⚡ Você está visualizando a versão moderna e responsiva desta matéria. Ver versão original

Matéria 1

 

Rigo e Madeira
Adiamento de audiências gera protestos de advogados
jornal Turma da Barra
 

O TB transcreve matéria do blog de Décio Sá,
publicada terça, 20 de maio

 

            "Os advogados da coligação “Maranhão - A Força do Povo” estão dispostos a ajuizar representação na Corregedoria do TRE contra juízes de Imperatriz e Grajaú por conta de atrasos na realização das audiências de oitivas de testemunhas nessas comarcas no processo que pede a cassação dos deputados Rigo Teles e Sebastião Madeira (ambos do PSDB).
            Os parlamentares são acusados de serem beneficiários diretos de recursos na ordem de mais de R$ 500 mil, desviados da Associação dos Moradores do Povoado Tanque em Grajáu.
            Em março o presidente da associação, Bento Barbosa Martins, prestou depoimento no TRE, no processo de cassação do governador Jackson Lago (PDT), e confirmou o desvio dos recursos comandado pelo ex-prefeito Milton Gomes (Grajaú) e sua filha Margareth.
            Além de Jackson, o dinheiro teria beneficiado as campanhas de Madeira e Rigo Teles, contra quem também corre processo de cassação na Justiça Eleitoral. Na semana passada, uma audiência foi adiada em Imperatriz por conta de problemas de intimação.
            Estava prevista para a amanhã outra audiência em Grajaú, mas os advogados foram informados nesta terça-feira extra-oficialmente que ele não vai ocorrer. A Justiça Eleitoral encontrou muita dificuldade para notificar os parlamentares, que nunca eram encontrados em seus endereços.
           
“Isso provoca vários problemas para os advogados. A gente se desloca de São Luís, arregimenta as testemunhas e tem muito gasto. Quem vai pagar esse prejuízo? O jeito vai ser recorrer ao TRE para que essa procrastinaçãoa acabe”, afirma o advogado Calado Júnior."

(TB/21/mai/08)

 

 

CNEC fecha as portas na Barra
jornal Turma da Barra
 


por Heider Moraes


           
Depois de 34 anos, o colégio CNEC (Centro Nacional Cenecista de Barra do Corda) fecha as portas na Barra. O diretor Nicodemos Melo, que passou 20 anos à frente do colégio, disse ao TB que o motivo é o déficit operacional, uma dívida em torno de 10 mil reais, com mais de 100 alunos inadimplentes.
            Para que não fosse fechado, o CNEC recorreu aos políticos, contatou os deputados cordinos Tatá Milhomem e Rigo Teles, mas não houve acerto. Assim, o CNEC deixa de funcionar na Barra e todo patrimônio segue para Pedreiras.
            Um laboratório para aulas de enfermagem, onde nos três últimos anos foram investidos entre 25 a 30 mil reais foi para o CNEC pedreirense. Também a biblioteca, que tinha um acervo de mais de 2 mil livros, uma das melhores da Barra, que o Turma da Barra colaborou com várias obras, também deu adeus a Barra.
            O diretor Nicodemos Melo disse que tudo foi feito para que o CNEC ficasse na Tresidela, funcionando normalmente, mas não foi possível. Acrescentou que o presidente do Conselho Cenecista, Jaldo Santos, fez de tudo, apelos e mais apelos aos políticos para que o colégio não fosse embora da Barra. Mas não teve jeito.
            Na verdade, o último dia de atividade do CNEC, com aulas normais, foi na sexta-feira, 30 de novembro de 2007. De lá pra cá, apenas a parte burocrática estava em funcionamento, com atendimento aos alunos, documentos como transferências e diplomas.
            Mas o colégio educou várias gerações de barra-cordenses. Por anos, disputou a primazia de melhor colégio da cidade com o Diocesano. Nos esportes, arrebatou troféus vários, são mais de 67, obtidos em jogos escolares maranhenses como barra-cordenses. "Uma certa vez, parece que foi em 2004, a Barra conseguiu no JEMES, em São Luís, 15 troféus e os alunos do CNEC foram campeões em nove", afirma o diretor Nicodemos.
            O CNEC está na Barra há 34 anos. Foi inaugurado em 1974. Na época, o prefeito era Fernando Falcão, já falecido mas um dos melhores prefeitos barra-cordenses, que cedeu o prédio municipal para que o colégio cenecista funcionasse. Agora, com a transferência do patrimônio para Pedreiras, o diretor Nicodemos não sabe bem o que acontecerá com o prédio. Se fica com os cenecistas da regional de Fortaleza (CE) ou com a prefeitura municipal.
            Pela direção do colégio passaram: Maria de Jesus Nogueira, Alcione Guimarães, Antônio Machado, Wilson Hossoe, Célio Pacheco e, por último, Nicodemos Melo.
            "A sensação que tenho neste momento é uma sensação estranha, é de derrota mesmo", afirmou Nicodemos Melo, que trabalhou 20 anos como diretor de um dos melhores colégios que Barra do Corda já teve.

 

 

Univima anuncia selecionados para pós-graduação
jornal Turma da Barra
 



            A Universidade Virtual do Maranhão anuncia a lista dos 150 candidatos aprovados para o curso de pós-graduação em Tecnologias da Informação para Educadores no Maranhão. O curso é na modalidade de educação à distância, uma parceria entre a Univima e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Na Barra, dez candidatos foram aprovados. Veja a lista:

BARRA DO CORDA

932 ADOLFO CÉLIO DA COSTA SILVA 

503 ANA CÉLIA RABELO DE SOUSA 

104 ANTONIO DE JESUS SOUSA FERREIRA 

48 DELBORA CELINA ALVES DINIZ 

152 DOMINGAS RODRIGUES DA SILVA 

156 IARA MILHOMEM MARTINS 

796 IOLANDA ARAUJO DE SOUSA 

966 JAYSE MILHOMEM MARTINS 

719 LIBANIA CARVALHO DE SOUSA 

133 MARIA DE LOURDES MENDES DE OLIVEIRA DA SILVA  

 

 

Futsal
CRF e MPB classificam-se para final
jornal Turma da Barra
 


por Allander Passinho



            Na noite de quinta-feira, 13, no Ginásio Senador Edison Lobão, na Tresidela, foram definidos os finalistas do Campeonato Cordino de Futsal 2007. CRF e MPB.

