lista de passageiros.
O policial percebeu que seria assassinado reagiu trocando tiros com os assaltantes. No confronto, um deles acabou sendo alvejado e morreu no local. Trata-se de Ornilo Serafim Guajajara, da aldeia Nova Barreirinha, no município de Jenipapo dos Vieiras.
Um outro índio foi baleado, mas conseguiu escapar sendo arrastado pelos demais integrantes da quadrilha.
O corpo do assaltante foi removido para um hospital em Grajaú, onde foi feita a perícia.
A polícia continua na perseguição do restante do bando."
(TB/13/sáb/2007)
Artigo
Carta a Papai Noel
jornal Turma da Barra
por Murilo Milhomem
Caro Papai Noel
Há quanto tempo à gente não se encontra. A última vez, só Deus sabe quando, ainda era criança no interior do Maranhão. Todos os anos, naquela época, costumava enviar carta ao Senhor, pedindo um presente de Natal. Acho que não se lembra, pois já faz tanto tempo!
Nunca mais escrevi, o Senhor me entende. É que virei gente grande e não pega bem ficar enviando carta para papai Noel. Um dia desses, encontrei com o Senhor no shopping. Pensei em bater um papo mas desisti. Achei melhor escrever uma cartinha.
Sabe papai Noel, ando muito chateado com tudo o que vem acontecendo no mundo. Com tanta barbaridade praticada pelo bicho homem, confesso que tenho até medo de falar. A ganância pelo poder é a causa de todos os males.
Aqui no Brasil, onde moro, nem se fala: é grande a bandalheira. Não gosto nem de lembrar, papai Noel! É mensalão, é sanguessuga, é cuecão, é... Não, não adianta nem continuar o assunto, que o Senhor nunca vai entender. É coisa de brasileiro!
Não quero encher teu saco, papai Noel! Sei que o Senhor já nada de saco cheio. Para a alegria da criançada. Quer dizer... Para a alegria de algumas crianças. O Senhor continua saltando casa, na hora de entregar os presentes.
Está pensando que não reparava! Naquele tempo o Senhor não entregava presente na casa do meu amigo Zezinho da Mariolinda. Talvez seja a pressa, não é papai Noel! Não é nada mole, nessa idade, entregar presente para tanto menino.
Papai Noel! Até agora não te contei o motivo da minha carta. É para pedir um presente. Não sei se pode me atender? Fica calmo, não é para pedir brinquedo! Eu só queria ser criança outra vez.
Boas festas e Feliz Ano-Novo!
*Murilo Milhomem é jornalista, mora em Brasília
Artigo
Se liga Brasil!
jornal Turma da Barra
por Murilo Milhomem
Vem aí mais um feriado. Feriado é sinônimo de descanso para uns; de muita farra, para outros; e de viagem, para os mais abonados. Mas, afinal de contas, o que se comemora no dia 15 de novembro? Quem sabe da resposta, deve pensar que estou com gozação. Pois não estou, meu caro leitor! As datas no Brasil se transformaram em feriados, somente.
Quando criança, antes de aprender a lição, a turma ia para o pátio da escola para homenagear a pátria: o hino nacional, o hino da bandeira, o hino nacional. Havia também os hinos de Barra do Corda e do Pio XI. Sempre que necessário, a bandeira era hasteada.
Antes de cada feriado, havia informes sobre a data a ser comemorada. No dia 15 de novembro, por exemplo, quando se comemora a proclamação da República, a professora destacava o fato para a criançada. Hoje, são poucas as iniciativas desse gênero. Pouco se utiliza o espaço escolar para momentos cívicos.
Sei que os tempos são outros. Para trabalhar temas cívicos nas escolas não são necessárias as ultrapassadas filas. Existem formas mais eficazes de falar da nossa República, que ultimamente anda tão desmoralizada.
Infelizmente, o civismo do nosso povo só aflora a cada quatro anos, quando acontecem os jogos da copa do mundo. Aí, todo mundo se lembra que é brasileiro! brigam pela seleção, mesmo quando ela joga mal, como aconteceu em 2006. É uma loucura só!
Nesta época, predominam as cores verde e amarela, e pipocam matérias na imprensa do povo nas ruas comemorando. O hino nacional, que poucos sabem a letra, é substituído pela música da Globo. Esta, sim, todos trazem na ponta da língua.
E a República continua a mesma, desde os tempos do velho Deodoro da Fonseca. Que tal fazer um teste sobre o assunto: quem proclamou a república no Brasil? E o que é mesmo república? E vai por aí a fora.
Já de seleção todo mundo entende: e o técnico, como era mesmo o nome dele na última copa? E o Ronaldinho, o que aconteceu? Aaahhh! a culpa foi da Cicarelli, que tirou a concentração do rapaz.
*Murilo Milhomem é jornalista, mora em Brasília