Adeus professor Raimundo José

Faça o que eu digo,
não faça o que eu faço

 

por Heider Moraes


            “Faça o que eu digo, não faça o que faço”, era com essas frases-ensinamentos que o professor Raimundo José costumava pontuar suas aulas de Técnicas Comerciais no colégio Nossa Senhora de Fátima.
            Parece que estou em sala de aula, aluno da 8ª série “A”, quando o professor Raimundo José entra para sua primeira aula com nossa turma. Já era famoso como professor. De ótimo professor, diga-se de passagem.
            Pois bem. O professor entra em nossa sala de aula apenas com o apagador, giz e caderneta de freqüência. Olha-nos de cima abaixo, lado a lado, balança bem devagarzinho a cabeça, verticalmente, como era seu jeito. E com aquele sotaque de são-luisense, que ele nunca perdera, se apresenta: diz do que se trataria e o que veríamos em sua matéria. Mas adverte: “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço”.
            Numa explicação resumida dessas duas frases, diz que não fazer o que ele faz é porque se o copiarmos, todos nós, seus alunos, estaríamos de costas para o professor. Boa explicação e ótimas frases para prestarmos maior atenção em suas aulas dali em diante.
            Fez mais: para tirar o clima formal, usou a caderneta de freqüência, foi chamando os nossos nomes um por um. Às vezes sabia o nome dos nossos pais, mãe e se não sabia queria saber, ter idéia...
            Muitos de nós ele já conhecia dos embates verbais e futebolísticos entre torcedores dos times cordinos Grêmio x Santos, ou das contendas do Flamengo, do Botafogo, Fluminense e Vasco. Ele era um fino e arraigado torcedor flamenguista e em São Luís, do MAC (Maranhão Atlético Clube), apelidado de Bode Gregório, como são chamados os abnegados admiradores do MAC.
            As aulas a partir de então eram assim: recheadas de assuntos da sua matéria, das técnicas comerciais, mas também de tantos outros temas que fluíssem: o futebol era um, o noticiário do dia era outro, que naquele tempo líamos de jornais e revistas semanais como Veja e Placar ou pelos sons das ondas das rádios Globo e Tupi, do Rio, e Nacional, de Brasília. Estávamos ainda anos-luz da televisão.
            Naqueles anos do colégio Diocesano, via o professor em muitos lugares Barra afora. Ora em sala de aula, ora na organização dos nossos times. Ele com o Grêmio, que junto com seu pai, Leandro, fundaram e dirigiam. Do meu lado, o meu time era o Santos, adversário número um do Grêmio, mas com uma convivência exemplar no mundo do futebol. Uma certa feita fui incumbido de tomar emprestado uma bola de treino ao Grêmio, o professor foi batata, emprestou sem meias-conversas.
            Vi também o professor Raimundo José nos carnavais. Ele foi um dos fundadores do bloco “Não é da sua conta” e, bem mais tarde, comandante-em-chefe de uma escola de samba, que no popular era escola da turma da Rampa. Até hoje me impressiona na Barra, anos pós ano, o efeito que causou na forma de se organizar blocos à maneira do “Não é da sua conta”. Tudo proveniente da mão e da maneira de trabalhar do professor Raimundo José.
            Vi um professor boêmio, bebericando umas e outras, principalmente nas comemorações dos títulos do seu Grêmio. Mas quando, nós alunos, nos aproximávamos, mesmo em altas cervejas, era uma elegância em pessoa. Perguntava se estávamos bem de saúde, perguntava pelos familiares e dava aquele estímulo para seguirmos em frente.
            Cansou de frisar, tal qual o professor Galeno Brandes, para dizer que quem foi seu aluno sempre era seu aluno. Todas às vezes que ele falava isso, me deixava contente, emocionado... O tom de voz do professor era tal qual de locutores de rádio...
            Vi e observei anos depois do Diocesano um ser humano competente, profissional e muito humano. Naquele cartório da rua Aarão Brito, perto da Rampa, apesar de um clima de aparente desorganização, tudo ao contrário era muito bem organizado. O atendimento de primeiro mundo, comparável aos serviços dos bons cartórios de qualquer capital do país.