            No primeiro jogo da noite a equipe do CRF encontrou dificuldades contra o time do BLITZ. A partida foi marcada pela péssima atuação dos árbitros da partida, que no calor do jogo e da torcida pressionando, "pipocaram", invertendo jogadas e fazendo vista grossa em lances violentos. Mas nada que tirasse o brilho do espetáculo.

            O CRF, apoiado pela grande parte da torcida presente ao ginásio, partiu pra cima do BLITZ com tudo, e abriu o marcador com Paulo César girando em cima do marcador e chutando forte sem chances para o goleiro Cristiano. O gol acordou a equipe do BLITZ, que começou a pressionar e preencher todos os espaços da quadra. Comandados por Bibite e Leudim, chegaram ao gol numa bela triangulação de passes em que o camisa 8, Magno, chutou firme no ângulo esquerdo do goleiro Rafael. Termina o primeiro tempo com o placar igual, 1 a 1.

            Começa o segundo tempo e a estrela do craque Ulisses, o camisa 10 do CRF, começou a brilhar. Com dribles desconcertantes e passes precisos, o "MELHOR DA BARRA" (título que a torcida presente no ginásio deu ao craque) em uma arrancada pela direita deixou dois marcadores pra trás e bateu firme sem qualquer possibilidade de defesa para o goleiro. A torcida enlouquecida invadiu a quadra para comemorar com os jogadores.

            Daí por diante o CRF administrou o resultado, mas no finalzinho da partida os juízes da partida (personagens que queriam aparecer mais que os jogadores) marcaram um tiro livre para a equipe do BLITZ. Era a chance do empate. O batedor oficial do time, Bibite, literalmente "amarelou". Não teve peito para bater e passou a responsabilidade para Leudim, que bateu com muita força no canto esquerdo, mas no gol estava a muralha Rafael, que "encaixou" a bola e não deu rebote. garantindo o CRF em mais uma final. Agora o CRF segue forte para a conquista do bicampeonato.

            Na segunda partida o MPB venceu o Milan por 4 a 2, sem sustos e sem dificuldades. O MPB que conta com dois jogadores de Presidente Dutra para a disputa do campeonato cordino de futsal.

           
A grande final será na quarta - feira, 19, às 20h no ginásio Senador Edison Lobão.

(TB/14/dez/2007)

 

 

Sindicato desmente prefeito
jornal Turma da Barra
 

O TB publica Nota de Esclarecimento
do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra do Corda
repudiando afirmação do prefeito
Manoel Mariano Nenzin
que classificou o diretor do Sindicato, Manoel Capucho, de "mentiroso".
O Sindicato sustenta as afirmações de Manoel Capucho
e reafirma que a prefeitura assinou convênio
com o ministério do Desenvolvimento Agrário, Incra,
com a prefeitura barra-cordense no valor de 1 milhão, 620 mil reais
para beneficiar os projetos agrícolas de Cachimbeiro,
Santa Amélia e Durval.
Leia a nota:



"NOTA DE ESCLARECIMENTO


Ao participar de mais uma sessão “Show” da Câmara Municipal de Barra do Corda ocorrida no dia 26 de novembro de 2007, o Prefeito Manoel Mariano de Souza referiu-se ao Diretor de Política Agrícola e Agrária deste Sindicato, Senhor Manoel Capucho, chamando-o de mentiroso por que este informou aos assentados do PA do Cachimbeiro sobre a existência de um convênio firmado entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário/INCRA e a Prefeitura Municipal de Barra do Corda para execução de obras de infra-estrutura naquela região.

SOBRE O ASSUNTO E A BEM DA VERDADE TEMOS A INFORMAR O QUE SE SEGUE:

Foi firmado um convênio entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA/INCRA e a Prefeitura Municipal de Barra do Corda no valor de R$ 1.620.000,00 (um milhão, seiscentos e vinte mil reais) para execução de obras de melhorias de 70,80 Km de caminho de acesso e perfuração de 01 poço tubular profundo e 40 metros de ponte nos projetos de assentamento do Cachimbeiro, Santa Amélia e Durval Neto, todos no município de Barra do Corda.

Já foram pagas duas parcelas – uma no dia 25.10.2007 no valor de R$ 243.000,00 e outra no dia 21/11/2007 no valor de R$ 405.000,00, totalizando 648.000,00 (seiscentos e quarenta e oito mil reais), conforme Ordens Bancárias nºs 902955 e 903337, respectivamente, emitidas pelo INCRA em favor da Prefeitura Municipal de Barra do Corda.

Este sindicato, bem como seus diretores, não participa de atos mentirosos. Temos, no entanto, a obrigação de defender os direitos dos nossos associados que são massacrados diariamente pelos poderosos de plantão, especialmente aqueles que se apossam da prefeitura e utilizam as verbas públicas em proveito próprio.

Repudiamos com veemência a fala jocosa do Prefeito em relação ao membro da desta entidade que apenas cumpriu o seu dever de informar aos nossos filiados uma ação do NOSSO GOVERNO que beneficiará centenas de famílias de trabalhadores rurais.

