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Matéria 1

 

Ecologia
Um mês sem a mangueira

jornal Turma da Barra

 

Há um mês, era decretada a morte da velha Mangueira.
Era um sábado à noite.
13 de março de 2010.
Por volta das 20h30, a velha Mangueira cinquentenária tombava,
emitindo um som que quem ouviu não esquece jamais.
Quem assistiu ao tombo, ouviram o som da morte.
Aquela árvore que fora plantada pelo velho Gerci, do Barro Branco,
foi morta sem dó nem piedade.
Nem teve tempo de dizer adeus.
O sacrifício foi feito à noite na presença de centenas de pessoas,
com a presença da televisão, de celulares que tiraram fotos
e quando a velha Mangueira caiu bateu a saudade de muitas e muitas gerações.
Imediatamente funcionários levaram seus galhos para que não ficassem resquícios do seu aniquilamento.
Um morador, que a tudo assistiu, assim descreveu para o TB como foi aquele primeiro sábado sem a velha Mangueira:


"No dia seguinte ao corte, muitos passarinhos estavam por ali, aos rodopios no ar,
no exato local onde estava a mangueira,
como que a procurar pela mãezona,
e sem entender como ela havia sumido dali em um passe de mágica.
Estavam tontos e nervosos, às vezes voavam bem alto,
depois voltavam, não entendiam o que poderia ter acontecido.
Em dado momento voaram pra longe,
mas depois voltaram.
Passaram o dia inteiro nessa agonia...
Tinha um bando de pardais que ficou pelo chão comendo cupins, formigas e lagartas
pela última vez, no local onde ainda restavam folhas e cascas,
que haviam sobrado da matança da noite anterior."

Veja fotos onde viveu a velha Mangueira.

 


Em primeiro plano, local onde viveu a velha Mangueira
Ao fundo: árvores marcadas também para morrer

 


Imagem da majestosa Mangueira da Tresidela
que viveu mais de 50 anos
símbolo da Tresidela

 

Nota: Veja também Nota de Repúdio do Ministério Público: Clique aqui

Nota: Veja flagrante no momento que a mangueira era cortada: Clique aqui

(TB13abr2010)