Artigo

Asfalto sim, água não
jornal Turma da Barra

*Wennes Mota

            Falar novamente sobre o problema no abastecimento de água em Barra do Corda é uma tarefa cansativa. Porém, mais cansativa ainda é a rotina daqueles que têm que se “mexer” para conseguir a água que deveria chegar às suas casas.
            Em épocas de campanha eleitoral as obras se multiplicam. Obras que são meticulosamente planejadas para serem executadas com vigor nesse período. Afinal de contas, aquilo que o eleitor ver pode acabar influenciando-o na hora da votação. Nada mais prático e eficaz do que essa estratégia em uma sociedade em que os eleitores anseiam por resultados imediatos.
            Asfalto não é o problema. Ruas e mais ruas estão sendo asfaltadas (e isso é bom, com certeza!). Antes de terminar uma rua, outra já está recebendo pavimentação. Tem que ser rápido, muito rápido. O espaço de tempo é pouco. Asfaltar Barra do Corda é uma atividade rentável: há uma empresa em terra cordina que fabrica o produto. Bom para os cidadãos, melhor para os donos da fábrica!
            Mas e a questão da água? Não merece atenção? Talvez não tenha tanta importância, afinal de contas é algo que está presente na história da cidade. Se temos “ o melhor prefeito do Brasil” e “um dos deputados mais atuantes do Maranhão”, títulos esses conferidos pelo próprio grupo do partido político, por que não tentam amenizar a situação? O próprio prefeito diz nas “bandeiradas” (inovação política em 2010) que tem credibilidade em Brasília, é amigo pessoal da governadora Roseana Sarney, tem facilidade em conseguir obras para o município. Com tanto apoio assim não poderia haver mais esse problema por aqui.
            Em São Domingos do Maranhão, para efeito de comparação, o abastecimento de água ocorre em dias alternados. Mas lá é de certeza que terá água nas torneiras um dia e outro não. Além do mais a água permanece por 24 horas. No tocante à Barra do Corda, em algumas partes tem sempre água. E nos pontos em que a água deveria vir em dias alternados, às vezes passam vários dias com falha no sistema. Isso quando o abastecimento está funcionando de forma razoável. Deveriam pelo menos copiar o modelo de São Domingos: água 24 horas nas torneiras em dias alternados.
            Na minha casa, por exemplo, está com uma semana que não vem água. Mas a rua já foi asfaltada. Agora falta a bendita água. Não aquela que só vem de madrugada e cessa no romper da aurora, como é comum acontecer. Mas água pelo menos durante o dia inteiro!


*Wennes Mota é vestibulando de Letras, mora em Barra do Corda

(TB/
18set/2010/nº27)

 

 

Artigo

Contatos frustrados
jornal Turma da Barra

*Wennes Mota

            Estamos sempre conhecendo novas pessoas. Algumas se tornam importantes para nós durante toda a vida. Em contrapartida, há aquelas que têm sua importância restrita por um certo período de tempo. O próprio tempo define quem é quem nesse “jogo social”.
            Segundo o conhecimento sociológico, contatos primários são aqueles em que as relações sociais são pessoais, diretas, profundas, íntimas e sentimentais. É o que ocorre entre os membros de uma família e os amigos próximos. Os contatos secundários, por sua vez, são aqueles que nos proporcionam contatos mais superficiais, calculados, como a troca de informações. Teoricamente sei distingui-los, mas na prática acabo confundindo-os. Explico-me: Em muitos casos em que conheço novas pessoas acabo tentando manter contatos primários, passo a considerá-las como parte da família. E aí está o engano: nem todo mundo pode ser um bom amigo, no sentido mais profundo e emocional do termo.
            Sou um ser humano sensível que a todo momento é magoado por não saber  distinguir a tempo as pessoas certas com as quais devo manter contatos primários. Nos meus relacionamentos com os outros costumo me doar bastante, mostro-me bastante solícito e deixo o próximo à vontade. Deposito muita confiança e erroneamente espero em troca uma atenção  com a mesma intensidade.  O que geralmente não ocorre. Daí a frustração.
            Os sites de relacionamento proporcionaram uma verdadeira revolução na forma de conhecer novas pessoas, não importando a idade, sexo, nacionalidade. Eu mesmo sou adepto deste meio fácil de busca por novas caras. No entanto, costumo quebrar a cara quando o número de amigos é acrescido às minhas páginas. Muitas pessoas usam esses sites para se mostrarem populares. É comum ser adicionado por alguém que nem na sua cara olha quando te ver na rua, ou quando falam é apenas para cumprimentá-lo de forma rápida. Este não é o meu caso. Normalmente limito-me a enviar convites apenas para pessoas que tenho interesse em conhecê-las.
            Vou procurar ser mais racional e menos sentimental nas minhas relações. Definidas as intenções das “novas caras” tomarei as atitudes cabíveis para o caso certo.Desse modo, evitarei muitas frustrações.