Sugerimos ao Prefeito Manoel Mariano que ao invés de ficar tentando “tapar’ o sol com peneira trate de aplicar com zelo os recursos objeto do convênio – afinal R$ 1.620.000,00 é uma quantia significativa. 

ÉTICA faz bem, por isso sugerimos que o ilustre Prefeito informe à população barra-cordense quem mandou e está mandando os recursos para fazer as obras, pois, tirando as benfeitorias executadas com dinheiro federal, ou seja, do Governo LULA, nada ou quase nada foi feito em Barra do Corda durante os três anos da sua administração.

Vamos trabalhar Senhor Prefeito. Vamos cumprir as promessas feitas em 2004

Diretoria do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Barra do Corda"

(TB/27/nov/2007)

 

 

Vereador Aldo denuncia situação da lagoa do Cruzeiro
jornal Turma da Barra
 



            O vereador Aldo Andrade (PRP), denunciou a situação da lagoa do povoado Cruzeiro na sessão da Câmara Municipal desta segunda 1°. O vereador, que é da base de sustentação do prefeito, acrescentou que a estrada vicinal que liga a Barra ao povoado são 60 quilômetros de "péssima qualidade".
            Segundo Aldo, que visitou o povoado neste final de semana, relatou que passou mais de 3h trafegando por aquela estrada de "péssima qualidade". Também garantiu que se o prefeito não tomar providências até o dia 10 de outubro, ele pessoalmente vai tomar providências.
            O vereador Adão Nunes (PDT) fez um relatório de notas, reafirmou que o Naru continua sem água, repercutiu matéria do jornal Acorda sobre a denúncia acolhida pelo Tribunal Federal de Recursos quanto ao prefeito Nenzin e exaltou o título do rio Corda por ter conquistado e está na relação de uma das sétima maravilha do Maranhão. Também parabenizou o jornal Turma da Barra pelos dez anos na internet. Acrescentou que o TB faz um trabalho de formiguinha, ao registrar que o jornal já colaborou com mais de sete mil livros com as bibliotecas barra-cordenses.
            Para o vereador Nunes, agora é hora também de se preservar o rio Corda. Relembrou o trabalho do Enio Pacheco e classificou Pacheco de "grande ecologista" e "herói na questão do meio ambiente", frisou.
            O vereador Carlito Santos (PV), que era o presidente interino da sessão, se solidarizou com a situação do açude do povoado Cruzeiro. Disse que Enio Pacheco "trabalhou muito, merece nossos elogios". Mas a atual equipe sob o comando de João Pedro Filho é "incansável". Acrescentou que o TB tem feito um grande trabalho jornalístico, mas pediu que o jornal observasse as obras que o prefeito Nenzin tem feito na cidade.
            A vereadora Fátima Arruda (PV) fez um relato da semana do Idoso, considerando que se alcançou uma nota acima de 50%, que ela defende que essa semana seja mantida para os próximos anos.
            Anunciou a vereadora, que também faz parte da base de sustentação do governo Nenzin, que a rua do Corte, na Altamira, está sendo asfaltada e um mercado público, também na Altamira, está sendo construído. Também muitas ruas estão sendo reformadas pela prefeitura.
            Também em resposta aos comentários do vereador Adão Nunes sobre as contas do prefeito Nenzin recebidas para julgamento pelo TRF, a vereadora Arruda garantiu em tom contundente e forte que "tem deslizes, mas quem não têm?". Sustentou ainda que faltam muitas coisas para ser feitas na cidade. Mas é porque o os outros (prefeitos) não fizeram o que devia ser feito.
            Também chamou a atenção é que os vereadores que defendem o governo municipal não cumprimentaram a eleição do rio Corda como uma das sétimas maravilhas do Maranhão. O registro somente fora feito por Adão Nunes (PDT), o único dos dez vereadores na oposição.
            Na platéia, o cidadão Dilo Moreira, que na semana passada afrontou o vereador Adão Nunes, desta feita ficou calado. Mas no fundo do plenário, há muitas conversas paralelas que perturbam a atenção de quem quer assistir a sessão e há crianças botando celular para tocar rock e o presidente da sessão não toma providências.

(TB/02.out.2007)

 

 

UNE realiza 50° congresso em Brasília

 

*Alex Macedo


            Entre os dias 4 a 8 de julho, a UnB foi palco do principal fórum de debates e deliberações do movimento estudantil brasileiro – o Conune: Congresso Nacional da UNE. Na sua 50º edição, esse congresso iniciou as comemorações do 70° aniversário da União Nacional dos Estudantes.
            Com o tema “Verás que um filho teu não foge à luta”, o maior fórum deliberativo dos estudantes brasileiros levantou a bandeira contra a política econômica neoliberal do governo Lula; homenageou ex-militantes estudantis mortos pela ditadura militar; foi também o local da sessão da comissão de anistia do ministério da Justiça, pela primeira, desde sua criação, realizado fora dos prédios do MJ; além de discutir sobre temas como reforma universitária, reforma política, conjuntura nacional e internacional e sobre os rumos do movimento estudantil.


Homenageado do CONUNE

           
O maior homenageado do congresso foi Honestino Guimarães, presidente da UNE de 1969 a 1973, no momento mais difícil de sua história, em plena ditadura.
            As homenagens tiveram início na quarta 4, com uma sessão solene no Senado Federal presidida pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS), na qual estiveram presentes ex-líderes estudantis, alunos de todos os estados e outras ilustres presenças, entre as quais dona Maria Rosa, mãe de Honestino.
            Uma outra homenagem foi o lançamento de um documentário “Arquivo Honestino Guimarães” sobre a história do ex-líder estudantil.
            Goiano de Itaberaí, Honestino foi mais um militante estudantil que incomodou a ditadura e desapareceu por conta dela.
            Em 1960 mudou-se para Brasília, se tornando um dos líderes políticos mais importantes da capital federal. Foi presidente da Federação dos Estudantes da Universidade de Brasília (FEUB).
            Sua primeira prisão foi na histórica invasão à UnB pelos militares, em 1968. Obrigado a deixar a cidade foi para o Rio de Janeiro, onde passou a viver na ilegalidade.
            Preso novamente em 1973, nunca mais foi visto. Tendo sua morte oficialmente reconhecida somente no dia 12 de março de 1996, sendo no ano seguinte laureado pela UnB com o mérito universitário.