            Naquele cartório, o professor Raimundo José montou uma escola de talentos, onde sem alardes e quase anonimamente muitos barra-cordenses foram preparados como sua contribuição de se bem conduzir profissionalmente pela vida afora. Uma certa feita, perguntei-lhe qual era o segredo de ter ao seu lado bons funcionários. Sorriu e me respondeu que o segredo era tratá-los com amizade.
            Naquele cartório certamente está o resumo da sua vida. Praticamente foi ali sua casa, além de ambiente de trabalho durante 40 anos. Quando o procurávamos pela manhã, que é um horário de muito vai-e-vem de serviços, pessoas e muito despacho, ele dizia: volte de tardezinha.
            Algumas vezes, voltei de tardezinha. De cara, me ofertava o jornal do dia. Leitor de carteirinha de jornais e revistas, mantinha sempre assinaturas de jornais de São Luís. Ao ler duas ou três matérias, dizia: “leve-o pra casa, é seu”. Ali era ponto inicial para uma conversa horas a fio pela história e personagens da Barra.
            Numa dessas conversas, me contou da sua chegada na Barra no começo de 1967. Sublinhava: "Já são 40 anos." Puxava pela memória e contava-nos que três dias depois de um “grande” carnaval no clube Maranhão Sobrinho, em fevereiro daquele ano, o teto do clube veio abaixo. “Que perigo!”, ele mesmo comentara. Para depois emendar: “Deus deu uma mãozinha, era pra ser uma tragédia. Aquele clube cheio ia morrer gente.”.
            Íamos acima, íamos abaixo, eu explorava minhas perguntas naquela Barra do Corda entre 1967 a 1975. Falávamos sobre os estudantes do Diocesano, a forma como eles se organizaram na agremiação estudantil, o que eles fizeram naqueles anos ditatoriais. Os grandes torneios de futebol de salão realizados na quadra do atual colégio Pio XI, que naqueles anos pertencia ao Diocesano.
            Também direcionava minhas indagações sobre como era os bastidores políticos de então, os fatos e o comportamento de um tempo, os encontros na Ilha Central, praia da época, um projeto que ressurge décadas depois com o ambientalista Enio Pacheco. Falar em Ilha, Raimundo José era um fino colaborador e estimulador da sua reconstrução. Sempre à disposição para colaborar.
            Às vezes era ele quem me perguntava pelos barra-cordenses que moram em Brasília. Com muitos deles mantinha uma boa e profícua amizade. Pelas suas perguntas, mostrava preocupação com a situação de alguns, ele cultivava uma saudade dos seus amigos daquelas décadas de 60 e 70 como se o tempo não tivesse passado.
            Ao citar os componentes do bloco “Não é da sua conta” dava a impressão de não ter esquecido de nenhum. Contava detalhes da fantasia, as cores usadas ano a ano, as dificuldades para se conseguir o couro dos tambores, as casas que o bloco era recebido. Naqueles tempos, os blocos carnavalescos entravam em algumas casas como uma saudação de boa folia. Era uma regra que não se tornou tradição.
            Uma certa feita, disse a ele que meninão seguia o bloco “Não é da sua conta” pelas ruas da cidade. Minha irmã, Cléa Moraes, foi uma das porta-estandartes. E de tanto ouvir sabia de cor até hoje o hino do bloco: “Lá vem o nosso bloco/ Que não é da sua conta”... Ele se emocionou, levantou-se rápido da sua cadeira de trabalho e me deu um abraço, sorrindo, numa alegria extasiante.
            Há também uma outra história que ele pedia quase sempre para eu repetir do meu tempo de estudante no Diocesano. Ele sorria muito com os entreveros da história, como foram bolados os fatos, as artimanhas, numa espécie de “pegadinha”, que as televisões exibem atualmente. Com essas histórias ele viajava no tempo, um tempo que deixava transparecer que gostou muito de ter vivido.
            Gostava muito também quando eu lhe dizia que algumas “técnicas comerciais” eu conservava para sempre como bons e úteis ensinamentos. E elencava-os: não assinar documento nenhum sem conhecer profundamente o que está escrito no papel. Ler as letras miúdas que às vezes os documentos tentam esconder. Nunca assinar papel em branco. O fim pode ser um outro.