*Wennes Mota é vestibulando de Letras, mora em Barra do Corda

(TB/

26mai/2010/nº26)

 

 

Artigo

O menino que roubava livros
jornal Turma da Barra

*Wennes Mota

            Há pouco tempo li o Best-seller A Menina Que Roubava Livros, de Markus Zusak. O título e a fama do livro foram os motivos que me fizeram lê-lo. A obra  narra a história de Liesel Meninger, uma garotinha que é adotada pelo casal Hans e Rosa Rubermann, e que juntos  vivem o horror do governo de Hitler, em plena Segunda Guerra Mundial. Liesel é apaixonada por livros, e essa paixão a leva a roubar alguns exemplares. O Best-seller é interessante, a morte é quem narra os fatos. Além disso,  apresenta outras abordagens, como a perseguição dos judeus, mas eu vou me deter apenas aos roubos da personagem, que é a parte que tem .
            Há certas passagens de letras de músicas, poemas e obras com os quais nos identificamos, seja por causa de um momento, um ato cometido ou mesmo porque esteja de acordo com a nossa personalidade. Pois bem, assim como a personagem Liesel Meninger, na infância, eu também fui um roubador de livros. E assim como os dela, meus roubos não prejudicavam a ninguém.
            Na minha infância, durante as férias, eu adorava viajar para Santa rosa, pequeno povoado do município de Tuntun. Três coisas me prendiam àquela terra e me faziam amá-la. Primeiro, meus avós e parentes, que são acolhedores, simples e hospitaleiros. Segundo, as imponentes palmeiras de coco babaçu, espécie abundante naquele local.  Lembro-me muito bem do aprazível ruído causado pelas palhas balançadas ao vento. E em terceiro, os livros.
            No quintal da casa da minha tia, Anice, havia uma casinha onde ela depositava sacos de arroz, carvão, e o que eu tanto procurava: os livros. A grande quantidade de poeira e teias de aranha não me incomodavam. Eu me escondia ali, e passava um bom tempo escolhendo os livros que levaria comigo.
            Geralmente eu “roubava” livros infantis, com ilustrações, na época, os meus preferidos. Eu os lia e relia várias vezes. Eram os meus tesouros.
            Eu gostava tanto dos meus livros que quando eu viajava fazia questão de levá-los comigo em minhas viagens. Eram os meus companheiros inseparáveis quando eu me sentia só. Era o meu refúgio quando eu me sentia ameaçado por algo.
            Os meus roubos eram justos, pois eu os livrava do lixo. Sei que eu poderia simplesmente pedi-los à minha tia. Mas acontece que eu não tinha permissão para pegar alguns livros. E eram justamente os que eu mais desejava. De qualquer forma, o futuro daqueles livros “proibidos” pra mim teriam um final triste: ficariam sozinhos ali, sem utilidade, sendo consumido por ratos e baratas.
            Ainda hoje não entendo como certas pessoas preferem esconder ou jogar livros. Há alguns dias uma vizinha jogou várias revistas e livros no lixo. Se eu fosse criança, aquele tesouro seria resgatado. Hoje tenho a minha pequena, mas próspera coleção, graças à ajuda de uma amiga que mora em Brasília, e aos poucos livros que posso comprar. Meus livros não serão para enfeitar estantes. Eles serão meus amigos nas horas vagas. Vou emprestá-los para quem quiser lê-los. Desse modo, não haverá “roubadores” de livros invadindo a minha casa, pelo menos não do modo justo, como eu praticava. Devemos incentivar a leitura, não apenas falar, mas emprestar os livros que temos. Afinal de contas, os livros são escritos para serem lidos, e não servirem de enfeite!