Anistiados Políticos

           
No 50º CONUNE também houve uma sessão especial da comissão de Anistia do ministério da Justiça. Presidida por Paulo Abrão Pires Júnior, foi à primeira vez que a comissão realizou uma sessão fora das dependências do ministério da Justiça.
            Nessa sessão histórica foram julgados os requerimentos de anistia dos ex-presidentes da UNE, Aldo Arantes e Jean Marc Von Der Weid, ambos enfrentaram o regime militar e lutaram pela restauração da democracia no país.
            Os ex-lideres estudantis, por unanimidade, foram considerados anistiados políticos e receberão os benefícios que teriam direito hoje, caso não tivessem sido afastados de seus cargos.
            Aldo Arantes exerceu o cargo de técnico agrícola do Instituto Nacional de Reforma Agrária (INCRA), sendo nesse cargo aposentado depois de uma readmissão em 1987. Com a decisão da comissão ele receberá uma aposentadoria de R$ 10.474,50, salário equivalente a de um procurador autárquico do INCRA, cargo no qual avaliou que estaria se não tivesse sido afastado.
            Jean Marc foi expulso do Serviço de Processamento de Dados do governo federal (Serpro), em 1982, durante o estado probatório por motivações políticas. A comissão julgou que ele terá direito a uma indenização de R$ 6.221,71, referente ao cargo de analista de funções de suporte, equivalente ao posto de analista de informação sócio-econômica que ele desempenhava na época.

Caminhada contra a política econômica do governo Lula

            Na sexta 6, ocorreu um dos principais atos do congresso. Uma caminhada na qual se reuniram as diversas e distintas tendências do movimento estudantil por uma causa: uma mudança imediata da política econômica do governo Lula.
            Cerca de 8 mil estudantes do Brasil inteiro se concentraram em frente ao Museu Nacional Honestino Guimarães, ao lado da Catedral de Brasília, e se dirigiram em caminha para frente do Banco Central, com gritos de guerra, exigindo a saída imediata de Henrique Meirelles do comando da instituição e um comprometimento do governo “com o desenvolvimento nacional, distribuição de renda e justiça social”.

Caminhos a serem trilhados pela UNE

           
Nas plenárias finais, ocorridas no ginásio Nilson Nelson, houve a votação das propostas consensuais e divergentes, as quais definiram os rumos pelos quais a entidade trilhará no biênio 2007/2009. As temáticas giraram em torno da educação, movimento estudantil, meio ambiente, políticas públicas para a juventude, GLBTT, saúde, reforma política, inclusão digital, direitos humanos e comunicação, além de discutir a conjuntura nacional e internacional.

Eleição da Diretoria

           
Domingo 8, também no ginásio Nilson Nelson, ocorreu a eleição da diretoria da UNE. As eleições ocorreram de forma congressual e a composição da diretoria é feita proporcionalmente na medida exata dos votos que cada chapa obteve.
            Inscreveram-se 11 chapas, das quais 9 concorreram, já que 2 chapas foram retiradas antes da votação. Somente a chapa “1° de fevereiro” apresentou candidata à presidência.
            Lúcia Stumpf, gaúcha, estudante das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), foi eleita presidente da UNE, com 72% dos votos.
            Após 15 anos, a entidade terá uma mulher na presidência. Lúcia será a quarta mulher a presidir a maior instituição dos estudantes brasileiros.
            A diretoria da UNE será composta pelas seguintes chapas concorrentes:
            Chapa 11 (1° de fevereiro) – Bloco na Rua, Mudança, Mutirão, PSB, PDT;
            Chapa 10 – Reconquistar a UNE, A UNE é pra lutar (Juventude Revolução), Movimente-se, Mãos a Obra;
            Chapa 9 – Rebele-se (Correnteza)
            Chapa 8
            A Chapa 11 contabilizou o apoio de 1802 estudantes; a chapa 10 totalizou 279 votos; chapa 7, 232 votos; a chapa 9, 92 votos; e a chapa 8, 73 votos.
           
Pelas contas de Antônio David, agora ex-diretor de políticas educacionais da UNE, a composição da diretoria será feita da seguinte maneira: Chapa 11 ficará com 62 pastas (14 na executiva), chapa 10 com 9 pastas (2 na executiva), a chapa 7 com 8 pastas (1 na executiva), a chapa 9 com 3 pastas e a chapa 8 com 2 pastas.

*Alex Macedo é repórter especial do TB, estudante de História da Universidade Estadual de Goiás

 

 

Manifesto
Programação do festejo junino


O TB publica toda programação do festejo junino barra-cordense,
que vai da sexta 15 até 1º de julho.
O local é nas proximidades do colégio Cnec.
O festejo está sob a coordenação
da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer

 

 

PROGRAMAÇÃO
FESTEJO JUNINO – 2007 ARRAIÁ DA BARRA

Quadrilhas Adultas:

Os Papeleiros do Arraiá

Flor da Roça

Futuca

Cafundó do Brejo

Esfarrapados da Roça

Ciganos do Arraia

Xingu da Roça

Pipoqueiros

Mensageiros da Paz

Brasileiros do Arraia

Arraiá do Mangará

Sertão Escondido

Arraiá da Mandioca

Quadrilha Floresta

Anjos da Roça

Quadrilha Capim

Unidos Venceremos

Brejo do Mato

Os Indomados 

Baixão Fundo

Brilho do Sol

 