            Um dia meu pai, Manoel Galdino de Moraes, comparou Raimundo José ao um antigo tabelião cordino de nome Acrísio Figueira. Segundo meu pai era um homem muito bom e que gostava do povo, explicou-me. Passei essa observação ao professor. Ele ouviu, ouviu e com humildade, comentou: “É bondade do seu Manoel”. E acrescentou: “Outras pessoas me disseram que o meu trabalho parece com o seu Acrísio Figueira. Mas eu não o conheci.”
            Pode ser exagerada a comparação do Manoel Galdino. Mas o certo é que sou testemunha da sua humildade misturada com sua humanidade. Algumas vezes vi pessoas humildes lhe pedindo algo. Ele doava. Vi também pessoas de bons poderes aquisitivos lhe pedindo algo. Da mesma forma, ele doava. Algo das escrituras sagradas ele praticava: fazer o bem e não olhar a quem.
            Uma pergunta, porém, sentia que ele tinha dificuldades em responder. Era quando eu perguntava se ele tinha vontade de ser candidato a prefeito. Sorria desconcertado, tentava fugir, mas eu insistia: “Professor, o seu nome é sempre citado como um possível candidato. Às vezes, o Turma da Barra recebe e-mails, outras pessoas me falam pessoalmente da sua condição de aglomerar.
            Sobre política, ele ouvia muito e falava muito pouco. Mas nos últimos bate-papos ele fazia gestos como quem começava a se interessar pelo assunto: “Fale mais, fale mais”, dizia. O barra-cordense Antonio Sousa, o Tonhão, que foi prefeito em duas cidades de Roraima, uma certa feita me telefonou e disse: “Jornalista, estive com o professor Raimundo José e acho que ele é candidato. Faça suas sondagens e boas reportagens.”
            Era uma notícia boa caso se confirmasse a participação do professor Raimundo José. Neste momento, há um vácuo no mundo político de Barra do Corda no surgimento de líderes que conjugue e pratique com facilidade as palavras transparência, honestidade e ética. Tal qual os cientistas sociais costumam lembrar da frase símbolo da honestidade, podemos adaptá-la para o professor Raimundo José: “A mulher de César não basta ser honesta, precisa parecer honesta”, diziam os romanos.
            Quero ainda escrever sobre o professor-amigo. Acho que poucas pessoas eu conheci com tanta gente a admirá-lo. Penso que deva existir alguém que possa ter alguma rusga, algo que o equivalha, mas nunca me deparei com um deles frente a frente. Às vezes, como amigo, era surpreendido. No mês de setembro deste ano ao me encontrar casualmente em um hospital com o Luís Fernando, seu irmão, ele foi logo me dizendo: “Raimundo José está sabendo que você está aqui na Barra, quer te ver”.
            Por vezes fui ao novo local do cartório, que fica perto dos Correios, mas não o encontrei. Às segundas-feiras, logo após as sessões dos vereadores, saia em direção ao cartório à procura daquele bate-papo. Era informado que o professor viajara. O destino também não quis que avistasse o prezado professor para mais uma rodada de um bom bate-papo.
            Quero ainda citar o professor-professor. Daquele primeiro dia no colégio Diocesano até o último encontro fiquei com a sensação, na prática, que ele nunca deixara de ser realmente meu professor. Às vezes, brincalhão, com aquele sotaque são-luisense, que nunca perdera de todo, cantarolava baixinho ao me avistar: “Lá vem o nosso bloco/ Que não é da sua conta/No carnaval, pra decidir, não é da sua conta vem aí...” Eu retrucava com a velha frase: “Faça o que eu digo, não faça o que faço”. E sorríamos juntos...
            Mas, caro professor: neste texto-adeus de saudade, quero lhe dizer que ainda ecoam aquelas duas frases-ensinamentos tantas vezes repetidas em sala de aula. Mas aquela que diz “não faça o que eu faço”, com todo respeito, quero discordar, porque a sua prática foi simples, mas humana e grandiosa. No meu entender, a sua obra maior foi o tratamento dispensado as crianças, jovens, adultos e idosos. Tudo isso é uma grande lição. Que sirva de exemplo para todos nós e a outras quantas gerações. Assim, caro professor Raimundo José Pereira da Silva, digo-lhe adeus e muito obrigado por tudo.