*Wennes Mota é vestibulando de Letras, mora em Barra do Corda

(TB/28jan/2010/nº25)

 

 

Artigo

Um plano comum para 2010
jornal Turma da Barra

*Wennes Mota

            Mais um novo ano começa e com ele nossos pensamentos vão aos poucos sendo trabalhados para a concretização de nossos planos e sonhos traçados no final do ano que acabara de dizer adeus.
            Como sempre, começamos o ano de ressaca, mas também entramos com vigor, vontade de lutar. A alegria advinda das festas é o combustível inicial para a longa caminhada que teremos de seguir adiante.
            Infelizmente o ano já começou com tragédias causadas pelas chuvas intensas. Ruas alagadas, desabamentos em encostas, mortes, estragos. Mas a vida é assim, nunca se pode ter o tempo todo de alegria.
            Por outro lado, temos vários motivos para comemorar o ano de 2010. É ano de Copa do Mundo e Eleições para representantes de nível estadual e federal. Além disso, podemos contar com dias melhores para nossa economia, que conseguiu sair da crise financeira mundial sem grandes estragos.
            Nós, brasileiros, especialmente barra-cordenses, deveríamos incluir alguns planos em comum entre os vários pessoais que traçamos: escolher bem os nossos políticos, ler mais e influenciar os nossos estudantes a se interessarem cada vez mais pela leitura.
            São planos que não requerem sacrifícios, além disso, proporcionam prazer e cultura a um país onde grande parte dos alunos não tem o hábito de se deleitar com os livros.
            Vamos construir um ano produtivo, harmonioso e enriquecedor. Somos os responsáveis pelas nossas vitórias. Se cada um de nós fizer a sua parte, teremos um país cada vez mais justo.


*Wennes Mota é vestibulando de Letras, mora em Barra do Corda

(TB/

3jan/2010/nº24)

 

 

Artigo

A vida continua
jornal Turma da Barra

*Wennes Mota

            De vez em quando somos sacudidos por trágicas notícias que nos fazem parar para refletir. Morte de um ente querido, doença, acidente, problemas pessoais. São muitas as formas trágicas com as quais nos deparamos ao longo da vida. No entanto, assim como as adversidades contamos também com os bons momentos, e são esses que devem ser lembrados nos momentos sombrios, para que possamos nos recuperar com mais rapidez.
            Há pessoas que não conseguem superar as tragédias. Vivem oprimidas, escravas de lúgubres lembranças. Muitas vezes precisam recorrer ao auxílio de um psicólogo. Em contrapartida há aquelas mais resistentes, que sabem lidar com as dificuldades e delas se saem bem.
            A melhor ajuda que uma pessoa triste e desprovida de esperança possa receber são o apoio e o carinho das pessoas próximas. Não adianta alguém ler um livro de auto-ajuda se vai ser excluída de agradáveis diálogos e confortantes desabafos. As frases positivas e estimulantes de um best-seller não são nada comparadas ao amor e à dedicação que uma pessoa querida possa oferecer.
            Uma companhia agradável torna menos dolorosos os impactos das derrotas, dificuldades e tristezas. Um bom diálogo, complementado de um caloroso desabafo se tornam uma arma poderosa para a recuperação do ânimo de alguém abatido. Colocar para fora tudo aquilo que nos aflige melhora o nosso interior, traz luz à escuridão.
            Quando algo me entristece profundamente penso em desistir de muitas coisas. Paro um pouco no tempo para poder me recuperar. As pedras que encontro pelo caminho me derrubam, mas aos poucos consigo me erguer.
            Sejamos fortes, então, na escuridão. Fiquemos atentos também para ajudar a quem precisa de nossa ajuda. Na alegria e na tristeza temos que prosseguir. A vida continua!


*Wennes Mota é vestibulando de Letras, mora em Barra do Corda

(TB/24nov/2009/nº23)

 

 