Quadrilhas Mirins:

Rasga Mie

Gaviões do Sertão

Arraiá do Mangará

Simpatia do Amor

 

Concursos Extras:

Rainha Caipira

Forró

Jegue Caipira

Corrida do Saco

 

Apresentações

Pau de Sebo

Cantores da Terra

Dança do Cacuriá (Cia Brilho da Barra)

 

Violeiros

Sanfoneiros

Dança dos Cafezais

Dança do Lindô

Dança do Fogo

 

Bois:

Boi Brilho da Barra

Boi Estrela Mirim

 

 

 

Manifesto
Barra do Corda clama por socorro


O TB publica manifesto da Associação Comercial de Barra do Corda,
assinado pelo diretor do Projeto Empreender, Joanício Amorim Araújo,
que se transformou em abaixo-assinado, que está circulando pela cidade desde terça 15 de maio,
angariando assinaturas para ser entregue a todas as autoridades
do Maranhão e do Brasil.

 

"BARRA DO CORDA CLAMA POR SOCORRO, E VOCÊ, VAI FICAR DE FORA?

Barra do Corda, 15 de maio de 2007.

Assunto: Interdição do Trânsito BR 226 trecho Barra do Corda – Grajaú.

Conforme a exposição de motivos abaixo relacionados, vimos solicitar o vosso apoio para que sejam tomadas as devidas providências a fim de evitar as constantes interdições do trânsito na BR 226, trecho Barra do Corda – Grajaú, o que fere a Constituição Federal no seu Art. 5º Inciso XV “é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz,  podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens”.

Exposição de Motivos:

A Comunidade Cordina fica com suas necessidades fragilizadas, sem acesso ao direito básico do ser humano que é a alimentação, saúde e outros, pois o tráfego de veículos que transportam os gêneros alimentícios, remédios e utilidades para o lar que atendem as necessidades da comunidade, ficam impedidos de chegar até Barra do Corda e cidades circunvizinhas em virtude da interdição criminosa da BR 226, impedindo o desenvolvimento econômico e social do nosso município e região.

Barra do Corda é uma cidade turística, banhada por rios e brejos, com atividades que ficam paralisadas, pois os turistas e pessoas que visitam nossa cidade constantemente a trabalho, deixam de visitar Barra do Corda sob a alegação de que a cidade oferece risco de vida, devido às interdições da BR 226, trecho Barra do Corda – Grajaú, o que também acarreta o caos para o comércio em geral, os hotéis ficam vazios, os comerciantes ficam desasistidos pelos representantes das diversas empresas que oferecem produtos diversos para atender as necessidades da comunidade cordina, enfraquecendo o comercio como um todo, além de gerar o terror, gera-se também o problema do desemprego e da fome, causando um verdadeiro desequilíbrio social, prejudicando também a saúde da comunidade que fica carente de remédios em suas redes de atendimento particular ao consumidor (drogarias e farmácias) afetando assim todos os setores de assistência ao ser humano. Entendemos que todo ser humano tem seu direito, desde que esse direito não prejudique uma comunidade, como toda a comunidade de Barra do Corda tem sido prejudicada. Como cidadãos cordinos conscientes, apoiamos toda e qualquer atividade na busca do direito, desde que essa atividade seja pacífica, ordeira e respeite os direitos da maioria.

A impunidade é sinônima que garante as constâncias dessas interdições na BR 226, pois vêm causando grandes prejuízos para a comunidade cordina e cidades circunvizinhas como: Grajaú, Presidente Dutra, Fernando Falcão e Jenipapo dos Vieiras, como também, outras mais distantes, prejudicando assim o Estado do Maranhão, tal fato é um fato social negativo para o nosso estado, pois favorece aos altos índices de criminalidade ocorridos em nossa região, como assaltos, estupros, homicídios, tráfico de drogas e vários outros crimes, todos estes, sinônimos de impunidade relacionados com fatos como este, que é o interrompimento do trânsito na BR 226, trecho Barra do Corda – Grajaú.

Solicitação de punição para os culpados

Levando em consideração a exposição de motivos supra citada, principalmente no que diz respeito ao descaso pelas autoridades competentes em relação a tais fatos, em especial a impunidade que fortalece a frequência desses acontecimentos, prejudicando assim a toda a sociedade maranhense, é que todos nós abaixo assinados solicitamos o seu apoio no sentido de que sejam feitos todos os esforços para punir os responsáveis e articuladores deste fato que agride os direitos da sociedade local e circunvizinha, envergonhando a sociedade maranhense independente de que seja liberada ou não a BR 226 no sentido Barra do Corda – Grajaú. É importante ressaltar que os responsáveis e articuladores deste ato vergonhoso e agressivo à comunidade de Barra do Corda não deverão jamais ficar impune, pois acreditamos fielmente em nossos representantes que farão o possível e impossível para apurar e punir os responsáveis, pois esta não é a primeira vez que o povo maranhense em especial a comunidade de Barra do Corda é prejudicada no seu direito de ir e vir e os culpados sempre ficam impunes, mas, desta vez acreditamos que será diferente.