*Heider Moraes é jornalista

(TB/8/dez/2007)

 

 

Turma da Barra
Dez anos de jornalismo
na internet


por Heider Moraes

            Este domingo 30, o jornal Turma da Barra completa dez anos na internet. São mais de 3.650 dias de notas, matérias, artigos, reportagens, crônicas, músicas e uma diversidade de fotografias. Neste período, também o TB participou de iniciativas por mais livros para as bibliotecas barra-cordenses, pelo soerguimento da ilha central, da fundação e criação de uma entidade literária, a Arcádia Barra-Cordense. Mas, sobretudo, revelou novos talentos: jornalistas, escritores, poetas, historiadores e uma variedade de intelectuais.
            O portal TB na internet, que fora ao ar pela primeira vez naquele 30 de setembro de 1997, veio a reboque em razão da existência do então jornal impresso Turma da Barra, que tivera suspensa suas atividades em 2000. De imediato, era apenas para complementar o noticiário do TB impresso, direcionado como ferramenta de pesquisas para estudantes e estudiosos em geral, também como prestador de serviços e divulgador da potencialidade turística da região de Barra do Corda, incrementado com fotografias, músicas, páginas sobre a história cordina e até uma subpágina do falar cotidiano do barra-cordense, que no caso fora batizado de ‘vocabulário barra-cordinês’, misto da preservação da linguagem popular, coloquial, sob o ângulo do humor.
            Mas a internet foi tomando corpo, foi se materializando como importante mídia no país e o TB foi se moldando aos tempos. Incrementou a publicação de notas e matérias noticiosas a qualquer momento do dia, crônicas e artigos semanais com textos de qualidade invejáveis comparáveis aos melhores cronistas do país. Para se ter uma idéia, naquele 1997, todo portal tinha em média 15 acessos diários. Atualmente, mais de mil acessos são registrados diariamente, com pico maior no período de carnaval, onde as 42 subpáginas do TB duplicam sua visualização pelo mundo afora.
            Um outro dado interessante são os acessos pelo mundo afora. Na estatística fornecida pelo nosso provedor, a empresa que coloca o TB na internet, o país que mais acessa o TB é os Estados Unidos. Depois vêm países da Europa: França, Itália, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Suécia, Noruega e Dinamarca. Em seguida, dois países asiáticos: o Japão e a China. Na América do Sul, a Argentina, Chile, Peru, Bolívia, Paraguai e Uruguai. Na Oceania, a Austrália. E um dado que nos chama bastante a atenção: o TB na África. Os países africanos que mais acessam são Uganda, Angola e Moçambique. A explicação mais plausível que temos em relação aos nossos leitores africanos é que são barra-cordenses que trabalham em empresas brasileiras que constroem hidrelétricas em vários países daquele continente.
            Um outro dado que nos orgulha muito são as campanhas educacionais, culturais e ecológicas que o jornal tem participado. Para as diversas bibliotecas barra-cordenses, os leitores do TB já doaram mais de sete mil volumes. São livros de literatura, científicos, enciclopédias, dicionários e principalmente os didáticos. Na seara cultural, a participação na criação e fundação da Arcádia Barra-Cordense. Na área ecológica, a participação efetiva no projeto de reconstrução da ilha central, praticamente concluído depois de cinco anos de intenso trabalho. É sempre bom frisar que o projeto Ilha Central é totalmente de iniciativa popular, sem um centavo da prefeitura barra-cordense. E finalmente, durante todo mês de agosto e parte de setembro, a campanha para tornar o rio Corda uma das sete maravilhas naturais do Maranhão, eleição vencida pelo nosso rio e que traz muito orgulho para todos nós barra-cordenses.