Artigo

A imprensa e o cidadão
jornal Turma da Barra

*Wennes Mota

                Temos no Brasil uma imprensa atuante, que apura e divulga notícias e fatos que são relevantes para a sociedade, como por exemplo, os esquemas de corrupção nos quais inúmeros políticos envolvem-se frequentemente. Mas do que adianta a imprensa fazer sua parte se o cidadão não presta atenção?
                Não há democracia em países onde impera a censura, onde os meios de comunicação são controlados por forças políticas. Nosso país está no caminho certo, uma vez que procura alertar o cidadão, e para isso, age de forma objetiva e imparcial. Temos liberdade e expressão. E isso é um passo importante no sentido de propagar boas idéias, disseminar informações sobre políticos corruptos. No entanto, temos um grande problema por aqui: uma boa parcela da população não tem o hábito de leitura. Como resultado disso, temos a reeleição de vários políticos que se envolveram em atos ilícitos, pois passam despercebidos ou sem reflexão crítica por muitos eleitores inconscientes.
                O presidente do Senado, José Sarney, esteve e, frequentemente continua, sendo manchete nos meios de comunicação, tanto por suas práticas de nepotismo, infeliz e vergonhosamente  comum no Brasil, quanto por suspeitas de corrupção. Foram tantas as denúncias contra Sarney, que o mesmo teve o descaramento de declarar que a imprensa o estava perseguindo de forma injusta, quando na verdade apenas fazia o papel que cabe a ela: demonstrar os fatos. Que pena que muitos políticos sem escrúpulos tenham  as suas tropas de choque.
                Não é preciso ir muito longe para perceber a falta de interesse do cidadão por informações, especialmente quando se trata de política. Em Barra do Corda temos sites e um jornal impresso circulando pela cidade. Mas grande parte dos jovens da nossa cidade não se importa com isso. Usam a internet, quase que exclusivamente para acessar sites de relacionamentos, como o Orkut e MSN. E as notícias? Para a maioria, só quando lhe convém. É comum em nossa cidade usar mais o lado emocional do que racional na política.
                Os nomes são lançados e suas sujeiras são jogadas ao vento para que todos vejam, reflitam e reavaliem as suas próximas escolhas. É necessário que essas informações sejam entendidas e que possam resultar em mudanças de hábitos. Uma vez consciente de seu papel, a sociedade passa a exigir, com mais rigor e racionalidade, que os governantes se mantenham guiados pela ética, procurando sempre os melhores meios para diminuir as desigualdades sociais. Uma política justa só é feita com a participação de eleitores racionais. Sejamos, então, cidadãos conscientes, para que possamos limpar a sujeira da nossa depravada e vergonhosa política. Para essa limpeza temos uma forte aliada: a imprensa. Cabe a nós, cidadãos, fazermos nossa parte.

*Wennes Mota é vestibulando de Letras, mora em Barra do Corda

(TB/
30set/2009/nº21)

 

 

Artigo
Função social do ensino
jornal Turma da Barra

*Wennes Mota



            Qual o papel do ensino na formação dos alunos? A escola deve apenas se ocupar em repassar conteúdos direcionados à capacitação dos alunos para o mercado de trabalho? Ou deveria promover uma educação mais ampla no sentido de incentivar boas ações, ética e espírito solidário nos indivíduos? O que tem feito nossas escolas?
            Essas perguntas são importantes porque nos levam a refletir e a buscar respostas quanto ao método de ensino vigente nas salas de aula hoje. No que concerne à forma de ensinar atualmente notamos que as escolas têm priorizado o ensino propedêutico, ou seja, a preocupação maior está voltada à capacitação profissional, que tem como base os conhecimentos das áreas matemáticas, físicas, químicas e biológicas. De fato, essas áreas são imprescindíveis para o progresso de um país, mas será que só isso basta?
            Existem diferentes formas de classificar as capacidades do ser humano: capacidades cognitivas ou intelectuais, motoras, de equilíbrio e autonomia pessoal (afetivas), de relação interpessoal e de inserção e atuação social. Dentre todas, as escolas têm priorizado as capacidades cognitivas em detrimento de outras, desprezando assim, a atenção diversidade presente na sala de aula.
            Cada pessoa tem sua forma própria de ver as coisas, de aprender determinado assunto. Alguns têm facilidades com números, outros são brilhantes em literatura. O fato é que não se deve menosprezar essa questão. Àqueles que não possuem muita habilidade com os números, pode o professor a caso adotar a mesma proposta de ensino para os que os dominam? Claro que não, deve-se dar mais atenção aos que possuem um conhecimento limitado desse tipo de assunto, para que o mesmo possa assimilar o que está sendo estudado, visto que sua capacidade de aprendizagem na área é mais lenta.
            A escola deve educar os alunos com princípios e valores, tornando-os conscientes do papel que desempenharão na sociedade. Deve-se priorizar uma educação completa, preparado-os tanto para o mercado de trabalho quanto para uma harmoniosa e consciente convivência em sociedade. Deve educar para a vida, para o bem de todos.