Proposta de soluções

Em virtude dos graves acontecimentos que se perpetuam na BR 226, trecho Barra do Corda – Grajaú e BR MA 006, trecho Grajaú – Arame. Solicitamos o empenho das autoridades locais e Governo do Estado, no sentido de que seja feito o asfaltamento de um novo trecho que certamente não resolveria somente um, mas, dois problemas que são constantes, que é a interdição da BR 226, trecho Barra do Corda – Grajaú e BR 006, trecho Grajaú – Arame. O asfaltamento desse novo trecho, poderá ser iniciado nas proximidades do povoado Mamuí, no município de Barra do Corda, passando pelos povoados: Narú, Farinha, Cinturão, Jacaré, Valério, Lagoa do Côco, interligando todo o município de Jenipapo dos Vieiras com a cidade de Itaipava do Grajaú em direção ao município de Arame e seus povoados, ligando também o município de Itaipava do Grajaú à BR 226, na altura do povoado Alto Brasil. Esse novo trecho de asfalto além de aproximar as cidades acima citadas com seus respectivos povoados, irá favorecer o desenvolvimento social e econômico de toda nossa região e do maranhão como um todo.

Joanício Amorim Araújo
Diretor do Projeto Empreender da Associação Comercial de Barra do Corda
"

 

 

Discurso de José Bernardo


O TB publica discurso proferido por José Bernardo Silva Rodrigues,
quando na sexta 23, recebera o título de Cidadão Cordino


 

*José Bernardo Silva Rodrigues


"
TÍTULO DE CIDADÃO CORDINO
Março, 23/2007

Exmo. Sr.

                                                               Nenhum de nós escolheu o pai, a mãe, os irmãos, o lugar onde nasceu.  Por óbvio, isto não é possível. Contudo, os mistérios da vida nos levam a lugares onde encontramos pais, irmãos. Lugares  como que previamente prometidos. E, talvez por isto, navegando pela vida, ancorei nesta Cidade.
                                                               Não tenho motivos para renegar minha ilha maravilhosa – São Luís do Maranhão. Lá estão os meus pais, irmãos, amigos de infância, minhas saudosas escolas, em especial o Liceu Maranhense de onde saltei para a Faculdade de Direito do Maranhão, onde, com a graça de Deus logrei êxito, concluindo o curso, forjando o pretexto para chegar a Barra do Corda – era Advogado,     quando aqui cheguei.
                                                               O sinal de boas vindas me foi dado pelo meu prezado amigo Raimundo Jose Pereira da Silva, então escrevente juramentado do Cartório do 1° Ofício desta Comarca, servindo, à época, na escrivania do Tribunal do Júri Popular, testemunhando minha estréia  naquele Tribunal Popular, no dia 15.07.1971, com apenas seis meses de conclusão do Curdo de Direito, conseguindo a absolvição de dois acusados pela prática de homicídio qualificado, tudo por obra e graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois não conhecia ninguém, até aquele dia e sem  experiência naquele procedimento.
                                                               Através do Prof. Raimundo José fui conhecendo os saudosos amigos Leandro e Parenzina de Jesus Pereira da Silva, Almir Silva e seus filhos, Professor Galeno e toda a família Brandes, Idaspe Perdigão Freire, Sidnei Milhomem, Olímpio Cruz e, não poderia esquecer da família Pacheco, que saúdo na pessoa do meu prezado companheiro Lourival Pacheco e todos os seus familiares, assim como toda a família Maranhão, de irmãos e amigos, sendo estes, os primeiros de milhares que fui conhecendo e estreitando laços de fraternal amizade, mesmo porque logo integrei o grupo do esporte desta Cidade e aí vieram Hamilton, José Rui, Antônio Trajano, José Edno, Caburité, Deurivan e muitos outros.
                                                               Deus, a quem agradeço todos os momentos de minha vida e que sonda e sabe o que existe em nossos corações, por sua bondade e misericórdia, presenteou-me com a oportunidade de me estabelecer com um Escritório de Advocacia – bem sucedido, por dez anos, permitindo também que ocupasse uma das cadeiras da Escola Nossa Senhora de Fátima, para estudar com os alunos,  Literatura Brasileira e Portuguesa.
                                                               Aproveitando o campo verdejante, colhi a oportunidade para exercer os cargos de Assessor Jurídico da Prefeitura Municipal desta Cidade, bem como da Cooperativa Integral de Reforma Agrária - CIRA, até a aprovação no concurso para a Magistratura Maranhense, no final do ano de 1980,  quando desfrutava da bondade dos companheiros, dos irmãos cordinos e, posteriormente, dos confrades da Academia Barra Cordense de Letras.
                                                               Como se não bastassem tantas dádivas, fui também presenteado na constituição de uma família: a esposa Odaléa, filha do meu saudoso sogro Arzelino Teixeira Mendes e da Sra. Rocilda, da tradicional família Ferreira, bem como de meus filhos Vanessa e Gláuber, também Cordinos. Vanessa é Advogada, devidamente inscrita na OAB/MA e  Gláuber no penúltimo período do Curso de Direito, também futuro Advogado.
                                                               Agora, tenho a alegria e a honra de receber mais este presente: o Título de Cidadão de Barra do Corda, por iniciativa das Excelentíssimas Senhoras Vereadoras Maria das Graças Pereira Araújo e Maria de Fátima Arruda, à época Presidente e 1ª Secretária da Mesa Diretora desta Casa, respectivamente, materializando todo o carinho que tenho recebido desta gente tão generosa, com a anuência de todos que integram esta Câmara Municipal, que também é a Casa do Povo Cordino.
                                                               Pela importância deste evento, vale a pena dizer do seu significado: ser cidadão.
                                                               Segundo Aurélio:  cidadão é o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado, enquanto a cidadania é a qualidade do cidadão.
                                                               Nossa Carta Magna – a Constituição da República Federativa do Brasil, de 05.10.1988, diz em seu artigo primeiro:
     “A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos”:   dentre outros:

II   - cidadania;
III -  dignidade da pessoa humana.