            A propósito, a concretização do projeto Ilha e a eleição do rio Corda como sete maravilha do Maranhão deveria servir como exemplo para a prefeitura, porque ainda há algumas ilhas a serem resgatadas nos dois rios, principalmente a ilha dos Urubus que está a pedir socorro, também várias outras obras que poderiam ser feitas nos rios Corda e Mearim. A prefeitura da Barra é muito tímida em obras para o meio ambiente. Não basta apenas catar lixos. Há pontos de assoreamentos, de devastação das matas de galerias, as que ficam próximas aos leitos, que são arrancadas sem pena e dó e não se conhecem advertências feitas a quem comete esses crimes ambientais. Balneários populares poderiam ser criados, como o da Boa Vista, praticamente fechado, padecendo e à espera da especulação imobiliária.
            Mas entre os tantos assuntos que o TB deu enfoque nestes dez anos, da literatura à política, da economia ao perfil comportamental, o orgulho maior foi o investimento na descoberta de novos talentos. Do caçula cronista Yuri Heider, de 17 anos, ao professor Nonato Silva, de 89, que tem três doutorados e vários cursos superiores. Do Alex Macedo, Allander Passinho, Pablo Oliveira, Raphael Castro e Janderson Araújo, entre 21 a 24 anos, e as matérias dos correspondentes Humberto Madeira, que faz medicina na Bolívia, e Eduardo Galvão, vice-cônsul brasileiro na China. Da Luciana Martins, com duas pós-graduações em Letras ao Allan Kardec, professor da UFMA e vice-reitor da Univima. Do Urias Matos, eminentemente poeta e cronista, ao engenheiro Cezar Braga, que praticamente está a bater recorde em número de crônicas. São quase 200 com qualidade literária e uma pontualidade britânica.
            Entre os articulistas, que colaboram muito e com frequência, estão Angélica Alencar, Robert Meneses, Márcio Martins, Fagner Barbosa, Mauro Miranda, Guilherme Martins, Benjamin Wanderly, Kissyan de Castro, Júlio Sá, Natanael Maninho, Rogério Brandes, Miramny Guedelha, Rafael Matos, os fundadores nas pessoas de Gilson Pacheco e Murilo Milhomem e o nosso repórter número um: Mandi Brasil, que desde que o TB foi iniciado, sempre ajudando em inumeráveis informações e dados precisos. Muitos outros queremos agradecer a colaboração, as dicas, as observações e, em particular, a Pedro Miranda Sobrinho, que assinou o projeto digital do primeiro TB que fora ao ar em setembro de 1997. Também ao brasiliense com sangue maranhense de Codó, o webmaster Gustavo Queiroz.
            Quero ainda lembrar que o portal TB é um projeto sem fins lucrativos, com a finalidade de praticar o jornalismo pelo jornalismo, a cultura e a educação pela educação e cultura, estimulando o debate político, sociocultural e a reflexão crítica entre todas as turmas barra-cordenses. Quero por fim agradecer aos leitores, que nos incentivam com suas leituras e a razão da nossa presença. Recebam o nosso muito obrigado e até 2017, comemorando os 20 anos de existência, certamente com um outro editor, porque a vida é alternância de gerações. O TB é de todas as turmas e o nosso pensamento é uma Barra do Corda com qualidade para as futuras gerações. Que venha 2017. Até lá!...

*Heider Moraes é jornalista