*Wennes Mota é vestibulando de Letras, mora em Barra do Corda

(TB/15set/2009/nº20)

 

 

Artigo

Fazer a coisa certa
jornal Turma da Barra

*Wennes Mota


            Uma suntuosa escola está sendo construída na Avenida Governadora Roseana Sarney. Parei, então, para refletir um pouco sobre essa construção e cheguei a um dilema: Não seria melhor resolver primeiro o problema da água?
            Não estou dizendo que sou contra a construção dessa escola. Muito pelo contrário, esse empreendimento, além de proporcionar mais qualidade e conforto aos alunos, será um novo cartão-postal para a cidade. No entanto, o  que acho que deve ser feito, para a alegria do povo, seria dar prioridade, acima de tudo, à resolução das falhas do abastecimento de água. Só então, deveria ser pensado em implantar uma escola de luxo na cidade.
            Mas alguém pode dizer que o problema é da CAEMA e não do prefeito. Tudo bem, a CAEMA é a empresa que abastece a cidade, é a responsável pela irresponsabilidade. Porém, o prefeito é o representante do povo. Ele pode tentar resolver isso em nome da população. Afinal de contas, tenho certeza de que todos devem se lembrar dessa famosa frase proferida por ele em um discurso político: “Só faltará água nas casas se os rios secarem”. Mas os rios não secaram; os depósitos de água das casas é que estão secos.
            Muito tem se falado sobre o problema, mas nada de solução. Até uma pequena revolta foi realizada, já que as lamentações não surtiam efeitos. O resultado de tudo isso: inércia. Já que não podemos contar com água jorrando todos os dias nas torneiras, deveriam pelo menos implantar uma idéia que dá certo em São Domingos do Maranhão: abastecimento d`água em dias alternados. É bom lembrar que lá são exatas 24 horas com água e outras 24 horas sem o precioso líquido. Ou seja, a população tem tempo suficiente para armazenar uma grande quantidade de água para o dia seguinte, que é o dia em que não chega às torneiras. Melhor do que aqui, que temos que conviver com semanas sem uma gota de água.
            Não entendo o porquê de tanta inércia. Afinal de contas pagamos pelo que consumimos. Acorda CAEMA, reaja. Não queremos mais(e não podemos), aceitar essa situação. Estamos cansados de lamentações e reclamações sem respostas e sem soluções.

*Wennes Mota

, 21, é vestibulando de Letras, mora em Barra do Corda

(TB/26/mai/2009/nº13)

 

 

 

Artigo
O poder do eleitor
jornal Turma da Barra

 

*Wennes Mota


            A promulgação da Constituição de 1988 foi um marco decisivo para solidificar a democracia no Brasil. Até então, o nosso país era vulnerável a golpes de estado, que culminavam em ditaduras. Durante esses períodos, a liberdade de expressão era proibida. Qualquer notícia a respeito de algo que contrariasse as decisões do governo, críticas, eram logo descartadas e os “culpados” eram castigados.
            Para que um país seja democrático, de fato, é necessário a existência de instituições sólidas, bem como uma imprensa atuante, onde transmita para a população informações sérias e objetivas, com o intuito de tornar os cidadãos informados sobre os assuntos de interesse ao país.
            Hoje temos liberdade de expressão em nosso país, o que leva a imprensa a se tornar atuante, denunciando os casos de corrupção. Não é à toa que a todo momento acompanhamos notícias de corrupção em diversas esferas do governo . Isso é ótimo para o país, uma vez que abre os olhos do cidadão para que se tornem mais conscientes na hora de votar.
            Mas será que o povo tem votado certo? Embora sejamos livres para escolhermos nossos representantes, é possível perceber que ainda comete-se muito erro na hora de votar. Com tanta corrupção muitos eleitores perdem o interesse pelo voto, julgando todos os políticos de corruptos, então votam em qualquer um. É uma vergonha, porém é fato, que alguns dos integrantes do Mensalão  tenham voltado a ocupar cargos do governo, eleitos pelo povo.
            Não podemos desperdiçar a oportunidade que o poder de livre escolha nos proporciona. Temos a chance de “limpar” o governo, colocar para fora aqueles que querem o bem apenas de suas famílias e amigos. O verdadeiro político é aquele que se sensibiliza com o sofrimento do povo, conhece a fundo os seus problemas e que procura amenizá-los ou resolvê-los da melhor forma possível. E não aquele que usa seu dinheiro para favorecer campanhas suntuosas. Então, nas próximas eleições vamos analisar o histórico de cada um. Vamos lutar por um país mais justo, para poder termos mais orgulho de nossa democrática pátria!

*Wennes Lucena Mota, 21, é vestibulando de Letras, mora em Barra do Corda

(TB/7/mai/2009/nº11)