                                                               A cidadania e a dignidade da pessoa humana estão elencadas dentre os fundamentos do Estado Democrático de Direito e este será tanto melhor quanto melhor venha a ser o Cidadão. O Estado Democrático de Direito depende fundamentalmente do Cidadão, de sua qualidade de vida, de sua conduta, do seu progresso pessoal.
                                                               Vale ressaltar que “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos, ou diretamente, nos termos da Constituição”,  conforme determina o parágrafo único do artigo primeiro, assim mencionado, como acontece no caso de plebiscito.
                                                               Então, a Cidadania é da maior valia para o progresso, a ordem e paz social. O seu pleno exercício traduz a dignidade da pessoa humana. Não pode ser digno quem não exerce plenamente a sua cidadania, o que implica na exigência dos direitos e  no cumprimento dos  deveres, frutos da liberdade e da responsabilidade de cada Cidadão.
                                                               Nossos Direitos e Garantias Fundamentais estão registrados no art. 5º, da Constituição Federal, preservando a vida, a liberdade, a igualdade, a segurança e a propriedade, assim como os Direitos Sociais:  “educação, saúde, trabalho, moradia, lazer, segurança, previdência, proteção à maternidade e à infância e assistência aos desamparados” – estes direitos estão  no art. 6º da Lei Maior.
                                                               Por ser tão importante, o Cidadão passa a qualificar-se como tal, a partir de sua inclusão no rol dos eleitores da cidade, ou melhor da Zona Eleitoral,  conquistando o direito de votar a partir dos dezesseis anos de idade, começando a participar dos destinos da  comunidade, escolhendo seus representantes e podendo também ser votado partir dos dezoito,  passando , então o voto a ser obrigatório, em razão da maioridade penal, valendo registrar que a Justiça Eleitoral instalou mais uma Zona, nesta Cidade, oferecendo melhores condições para o início do exercício da Cidadania.
                                                               Cidadão não é apenas aquele que nasceu na cidade, mas aquele que assume responsabilidades para consigo mesmo e para com sua comunidade, preservando-a, fiscalizando os seus administradores, cobrando deles as promessas eleitorais, o exercício correto nos cargos públicos e, especialmente, votando com liberdade e segurança.
                                                               Tendo responsabilidades para consigo mesmo, o Cidadão há de buscar suprimento para suas próprias necessidades na labuta cotidiana, aprimorando-se em suas atividades econômicas , instruindo-se na fé, nas virtudes, nos conhecimentos, mesmo porque, conforme a Parábola da Figueira Seca,  a “árvore que não produz frutos, será cortada e jogada ao fogo”, significando que haveremos de ser úteis, a nós mesmos e ao próximo.
                                                               Entendo que esta parábola exalta a dignidade da pessoa humana, porque somos realmente felizes quando suprimos nossas necessidades pelo nosso próprio esforço, pelo suor de nosso rosto, o que se deduz também da Parábola dos Talentos, que mostra à pessoa humana, a necessidade de seu progresso pessoal.
                                                               É fato que necessitamos do apoio da coletividade quando nossa força individual se exaure, quando as necessidades ultrapassam os nossos limites pessoais. Então o Estado, fulcrado na vontade popular, há de nos socorrer, cuidando da saúde, da educação, do lazer e do que se fizer necessário. Contudo, não podemos esperar tudo apenas do Poder Público.
                                                               Sei que a violência gratuita, banalizada, tem assustado os quatro cantos do mundo. No entanto, sei também que o ser humano, falto de Deus, esquiva-se da fraternidade,  do respeito ao próximo e a si mesmo, preparando terreno fértil a pequenas querelas, que muitas vezes se transformam em verdadeiros pesadelos.
                                                               É preciso reestruturar a família, o respeito entre pais e filhos, criar laços fraternais entre as pessoas, experimentar o quanto é bom viverem unidos os irmãos - mas isto é obra do Cidadão, não é obra de Governo.
                                                               A ignorância, por seu lado, produz a ambição desmedida e tantos outros males que cegam o ser humano, tornando-o incapaz de vencer a inveja e outras perniciosidades, quedando sem forças, envolto nas tramas da vida meramente material.
                                                               É preciso cultivar a fé, as virtudes, crescer em conhecimento, buscar formação integral para equilíbrio entre as forças físicas, mentais, espirituais e emocionais, fortificando-se como Cidadão Cristão, experimentando felicidade verdadeira.
                                                               Ancorar em um porto desta Cidade, foi uma das dádivas de Deus para a minha vida. Aqui a natureza pródiga nos presenteia com os rios Corda e Mearim, que encontrando-se, sugerem encontros, harmonia e arte, propiciando o nascimento de tantos artistas, poetas e músicos.
                                                               Mas, apesar da grande emoção e alegria deste momento, é hora de encerrar com agradecimentos a todo o povo Cordino, matando a saudade dos amigos, bem como de meu irmão José Henrique Silva Rodrigues, aqui estabelecido há muito tempo e, especialmente, do Colégio Nossa Senhora de Fátima, das aulas de Literatura Brasileira e Portuguesa, louvando a Deus sobre todas as coisas, com uma oração em forma de versos, escrita pelo poeta português Antero de Quental, intitulada SALMO.

                               ESPEREMOS EM DEUS! ELE HÁTOMADO
                               EM SUAS MÃOS A MASSA INERTE E FRIA
                               DA MATÉRIA IMPOTENTE E, NUM SÓ DIA,
                               LUZ, MOVIMENTO, AÇÃO, TUDO LHE HÁ DADO.
 

                               ELE, AO MAIS POBRE DE ALMA HÁ TRIBUTADO
                               DESVELO E AMOR: ELE CONDUZ À VIA
                               SEGURA QUEM LHE FOGE E SE EXTRAVIA,
                               QUEM PELA NOITE ANDAVA DESGARRADO,

                               E A MIM, QUE ASPIRO A ELE, A MIM, QUE O AMO,
                               QUE ANSEIO POR MAIS VIDA E MAIOR BRLHO,
                               HÁ DE NEGAR-ME O TERMO DESTE ANSEIO?

                               BUSCOU QUEM O NÃO QUIS: E AMIM, QUE O CHAMO,
                               HÁ DE FUGIR-ME COMO O INGRATO FILHO?
                               Ó DEUS, MEU PAI E ABRIGO! ESPERO!... EU CREIO!"

*José Bernardo é juiz do Tribunal Regional Eleitoral, mora em São Luís
TB/março/2007

 

 


Biopirataria causa prejuízo


TB transcreve matéria da Gazeta Mercantil de terça, 30 de fevereiro


Ex-presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Martins cita o jaborandi como outro alvo clássico de biopirataria.



"Biopirataria causa prejuízo na Amazônia

A biopirataria na Amazônia é a base de um mercado que movimenta US$ 100 milhões por ano nas indústrias química, farmacêutica e cosmética. E o Brasil não vê um único centavo proveniente desses recursos

Karla Correia, Fernando Exman e Clara Ponte escrevem para a "Gazeta Mercantil":

Absoluto descontrole oficial sobre a atuação das organizações não-governamentais (ONG), ausência do governo nas comunidades mais carentes da região Norte, legislação pouco adequada, mais conivência do governo e da comunidade acadêmica brasileira com interesses externos têm feito da Amazônia o celeiro de uma riqueza monumental, que beneficia uma massa de estrangeiros que circula com desenvoltura na floresta.

A biopirataria na região é a base de um mercado que movimenta US$ 100 milhões por ano nas indústrias química, farmacêutica e cosmética, segundo estimativa do Ministério do Meio Ambiente. E o Brasil não vê nem um centavo desses recursos.

"Existem espaços na Amazônia em que brasileiro não entra, tem o acesso impedido", diz o secretário de Biodiversidade e Florestas do ministério, Rogério Magalhães.

Ele cita como exemplo o instituto norte-americano de pesquisa Smithsonian, conveniado ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Segundo ele, em 2001 o Smithsonian fechou um espaço no terreno do Inpa, impedindo a entrada de qualquer brasileiro.

"Ninguém sabia o que era pesquisado lá. Era como se fosse um território norte-americano fincado em plena Amazônia. Em um espaço desses, qualquer espécie pode ser analisada sem autorização do governo, sem qualquer tipo de controle", lembra Magalhães.

Um dos casos mais famosos de pirataria com espécies nativas brasileiras foi o registro da marca cupuaçu pela empresa japonesa Asahi Foods, em 2002.

O processo brasileiro contra a empresa, que perdeu o direito à patente em 2004, se transformou em bandeira nacional contra a biopirataria mas não conseguiu evitar que outros produtos fossem registrados por empresas estrangeiras.

O cupulate, chocolate feito da semente do cupuaçu, e o açaí são hoje alvos de acirrada disputa judicial entre Brasil e Japão.

O consultor ambiental Eduardo Martins explica que a dificuldade de comprovação, por falta de fiscalização e de legislação apropriada, e a falta de investimento em pesquisa e registros de produtos nativos favorecem o crime de biopirataria.

Ex-presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Martins cita o jaborandi como outro alvo clássico de biopirataria.

A planta é utilizada há séculos por indígenas no preparo de chás diuréticos e expectorantes. Hoje, o laboratório Merck detém a patente sobre o isolamento de cristais de pilocarpina a partir da planta.

Desde o início da década de 90, a multinacional farmacêutica é dona de um terreno de 2.250 hectares no município de Barra do Corda, no Maranhão, voltado para o cultivo de jaborandi, planta cujo princípio ativo, a pilocarpina, é utilizada em tratamentos de calvície e no controle do glaucoma - doença ocular que pode provocar cegueira.

Existem outros 20 registros de patente em todo o mundo citando princípios ativos do jaborandi.

"Quando uma empresa farmacêutica consegue acessar o conhecimento tradicional de comunidades no uso de determinadas plantas, ela consegue economizar anos de pesquisa na busca por princípios ativos e sua aplicação. Se o trabalho for feito dentro da lei, os lucros originados das pesquisas são divididos com a comunidade detentora do conhecimento. Como não vemos nenhuma dessas comunidades participando dos enormes lucros da indústria farmacêutica, fica óbvio que os caminhos corretos estão sendo ignorados."

A Merck alega que sua patente sobre o jaborandi não pode ser classificada como fruto de biopirataria, pois o conhecimento na obtenção de seu princípio ativo teria passado a domínio público antes da instituição da legislação brasileira que regulamenta o acesso ao patrimônio genético, que desde 2001 prevê a necessidade de autorizações específicas.

O acesso ao patrimônio genético brasileiro para fins de pesquisa está regulado pela Medida Provisória 2.186-16, editada em 2001, e depende de autorização do Ibama.

Poucos laboratórios, entretanto, seguem esse caminho legal, que especialistas em biotecnologia consideram lento demais.

No ano passado, apenas 39 pedidos de autorização foram encaminhados ao Conselho de Gestão do Patrimônio Genético do Ibama. E somente cinco foram aprovados.

"O número pequeno de autorizações mostra o grau de burocracia desse processo, mais do que a incorreção dos pedidos", critica o coordenador do grupo de estudos em biotecnologia da Associação de Defesa da Propriedade Intelectual (ADPI), Gabriel Di Blasi.

Segundo ele, o processo de autorização para pesquisa dura um ano, em média.

"Diante de uma legislação extremamente burocrática e da falta de fiscalização, poucos laboratórios se dão ao trabalho de pedir licença ao governo brasileiro para as pesquisas. Desde a Eco 92 o governo debate a redação de um projeto de lei para regular as pesquisas envolvendo espécies nativas, mas o anteprojeto continua parado na Casa Civil por um impasse entre os ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura."

(TB/01/fev/2007)